Introdução
Este é um dos temas mais controvertidos e polêmicos da atualidade. Não é fácil abordar este assunto por causa das muitas implicações e conseqüências para o homem e a mulher, para a família, para a sociedade e principalmente para a Igreja.
Lamentavelmente são poucos os que ousam estudar a respeito e muitos que fogem de uma confrontação, quer por motivos pessoais ou religiosos. Mas é um tema urgente, não só por sua importância, mas principalmente porque pode fazer diferença eterna na vida das pessoas.
Não queremos levantar uma polêmica além do que já existe, nem defender tese em cima deste assunto. As declarações aqui, fazem parte do que creio e do que pratico.
Por outro lado, não posso deixar de reconhecer as minhas limitações. Muitas das conclusões são frutos de pesquisas não só minhas, mas de homens comprometidos com o Reino de Deus e cuja vida respalda suas palavras sempre norteadas pela suprema Palavra de Deus.
Este é um estudo, um alerta e uma chamada ao questionamento.
Convido aos leitores caminharem comigo nas trilhas sinuosas do humanismo e da falsa religião em direção ao único e seguro caminho da verdade: Jesus!
Ele disse: “Eu Sou o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA. Ninguém vem ao Pai senão por mim”.
Se você não concorda com esta declaração, pare agora! Será pura perda de tempo continuar lendo. A base de toda nossa argumentação está em Jesus. Tudo vai até Ele e parte Dele. Tudo é sustentado por Ele e esclarecido Nele.
Portanto, qualquer interpretação da Lei de Moisés, dos profetas e dos apóstolos terá que finalizar em Jesus. E por que digo isto? Porque Ele é a autoridade máxima. Ele é o criador de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é o princípio e o fim. Ele é antes de todas as coisas. Nada está fora do Seu controle. Ele tem o mundo em suas mãos. O governo está em suas mãos. É Ele quem manda. Ele é a sabedoria e a expressão exata de Deus.
Ele É! Assim, tratar este assunto fora de Jesus seria pura especulação.
Não temos que estudar sobre divórcio. Temos que estudar sobre casamento, amor e fidelidade dos compromissos entre a mulher e o homem. Temos que estudar formas de: como manter a família unida, os filhos em sujeição e obediência, as esposas amadas e bem protegidas, os homens firmes e amáveis.
Temos também que viabilizar meios para amparar aqueles que foram violentados pela teologia do egoísmo e da justiça própria. Violentados na sua fé pelos argumentos do engano.
O número de casais separados, famílias destruídas, filhos abandonados, esposas traídas e maridos insatisfeitos mostra a realidade da raça humana sem Deus. Fruto de corações duros como pedra, inflexíveis como o aço e enganosos como o pai da mentira. São, todavia, uma massa humana levada pelas correntezas do humanismo que excluem a necessidade de Deus.
As palavras de Jesus ainda soam forte 2011 anos depois de serem proferidas: “Eu, porém vos digo...”. E o que Ele diz é o que importa!
Jesus e a Lei
É fantástica a maneira como Jesus trata a questão da Lei de Moisés. Aliás, é maravilhosa a forma como Jesus aborda qualquer questão relativa à lei e aos profetas. Jesus não desfaz nada do que eles disseram nem desconsidera a importância dos mesmos no contexto do povo de Israel ou da humanidade como um todo. Porém, nós que somos chamados de “cristãos” devemos centralizar nossa atenção apenas em Jesus. Isto não significa que desprezemos os ensinos do Antigo Testamento. (Rm 15:4).
Faremos uma análise do famoso “sermão do monte”, título que os estudiosos deram a uma conversa de Jesus com Seus discípulos diante de uma multidão. É impressionante como os teólogos gostam de dar títulos e emoldurar conceitos em tornos de assuntos domésticos.
O texto de Mateus capítulo 5º, começa dizendo que Jesus viu as multidões e subiu a um monte e assentou-se. Aproximaram-se dele os Seus discípulos, e Ele começou a ensiná-los. Ele ensinava quem? A multidão ou os discípulos? É óbvio que ao ler todo texto vemos que não se trata de um sermão evangelístico ou genérico dirigido à multidão. Eram instruções simples para um pequeno grupo de homens comprometidos com Ele.
Aqueles homens haviam recebido uma instrução religiosa e familiar baseada na Lei de Moisés. Como judeus que eram, tinham sido instruídos nas sinagogas e nas escolas rabínicas. Tinham decorado o Pentateuco e seguiam cumprindo à risca as doutrinas familiares. Agora, porém, eles estavam diante de quem a própria Lei e os Profetas deveriam sujeitar-se. A Lei e os Profetas tiveram o seu papel e função que era conduzir os homens até Jesus. Nunca nos esqueçamos desse importante e fundamental detalhe. A Lei e os Profetas eram sombras do que havia de vir.
“Disseram aos antigos”...
Ao ler cuidadosamente o texto de Mateus, vamos encontrar uma série de declarações do tipo: “Disseram aos antigos...” e aí Ele cita partes da Lei de Moisés. Era uma forma de dizer que eles haviam sido ensinados pelos pais, mestres e sacerdotes. Todos os ensinamentos estavam baseados na Lei de Moisés. Agora, ali estava aquele que disse juntamente com o Pai, “façamos o homem à nossa imagem conforme a nossa semelhança”. Ali estava aquele que era antes da Lei.
“Eu, porém vos digo”...
Então Ele afirmava: “Eu, porém vos digo...”. Esse “porém” vai além do que os mestres haviam ensinado. A questão não estava no que a Lei dizia, mas na aplicação da Lei. A lei, por si só é isenta de sentimentos e vontade. É apenas um instrumento que guiava a humanidade para um propósito maior, Jesus!
Jesus sempre questionou os “mestres”. Sobretudo aqueles que usavam da Lei para fazerem valer seus próprios interesses. Chamou-os de hipócritas e mentirosos. Chamou-os de cisternas rotas e poços sem água. Considerou seus ensinos, ainda que baseados na lei de Moisés, como fermento velho. E foi muito enfático ao dizer: “Não façam o que eles fazem...”.
Ele todavia, estava ali contestando com sua vida e obra toda frieza dos ensinos judaicos e estabelecendo a base do discipulado: “Eu, porém vos digo”...
Todas as vezes que Ele usou essa expressão, “Eu, porém vos digo...”, foi muito mais radical, severo e prático.
Radical porque não dá margem para interpretações. Eram palavras que exigiam uma tomada de posição. Era uma confrontação radical do Reino de Deus com a independência do homem.
Severo porque não deixava brecha para a hipocrisia ou para a permissividade. Quem o ouvia sabia que teria que optar em ser como Ele era e fazer o que Ele fazia, ou virar as costas e ir embora.
Prático porque apontava o caminho a seguir. A aplicação dos Seus ensinos era o que tornaria os homens sábios. Ele sabia que um ensino só se tornaria eficaz se fosse colocado em prática.
Na questão relativa ao divórcio, não foi diferente. Ele disse: “Ouvistes o que foi dito aos antigos, aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio”. “Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de pornéia, faz que ela cometa adultério, e aquele que casar com a repudiada, comete adultério”.
Pornéia é uma palavra grega que abrange qualquer relação sexual ilícita – fornicação, homossexualismo, lesbianismo, bestialidade, etc., porém, ao citar a Lei, Jesus não está se referindo a relações sexuais no casamento, mas sim no ato do casamento, ou seja, ao casar-se, o homem poderia repudiar sua mulher, caso descobrisse que ela não fosse virgem. Trataremos deste assunto em outra ocasião.
Jesus não está explicando a Lei ou tratando do assunto de divórcio. Ele está pondo a base do Seu Governo: “Eu, porém vos digo...”. Em outras ocasiões essa questão ficará mais clara porque os fariseus vão questioná-lo com respeito à Lei e às divergências religiosas da época. Mas fica claro aqui que toda centralidade do ensino era na Sua própria pessoa. Ele não era um mestre da Lei. Ele era a própria Lei. Ele não ensinava como os escribas e fariseus, Ele era ao mesmo tempo o professor e a matéria. Era o sábio e a sabedoria. O fator mais importante do Seu ensino era: “EU, PORÉM VOS DIGO”.
Jesus e os Fariseus
Falar contra o divórcio e o recasamento sem antes mostrar o cenário onde se baseiam os maiores argumentos a favor, seria como desferir murro no ar. A maioria dos sofismas evangélicos se baseia em Mateus 19 e, além das traduções bíblicas tendenciosas a favor do divórcio e recasamento, a maioria dos defensores deixa de contextualizar o episódio com as pessoas envolvidas.
Nesse caso em particular, temos algumas observações que podem ajudar-nos a entender um pouco mais essa questão. O cenário de Mateus 19 é montado com diversos personagens diretos: Jesus, os discípulos, os fariseus e a multidão, e personagens indiretos: O Criador, Moisés, a lei, os pais, o homem e a mulher, os adúlteros, os fornicários, os eunucos.
O episódio não é centrado no divórcio e recasamento, como querem a maioria dos defensores. Na verdade o centro da questão de Mateus 19 é a oposição dos fariseus a Jesus. Nesse caso, tomaram como motivo uma questão polêmica entre eles mesmos. Obviamente não buscavam conselho ou uma opinião que aclarasse a briga entre as duas escolas da época. O objetivo era pegar Jesus nalguma falha.
Se não entendermos essa realidade, vamos cair na “trama” dos fariseus e fazer o “joguinho” deles.
Antes de analisar o texto de Mateus 19, o que faremos em outra ocasião, vamos ver como era a situação entre Jesus e os fariseus, fora desse contexto de divórcio e recasamento. Nenhum outro grupo representa melhor a religiosidade fria e hipócrita do que a seita dos fariseus. O contraste que havia entre o estilo de vida arrogante e superficial dos fariseus com o estilo de vida simples e profunda de Jesus era tão gritante que não havia como evitar os choques entre eles quando se encontravam.
Algumas advertências de Jesus aos seus discípulos a respeito dos fariseus:
Mateus 5:20; 15:12-14; 16:6, 11-12; 16:11-12; 23:2-4; Marcos 8:15; Lucas 12:1
-Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
-Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? Respondeu-lhes ele: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixe-os; são guias cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco.
-E Jesus disse-lhes: Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus.
-Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus?
-Então compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus.
-Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai, mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens, mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.
-E ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes. Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.
Declarações fortes de Jesus aos fariseus
Mateus 23:14-15,23,25,27,29; Lucas 11:39, 42 - 44
-Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo.
-Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.
-Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.
-Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade.
-Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
-Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos.
-E o Senhor lhe disse: Agora vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade.
-Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras.
-Ai de vós, fariseus, que amais os primeiros assentos nas sinagogas, e as saudações nas praças.
-Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! que sois como as sepulturas que não aparecem, e os homens que sobre elas andam não o sabem.
O posicionamento dos fariseus em relação a Jesus
Mateus 12:14, 24; 16:1; 19.3; 22:15; 27:41-42; Marcos 3:6; 10:2; 12:13; Lucas 5:21; 5:30
-E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.
-Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios
-E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu.
-Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
-E, tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam.
-Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam nalguma palavra.
-Da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam: “Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se for o Rei de Israel, desça agora da cruz, e crê-lo-emos”.
-E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
-E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem nalguma palavra.
-E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecado, senão só Deus?
-E os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?
Jesus ou os fariseus
Quando lemos a respeito de qualquer assunto, sempre ficamos do lado de Jesus. Para a maioria de nós, questionar a Jesus seria uma ofensa. Mas, quando se fala sobre divórcio e novo casamento, a maioria prefere ficar do lado dos fariseus.
Não podemos cair na armadilha dos fariseus. Eles advogavam uma causa própria, uma artimanha para pegar Jesus em alguma falha. Portanto, considerar esse fator na análise do texto de Mateus 19, é fundamental para ver que o assunto é muito mais simples do que a polêmica que alguns procuram fazer. A simplicidade era tão grande que os discípulos não tiveram nenhuma dúvida a respeito e nem mesmo questionamentos contra. A única observação que eles fizeram sobre o tema foi com respeito a possibilidade de não casarem, fugindo assim da responsabilidade de manterem-se fiéis à mulher com quem casassem.
No episódio narrado em Mt 19. 5-9 vemos que Jesus foi muito mais enfático e amplo na interpretação da lei de Moisés e acrescenta a frase; “EU PORÉM VOS DIGO”. Essa frase não é para fariseus, mas sim para discípulos. Da mesma forma quando ele fala: “Um novo mandamento vos dou”. Não o faz para fariseus, mas para discípulos.
Portanto, se quisermos ser fiéis a alguém, temos que ser fiéis a Jesus e não aos fariseus. E cuidemos para não sermos nós mesmos “fariseus”.
Jesus e Suas Respostas
Alguns perguntam por que estou seguindo esta linha de argumentação e eu respondo que o melhor seria começar analisando os textos mais claros, que não necessitam de interpretação, que definem com poucas palavras o final disso tudo. Todavia, resolvi fazer o caminho oposto porque, salvo os que buscam com sinceridade conhecer a verdade, a maioria tem na mente muitos sofismas, inverdades e argumentações tendenciosas. Portanto, resolvi usar o método do leão quando sai à caça: Os leões nunca vão a favor do vento. Para um bom entendedor...
O capítulo nevrálgico de Mateus 19.9 tem sido a grande plataforma dos defensores do divórcio e do novo casamento. Vejamos cuidadosamente esse texto observando os mínimos detalhes:
Esse texto não pode ser analisado isoladamente. Ele precisa do contexto de Marcos 10.1-12. Jesus nesse episódio está com seus discípulos na Judéia. Como sempre ocorria, uma grande multidão O seguia. Uns para ouvir seus ensinos, outros por causa dos milagres, outros por que haviam sido chamados e eram seus amigos, mas havia também aqueles que tentavam pegá-lo em alguma falha. Entre esses estavam os fariseus.
Vemos a intenção dos fariseus no versículo dois: “Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o”. Eles sempre buscavam uma forma para pegar Jesus nalguma falha. E nessa ocasião não foi diferente.
É preciso entender a atitude daqueles homens para não sermos engodados nem cair nas suas armadilhas. A intenção maléfica pode usar de argumentos verdadeiros para induzir alguém a cometer um erro. Qualquer motivo é motivo para quem quer ter motivo. E, os fariseus queriam um motivo para atacar a Jesus.
O objetivo deles não era a verdade a respeito de Divórcio e novo casamento, nem mesmo resolver casos pendentes. A verdadeira intenção dos fariseus era atacar a Jesus.
Embora houvesse uma discordância entre eles a respeito desse assunto, porque havia duas correntes de pensamento e prática entre eles, a verdadeira intenção não era resolver a questão dessa divergência. A intenção era colocar Jesus numa posição inconfortável diante da lei, dos discípulos e da multidão. Eles precisavam de algo para acusar a Jesus. Assim, seguindo uma estratégia astuta, eles fazem duas perguntas a Jesus.
1) Primeira pergunta: “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo”?
Aparentemente é uma pergunta simples e objetiva. Mas ela vem carregada de malícia e um sofisma perigoso.
Como já disse, havia duas correntes de pensamento. Havia duas escolas que divergiam quanto ao assunto relativo à mulher e ao divórcio. Os mais liberais, que eram seguidores das idéias do rabino Hillel, sustentavam que o homem podia repudiar a sua mulher por qualquer motivo. Os mais conservadores e ortodoxos, esses seguidores do rabino Sammai, afirmavam que o homem só poderia deixar a mulher se encontrasse “alguma coisa indecente” nela.
A pergunta dos fariseus, embora tenha a intenção de colocar Jesus entre as duas opiniões, o que levaria Jesus a se por do lado de uma ou de outra, também dá a chave para uma resposta radical de Jesus. Para Jesus, a primeira parte da pergunta é a mais importante e deve ser respondida: “É lícito ao homem repudiar a sua mulher”?
Não é estranho que eu faça essa distinção porque, ao lermos outros evangelhos vamos observar exatamente esse detalhe. Vejamos!
Marcos 10:2 E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: “É lícito ao homem repudiar sua mulher”?
Como podemos entender, a pergunta a ser respondida é a que está isenta de sofisma e malícia. E foi essa a pergunta que Jesus respondeu.
2) Resposta de Jesus à primeira pergunta
A resposta de Jesus poderia ser dita de uma forma direta e isso bastaria. Poderia dizer simplesmente, Não! Não é lícito o homem repudiar a sua mulher! E, assim estaria encerrada a discussão.
Todavia, Jesus dá uma resposta mais ampla voltando ao princípio de tudo. Ele busca nas Escrituras a base para o casamento e o conceito da indissolubilidade do mesmo. Ele diz: “Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne” – Mt 19.4-6 e Mc 10.6-8.
Aqui temos três importantes detalhes a serem considerados:
“a) Deixará o homem pai e mãe” Não é preciso ser um grande exegeta para admitir que somente uma pessoa “solteira” estaria ainda debaixo da guarda e da autoridade de um pai e mãe. Assim, se estabelece que para que haja um casamento, os envolvidos devem deixar esse estado civil (solteiros) e sair da casa dos pais. Esse é um detalhe que vai contra o que normalmente acontece nos casos de divórcio que é: “deixará a mulher ou o homem com quem está casado”.
b) “Se unirá a sua mulher” Aqui temos um detalhe simples a considerar. A mulher não pode ser de nenhum outro homem. Não se pode casar com uma mulher casada, que tenha sido de outro homem. Isso vai contra o que normalmente ocorre nos casos de divórcio e novo casamento que é: “se unirá à mulher que foi de outro homem”.
c) “E serão dois numa só carne” Aqui está a liberação para a relação sexual como um selo para o casamento. Não existe casamento sem que haja essa união sexual. Entretanto, é preciso considerar que qualquer relação sexual torna os dois envolvidos sexualmente em “uma só carne”. Mas, o fato de se unirem sexualmente não significa que já estejam casados. A união sexual define a situação moral das pessoas envolvidas no conjunto de outros fatores. Por exemplo, Paulo diz que “aquele que se une a uma prostituta se torna uma só carne com ela” - 1 Co 6.15-16. Nem por isso está casado com ela.
Em síntese, o casamento ocorre entre duas pessoas solteiras, que deixaram a casa de seus pais, se uniram num pacto mútuo selado com a relação sexual. Obviamente essa seqüência de fatos deve estar respaldada pelos pais e pela sociedade.
Bem, esse detalhe preliminar da resposta de Jesus à primeira pergunta dos fariseus ainda não responde completamente o questionamento: “É lícito ao homem repudiar a sua mulher?”. Os três aspectos expostos acima mostram o que é e como se processa um casamento. A resposta de Jesus vem de uma declaração única nas escrituras, descrita tanto por Mateus como por Marcos.
É a declaração que responde a primeira pergunta dos fariseus, ele disse: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” Mt 19.6b e Mc 10.9. Essa declaração de Jesus faz parte do “EU, PORÉM VOS DIGO”.
Quando um homem solteiro e uma mulher solteira deixam pai e mãe, se unem num pacto mútuo e selam esse pacto numa relação sexual, Deus, que os fez “macho e fêmea”, também os considera casados e, o que Deus ajuntou, não o separe o homem. Assim, a resposta de Jesus aos fariseus é: Não é lícito ao homem repudiar a sua mulher! Não é permitido! Não pode! Não deve! Seja qual for o motivo, não é lícito ao homem repudiar a sua mulher! Ponto Final! A seguir vamos analisar a Segunda pergunta dos Fariseus e a sábia resposta de Jesus:
Quando separamos as duas perguntas que os fariseus fizeram a Jesus, eliminamos por parte os sofismas embutidos nas argumentações a favor do divórcio e novo matrimônio. É preciso considerar que Jesus respondeu a primeira pergunta dos fariseus e concluiu dizendo: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. Em outras palavras Ele está impondo a Sua definição como sempre fizera: “EU, porém vos digo, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”.
Essa expressão de Jesus foi dita uma única vez respondendo a uma única pergunta dos fariseus que queria saber se era lícito o homem repudiar a sua mulher. A conclusão de Jesus foi: NÃO! Não é lícito o homem repudiar a sua mulher.
Mas, os fariseus tinham uma “carta marcada” escondida na manga. Vamos então para a segunda pergunta dos fariseus:
1) Segunda pergunta: “Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?”.
Essa pergunta também vem carregada de armadilhas. Essa pergunta tem uma trama, uma distorção da verdade e uma indução ao erro. Obviamente eles evocam a lei e trazem à tona o assunto que sempre foi motivo de discussão entre as escolas de Hillel e Sammai. Não fujamos dos motivos dos fariseus. Eles queriam pegar Jesus numa falha. Era como se agora eles tivessem encurralado Jesus num canto e dissessem: “Como é que você diz que não é lícito ao homem repudiar a sua mulher, quando Moisés afirmou que sim?”. Dá pra perceber a intenção dos fariseus?
Se eles citam Moisés, é óbvio que Jesus teria que dar uma resposta a isso. Mas Jesus não caiu na armadilha e novamente impõe a Sua autoridade nessa questão. Ele responde a essa pergunta revelando a intenção do coração dos fariseus e corrigindo a pergunta.
2) Resposta de Jesus: “Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim”.
Há uma sabedoria em Jesus ao responder a essa pergunta maliciosa dos fariseus. Ele insiste em frisar o desejo de Deus ao criar o homem e a mulher. O desejo de Deus ao constituir a família não estava sujeito à força do pecado ou da dureza de coração do homem. Deus não mudaria Seu propósito e o adequaria ao estilo humano. Embora muitos achem que Deus foi forçado pelas circunstâncias a mudar as regras do Seu Eterno propósito.
Jesus revela a intenção do coração dos fariseus quando disse: “Por causa da dureza dos vossos corações”. Ele ataca a motivação dos fariseus. Ele não atacou a Moisés, nem desfez da lei, nem foi a favor de Hillel ou de Sammai. Ele estava diante de acusadores e de homens cujo coração era duro como pedra. Insensíveis e incapazes de perdoar.
Jesus também corrige a pergunta dos fariseus, dizendo: “Moisés permitiu repudiar as vossas mulheres”. Não era um mandamento! Era uma permissão e isso por causa da dureza de coração dos homens. E reafirma a realidade do casamento afirmando: “Mas ao princípio não foi assim”.
A tendência do coração endurecido pelo pecado é valer-se das brechas da lei para estabelecer um motivo para seus próprios desejos e ambições. Para os fariseus a “suposta exceção” descrita em Deuteronômio 22 e 24, (analisaremos esses textos depois) deixou de ser uma exceção e passou a ser quase como uma regra geral para o casamento, exatamente como acontece em nossos dias. Hoje se divorcia por qualquer motivo!
Ao vir a este mundo, Jesus não veio colocar ordem na confusão que havia se instalado entre os homens. A humanidade como um todo havia se desviado completamente do projeto de Deus. Jesus não veio melhorar este mundo. Não veio reformá-lo ou dar um “jeitinho” nas coisas. Jesus veio trazer “de volta” o governo de Deus sobre a vida dos homens. Jesus veio trazendo o Reino de Deus. E, esse Reino não passou por uma adaptação para ser coerente com este mundo. O Reino de Deus continua sendo o que sempre foi, um Reino de justiça, amor e santidade. Portanto, quando Jesus vem a este mundo vem restaurar o Propósito Eterno do Pai. Isso implica em fazer valer todos os princípios do Reino de Deus para o homem, para a família e para a humanidade.
Quando Ele começou Seu ministério, começou dizendo: “Arrependei-vos, porque chegou o reino de Deus”. Esse arrependimento (metanóia – no grego) é mais do que um remorso ou tristeza por haver cometido uma coisa errada. Arrependimento é uma mudança de governo. É uma decisão voluntária em submeter, a vida e tudo o que esteja relacionada a ela, ao governo de Deus.
Mas, como fica a seqüência do texto de Mateus 19? Isso é o que veremos em seguida.
Jesus e a Exceção
A resposta de Jesus à segunda pergunta dos fariseus estava respondida. Tanto a primeira pergunta como a segunda, estavam respondidas e o assunto estava encerrado. Os fariseus conheciam bem a lei e sabiam exatamente do que Jesus estava dizendo. Não lhes cabia mais argumentos ou outras perguntas.
Mas, e a seqüência do texto? Como é que fica a próxima declaração de Jesus?
Se analisarmos somente o texto de Mateus 19, vamos concluir que Jesus disse o que disse somente aos fariseus. Não é mesmo? Parece que a seqüência sugere isso. Todavia, não podemos tratar esse texto isoladamente. Conhecemos bem aquela frase: “Texto sem contexto é pretexto”. É preciso juntar Mateus 5.31-32, Mateus 19.9 e Marcos 10.10.
Em primeiro lugar temos que contextualizar onde é que essas coisas acontecem, o momento em que elas acontecem, a quem a palavra foi dirigida e o que estava sendo dito.
1) Mateus 5.1-7.29
Nesse episódio Jesus estava assentado sobre um monte e ensinava a seus discípulos diante de uma multidão. Entre outras exortações e ensinos, citou:
“Também foi dito: Qualquer que repudiar sua mulher dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de relação sexual ilícita, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério”.
Jesus está citando uma série de ensinos baseados na lei de Moisés. Ao tratar do assunto adultério, que começa no verso 27, Jesus mostra que o adultério começa na intenção. Diz que o simples olhar para uma mulher com cobiça, já é um adultério cometido no coração. Ele mostra como evitar que isso aconteça. Fala de arrancar um olho, ou uma perna. Ele radicaliza em torno de se fazer o que for preciso para que não haja adultério.
Mas ao lermos o verso 31, nos parece que ele muda de assunto. Todavia, a meu ver, a conclusão do texto 32 encerra a questão que começou no verso 27. O homem que repudiar a sua mulher pode expô-la ao adultério.
Antes de entrar no aspecto da exceção, temos que receber a mensagem que está sendo transmitida. Jesus não está falando de exceção, nem de divórcio, nem de novo matrimônio. O assunto em questão é o adultério.
A frase, “a não ser...” é uma declaração de Jesus, não dita por nenhuma outra pessoa. Não fazia parte da lei, nem dos profetas. Novamente ele impõe a Sua autoridade, “Eu, porém vos digo”.
Temos, então, uma seqüência contextual:
1 - O local era um ambiente público, o monte. 2 - O momento era quando falava a respeito do ensino baseado na lei. 3 - Ele falava aos discípulos diante da multidão. 4 - E Ele ensinava a respeito de como tratar a questão do adultério.
2) Mateus 19.1-8 e Marcos 10.1-8
Esses textos já foram analisados nos capítulos anteriores. Vamos ver agora a seqüência de fatos contextualizados.
1 - O local é na Judéia, muito provavelmente em Peréia. De qualquer forma, a informação original é de Marcos servindo de base para o evangelho de Mateus. Não há nenhuma evidência de que fossem lugares diferentes. 2 - Havia ali também uma grande multidão. O momento é semelhante a muitos outros em que Jesus atende à multidão curando seus enfermos. 3 - São os fariseus que interpelam a Jesus e fazem suas perguntas. 4 - Todas as respostas e declarações de Jesus são dirigidas aos fariseus.
3) Marcos 10.10-12 e Mateus 19.9-12.
Chegamos a um fato novo e cheio de detalhes. Inverti a ordem dos textos propositalmente para facilitar o entendimento. Marcos serve de base para o texto de Mateus. Portanto, vamos começar analisando o texto de Marcos, juntando com o texto de Mateus.
Assim temos:
“E em casa tornaram os discípulos a interrogá-lo acerca disto mesmo” (Mc 10.10)
“Eu, porém vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”. “Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar. Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas somente aqueles a quem foram concedidos. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram feitos assim pelos homens; e há outros que se fazem eunucos a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o” (Mt 19.9).
Contextualizando temos então outro cenário, outro momento, outras pessoas e outra mensagem. Vejamos
1- O local é a casa de alguém, provavelmente a casa de um dos discípulos. 2- O momento é de intimidade de Jesus e Seus discípulos. 3- Ele responde a um questionamento dos discípulos a respeito do assunto. 4- Ele reafirma o princípio do casamento e a questão da exceção.
É bom repetir que toda vez que Jesus usou a expressão “EU, PORÉM VOS DIGO...” Ele o disse aos discípulos. Essa declaração é para discípulos e faz parte do resgate da autoridade do Reino de Deus na vida dos homens regenerados. Não haveria razão para Jesus dizer isso aos fariseus, mesmo porque eles não a receberiam, nem as cumpririam.
O Grande Mandamento da Lei e o Novo Mandamento
O maior exemplo dessa distinção entre os discípulos de Jesus e os demais, se dá no mandamento da lei e no Mandamento de Jesus.
“E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” – Mt 22.34-40.
É muito interessante como esses dois mandamentos exercem um poder sobre a humanidade. Tudo depende deles e ninguém os obedece. O homem natural é julgado por esses dois mandamentos e ele é exigido de toda humanidade. Dele dependem toda a lei e os profetas. Todavia, aos discípulos de Jesus há um novo mandamento. Fica implícito o dizer de Jesus: “Eu, porém vos digo”. Sem invalidar o primeiro e grande mandamento, Ele estabelece a distinção do segundo mandamento com base no Seu próprio amor. Disse Ele:
“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.34-35).
Com base nessa premissa, podemos analisar a tão polêmica frase “não sendo por causa de fornicação”. Esse é o nosso próximo assunto.
Podemos analisar o texto de Mateus 19.9 e Marcos 10.10 isentos da presença dos fariseus e de qualquer influência tendenciosa. Jesus está em casa sozinho com seus discípulos e eles trazem de volta o assunto discutido com os fariseus. Vejamos os textos agrupados:
"E em casa tornaram os discípulos a interrogá-lo acerca disto mesmo" (Mc 10.10) "Eu, porém vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério". "Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar. Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas somente aqueles a quem foram concedidos. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram feitos assim pelos homens; e há outros que se fazem eunucos a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o" (Mt 19.9-12).
A exceção que não existe
Repetindo o que já disse anteriormente, toda vez que Jesus usava essa expressão, "Eu, porém vos digo:" sempre o fizera aos discípulos, impondo sempre um nível mais alto do comprometimento deles com o Reino de Deus. Portando, não vamos perder tempo tentando achar uma "exceção" que não existe. Todavia, precisamos explicar termos e conceitos.
A questão da expressão "a não ser no caso de..." ou "não sendo por causa..." é uma alusão à pergunta dos fariseus: "Por que Moisés mandou dar carta de divórcio e repudiar?". A resposta de Jesus aos fariseus foi sobre o "por quê?" e não sobre a permissão de Moisés. Tão pouco Jesus discute a lei com os discípulos ou faz qualquer menção a respeito. Mas, como Ele cita a palavra "PORNÉIA", precisamos então dar algumas explicações que, para os discípulos, não houve necessidade. Muito pelo contrário, eles a entenderam muito bem e o assunto ficou encerrado com a observação a respeito da condição do homem relativamente à mulher.
Embora a palavra "pornéia" seja um termo abrangente, ou seja, pode significar muitas coisas, não podemos dar a ela essa amplitude nesse texto de Mateus. Dizer que o termo pode significar muitas coisas está certo, mas dizer que ele nesse texto é abrangente, faz uma grande confusão.
Há outros exemplos na bíblia de palavras que, a depender do contexto, podem ter significados diferentes. Vejamos:
A palavra traduzida como "mundo", que no grego é "cosmos" e em hebraico é “tebel” tem significados distintos nos vários livros da Bíblia. Em Efésios 1.4, ela significa "universo". Nos Salmos 24.1, significa "planeta, Terra". Em João 3.16, "humanidade". Em 1 João 2.15, "sistema humano". Seria um erro absurdo de interpretação querer fazer uma síntese de todos os significados e aplicá-la a cada versículo onde aparece a palavra "mundo" nas escrituras.
O mesmo ocorre com a palavra "carne", no grego, "sarx", Algumas vezes significa a "carne física", outras vezes "o corpo", "a humanidade", "fragilidade humana" e muitas vezes significa a nossa "natureza pecaminosa".
Explicação do termo fornicação
Da mesma forma a palavra traduzida como "fornicação", no grego “pornéia” e no hebraico “Zanah” têm muitos significados na bíblia. Vejamos pelo menos cincos significados diferentes:
1. Fornicação – Relação sexual entre solteiros (1 Co 7.2; Dt 22.21; Lv 19.29; 1 Ts 4.3-4). 2. Fornicação – União ilícita, proibidas pela lei de Deus (1 Co 5.1; Dt 22.30; Lv 18.8; Dt 27.20). 3. Fornicação – Todo tipo de pecado sexual, incluindo o adultério (1 Co 6.13-18; Nm 25.1). 4. Fornicação – Todo pecado de prostituição e comércio de prostitutas. A palavra "prostituta" no grego é "porne", tem a mesma raiz. (Lc 15.30; 1 Co 6.16). 5. Fornicação – Infidelidade espiritual, idolatria. (Jr 3.6; Ez 23; Ap 17.12).
Portanto, não podemos fazer uma síntese de todos estes significados e aplicá-la à palavra "fornicação".
No texto específico a que estamos tratando, o que determina qual dos significados deve ser aplicado é o contexto onde ela está inserida e com o resto das escrituras que tratam do mesmo assunto.
Contexto com Lucas 16.18
A narrativa de Mateus e Marcos tem que ser contextualizada com Lucas. Não poderíamos aplicar o item número 3 (Fornicação – Todo tipo de pecado sexual, incluindo o adultério) Vejamos o que Lucas registrou: "Todo aquele que repudia a sua mulher e se casa com outra, adultera; e o que casa com a que foi repudiada pelo marido, adultera" - (Lc 16:18).
Portanto, não podemos interpretar a palavra "fornicação" (pornéia) usada por Jesus nesse episódio, dizendo que ela significa adultério" como sendo o único motivo para haver divórcio e novo matrimônio porque contrariaria todo contexto. Ainda que o homem tenha adulterado e divorciado de sua mulher e casado com outra, a mulher não está livre para ser de outro homem.
Só existem duas possibilidades para a aplicação do significado da palavra "fornicação" nessa frase de Jesus: O que está no item número 1 – relação sexual entre solteiros ou no item 2 – União sexual ilícita (Ex. Um homem que vive maritalmente com uma mulher casada; relação homossexual, Etc.)
Se um casal estiver vivendo em uma dessas duas situações, o caminho é a separação. No primeiro caso, estarão livres para se casarem um com o outro, ou com outros parceiros também solteiros. No segundo caso, ou ficam sozinhos ou se reconciliem com os cônjuges antigos, se for possível. (Vamos tratar disso mais a frente).
É muito importante observar que Jesus nunca usou a expressão; "A não ser no caso de adultério..." – no grego, "moichéia". (As traduções que usam essa expressão são tendenciosas e estão equivocadas). Ele sempre usou a expressão "fornicação" – "pornéia". Também não afirmou que se uma pessoa repudia sua mulher e casa com outra comete fornicação. O texto corretamente traduzido é: "Aquele que repudia a sua mulher, a não ser no caso de fornicação (pornéia) e casar com outra comete adultério" (moichéia). Tanto em Mt 5:32 como em Mt 19.9 fica impedido dar a interpretação de adultério à palavra "pornéia", mas sim o de fornicação.
Isto explicaria o que Moisés disse: "Quando um homem tomar uma mulher e casar-se com ela, se não lhe agradar por ter encontrado nela alguma coisa indecente, lhe escreverá uma carta de divórcio..."
Ao casar, o que um homem poderia encontrar numa mulher que lhe fosse indecente? O mais provável é que descobrisse que a mulher não era mais virgem. Nesse caso, havia um de dois procedimentos a serem seguidos.
Segundo a lei, se houvesse litígio (demanda, desacordo e necessidade de juízo), o marido podia recorrer ao juízo público. Mas, se a situação não tivesse litígio, e o marido não quisesse a mulher como esposa, deveria redigir uma CARTA DE REPÚDIO e despedi-la definitivamente.
O Contexto de Dt 22.13 -21 e 24.1-4
No caso de litígio:
O procedimento a ser seguido no caso de litígio entre o marido e a mulher que requeresse uma intervenção de juízo público, é explicado em Deuteronômio 22.13-21. Se ficasse comprovado que a mulher era inocente e que ela era virgem ao casar-se, ele deveria pagar uma multa ao pai da mulher "e ela lhe seria por esposa e não poderia despedi-la pelo resto da vida" (Vs 19). Mas, se ela fosse considerada culpada e que de fato não era virgem ao casar-se, ela deveria ser apedrejada até a morte – (vs 20-21).
No caso de não haver litígio:
Aqui temos o segundo procedimento, neste caso em que não há litígio. Deuteronômio 24.1-4 assinala o que deveria ocorrer. Se o marido quisesse anular o recente casamento "por haver achado nela algo indecente", o que ela não negava, então ele redigiria uma carta de divórcio, entregaria a ela e ambos estariam livres para casar-se com outros.
Aqui temos então a alusão de Jesus dita aos discípulos sobre o caso: "A não ser por causa de fornicação". Seria o mesmo que dizer: "Somente nessas circunstâncias, se um homem divorciar-se de sua esposa e casar de novo não comete adultério, e se a mulher repudiada se casa com outro, não comete adultério. Tão pouco o que casar com ela comete adultério também".
Portanto, o que Jesus diz e o que Moisés disse está plenamente alinhado e acordado. Jesus não disse nada contrário ao que Moisés havia dito. Jesus não contradisse, mas sim ratificou e esclareceu.
A Lei de Moisés tinha um objetivo prático que era fazer justiça à mulher. Ela sempre era a prejudicada nos caprichos do homem. Assim, podemos ver claramente que essas medidas protegiam a mulher, mas estabelecia um procedimento de vida para elas.
Em palavras simples o que Jesus dissera foi:
"Eu, porém vos digo que qualquer homem que repudiar a sua mulher, a não ser que descubra que ela não era mais virgem no dia do casamento, e casar com outra, comete adultério e, quem casar com ela depois, também cometerá adultério".
Deixando de lado essa questão da virgindade, pois somente nessa circunstância poderia haver repúdio, qualquer outro "casamento" seria adultério. Assim, não há nenhuma exceção para, uma vez casados, divorciar-se e casar de novo.
Jesus e Paulo
O apóstolo Paulo, mais do que qualquer outro, tornou evidente o padrão do Reino de Deus para o homem e a mulher. Quer fosse com respeito à vida pessoal, quer fosse para o casamento. Paulo tornou-se um dos maiores defensores do Reino de Deus. Assim como Jesus é o perfeito modelo do caráter de filho de Deus, Paulo tornou-se um modelo incomparável de caráter de discípulo de Jesus. Ele, a si mesmo trouxe essa responsabilidade quando disse: “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo” – I Co 11.1.
Se a personalidade forte e original de Paulo é reconhecida como a de um dos mais importantes homens de toda história cristã, maior foi o poder do evangelho que o transformou. Toda sua opulência, sabedoria e conhecimento, aliados ao seu temperamento forte e seu zelo para com a Lei de Deus, não resistiram ao poder daquele que tem todas as coisas debaixo de Seu domínio: Jesus! Desde o seu contato com Jesus na estrada de Damasco ele tem sido o reflexo de Cristo no mundo.
Embora seja o suficiente ouvir de Jesus, “Eu, porém vos digo...”, essa força de expressão foi manifestada de forma bombástica através da vida e do ministério daquele homem de Tarso. Essa influência de autoridade e poder não anulam a capacidade de pensador e análise de alguém, como Paulo. Muito pelo contrário, Deus usa um dom natural e também o produto de uma educação séria. Paulo era um estudioso que aprendeu nas escolas rabínicas a coordenar, expor e defender as suas idéias. Basta uma análise de suas cartas para ver o raciocínio e a destreza em formar conceitos. Sem diminuir a eficácia do poder do Espírito Santo que revelou a ele toda essa sabedoria. As suas epístolas exercem influência sobre a obra de Deus até hoje. Ninguém, como ele, conseguiu explicar o cristianismo com a clareza e simplicidade dignas de um profeta. Além do que, sua maneira prática de fazer as coisas e o seu senso de urgência, fez dele um missionário entre os gentios que aliava a capacidade de um grande pensador com a de um consumado trabalhador.
É muito agradável para eu escrever sobre o tema Divórcio e Novo Casamento tendo como aliado um homem reconhecido como um dos dez mais inteligentes homens da história. Agrada-me, sobretudo pela sua transformação, tendências a soberba à humildade e simplicidade. Humildade para reconhecer a autoridade de Jesus sobre sua vida e ministério. Simplicidade porque não usava de meias-palavras nem de subterfúgios para conseguir a aprovação de ninguém. Era um homem de convicções profundas.
Ao tratar de Divórcio e Novo Matrimônio, ele ratifica todo conselho de Deus nessa questão. Sua carta aos Coríntios, especificamente no capitulo 7, é uma cartilha simples que substitui todos os compêndios e enciclopédias destinadas ao tema. Ele estabelece uma regra simples de como resolver os problemas de relacionamento, dando conselhos harmonicamente contextualizados com a visão do Propósito Eterno de Deus.
“Mando, não eu mas o Senhor”
“Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido. Se, porém, se separar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher” – 1 Co 7.10-11.
Não há nada a ser interpretado aqui. É claro, simples e muito enfático. Não se trata de divórcio, nem de novo matrimônio. Aqui também podemos ouvir o Senhor Jesus dizendo através de Paulo: “Eu, porém vos digo”. E Ele o diz aos casados. Não aos solteiros, nem aos “recasados”. A todos aqueles a quem Ele considera casados, de acordo com o que Ele considera casamento: “Portanto”, disse Jesus, “deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher e, serão os dois uma só carne, e o que Deus ajuntou, não o separe o homem” Mt 19.5-6.
Aqui não temos um conselho, nem uma opinião, mas sim um mandamento. Um mandamento como qualquer outro que Jesus dera a Seus discípulos. Um mandamento que direciona a obediência daquele que tem a Jesus como Senhor absoluto de sua vida. Um mandamento que serve de direção para quem quer fazer a vontade de Deus.
Não é uma obrigação, mas sim uma proteção para o casamento para todos os discípulos de Jesus, que casaram de acordo com a vontade de Deus e para cumprir seu Santo Propósito. Jovens que se prepararam e se mantiveram puros e santos enquanto aguardavam o grande e maravilhoso dia do casamento. Para esses, o mandamento não necessitaria do complemento “SE PORÉM SE SEPARAR”. Esse complemento não é para um discípulo, mas sim para um incrédulo, o que veremos mais adiante.
Aqui fica muito claro que a mulher não deve se separar do Marido e que o marido não deve deixar a esposa. As razões expostas por Paulo no verso 5 e 6, nos dão uma idéia dos muitos perigos que rondam a estabilidade do casamento.
“Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois vos ajuntai outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência. Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento” – I Co 7.5-6.
Por que se exporem ao pecado? Por quê darem brechas ao diabo? A segurança do casamento está em manterem-se casados. É preciso fazer tudo o que for necessário para que o casamento esteja protegido contra as influências do mundo, da carne e do diabo. Todos conhecemos como o casamento é vulnerável às influências deste mundo.
A maior proteção que uma mulher pode ter, é a presença do marido e, a maior segurança que um homem pode ter, é estar com sua mulher.
“Se, porém vier a separar-se...”
Seria maravilhoso se todos os casados, tanto os maridos como as esposas, fossem discípulos de Jesus. Nesse caso não precisaríamos do complemento, “se, porém vier a separar-se”. Entretanto, essa não é a realidade. Há milhares de casais cujos maridos são incrédulos. Também há um número muito grande, embora menor, de maridos com esposas incrédulas. Nesse caso, temos uma situação circunstancial em que, sem diminuir o padrão “criacional” de Deus para o casamento, o Senhor determina o que fazer caso ocorra uma separação. Vejam que não se diz divórcio!
Esses textos não podem ser desassociados dos versos 12 a 16. Ali Paulo estabeleceu a pastoral em casos de separação por parte do incrédulo. A separação, abandono, repúdio, nunca deve ser de iniciativa do discípulo. Se o cônjuge incrédulo quiser separar-se, que o faça, porém por sua escolha e decisão. Nunca deve partir do cônjuge discípulo. Isso está explicitado no mandamento de Jesus nos versos 5 e 6. Ali está estabelecido o princípio. As únicas condições estabelecidas pelo Senhor para Seus discípulos que, infelizmente tenham se casado com incrédulos, antes ou depois de se converterem, e foram abandonados por seus cônjuges são:
1. “Fiquem sem casar...”.
Essa é a condição principal. Não é permitido pelo Senhor o novo matrimônio. Um “segundo” ou “terceiro” casamento teria que ter uma constante prática de adultério (relação sexual ilícita entre pessoas casadas). E também disse o Senhor: “os adúlteros não herdarão o Reino dos Céus”. Portanto, a ordem do Senhor é: “Fiquem sem casar”.
Para os discípulos de Jesus, tanto o homem como a mulher que se encontram nessa condição, a saída é serem “eunucos por causa do reino de Deus”. Eles ficam impedidos de manterem relação sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Mas isso não é um voto de castidade, pois o Senhor coloca uma abertura de reconciliação.
2. “...ou que se reconciliem com o marido”.
Infelizmente o pecado, a carne, o mundo e o diabo são aliados contra o casamento e, uma vez tendo-o atingido com seus tentáculos, deixa seqüelas que nem sempre podem ser corrigidas. O pecado do adultério, do repúdio, do egoísmo, da mentira e da avareza encontra espaço num mundo que está posto sob o maligno. É nesse mundo onde se estabeleceu um sistema diabólico contra o casamento. Milhões de casais estão destruídos e impossibilitados de reverem o passado por erros e pecados irreparáveis.
Mas há os que, contrariando a filosofia barata da felicidade humana e da teologia do cristianismo sem Cristo e do humanismo egoísta, buscam a reconciliação do casamento, da família e da igreja. Aleluia por esses!
A seguir, vamos analisar com cuidado os conselhos de Paulo aos casados com cônjuges incrédulos. Vamos também procurar quebrar os sofismas evangélicos que se infiltraram nas nossas igrejas e corrompem a sã e maravilhosa doutrina de Jesus, que permitem o repúdio, o abandono, a violência e respaldam o adultério dos casados e a fornicação entre os jovens. Que o Senhor tenha misericórdia de nós!
Paulo e Jesus
“Mas aos outros digo eu, não o Senhor..” (I Co 7.12). A partir de agora vemos Paulo aplicando os princípios do Reino de Deus. Sua posição diante do mandamento do Senhor foi estabelecida ao submeter-se ao conselho do Senhor descrito no verso 10: “Aos casados, mando não eu, mas o Senhor...”. Agora, toda pastoral tem que estar de acordo com esses princípios, e coerentes com o padrão do reino de Deus tão radicalmente defendido por ele.
Antes de trabalhar essa questão pastoral, gostaria de expor algo com respeito aos conceitos absolutos e relativos do aconselhamento.
Muitas vezes, diante de situações complicadas, o conselheiro enfrenta uma grande dificuldade para aplicar os princípios absolutos do Reino de Deus. Ele não trabalha como mecânico de automóveis ou reformador de casas. Seu trabalho é com pessoas que têm sentimentos, história e estão envolvidas com outras pessoas também. Normalmente ele se envolve com esses sentimentos e é tentado a ceder diante de pressões sentimentais, familiares e religiosas.
Amor e compaixão
Um dos erros mais graves que se comete, é aconselhar alguém ou casais sem conhecer todas as implicações que aquele conselho pode trazer na vida das pessoas. A falta de amor e de compaixão pode ser determinante nessa hora. Portanto, todo aconselhamento tem que estar recheado da atitude de Jesus e tão presente na vida dos apóstolos, sobretudo de Paulo.
Essa era a diferença na vida de Paulo em contraste com os que ele chamava de “falsos apóstolos”. Paulo era convicto do evangelho que pregava e das implicações dessa pregação na vida dos discípulos.
Todavia, não se pode confundir amor e compaixão com sentimentalismo. O amor pela vida de um filho pode levar um pai a autorizar a amputação das pernas do filho se isso salvá-lo.
A pregação de Paulo era cheia de amor e compaixão, mas era também realística com a vida do homem. Sua pregação consistia em mostrar ao homem seu estado miserável diante de Deus e aplicar o remédio certo que era traduzido como “morte” do velho homem! As expressões, renúncia, cruz, morte, sofrimento, angústia, perseguição, entre outras, fazem parte do que ele chama de “o meu evangelho”. Ser radical em aplicar uma medida mais enérgica não é sinônimo de desamor, o contrário poderia ser visto da mesma forma.
Ao escrever a primeira carta à igreja de Corinto, no capítulo 5 ele usa declarações fortes que, se fossem usadas hoje na maioria da igreja criaria um rebuliço muito grande e teríamos muitos pastores desempregados. Estaria Paulo sendo radical demais ao orientar os líderes daquela igreja a entregar a satanás um de seus membros? Chegou ele ao extremo de sua paciência? Agia ele por impulso ou por capricho? É claro que não! Paulo sabia exatamente o que fazia e o por que fazia. E, não tenho dúvida nenhuma de que tudo isso estava recheado de amor e compaixão.
Princípios absolutos e relativos
Ao aconselharmos alguém devemos ter bem claro quais são os aspectos absolutos, ou seja, aquilo que está estabelecido por Deus e não pode ser mudado. Paulo ensinou que esse conjunto de princípios e mandamentos fazia parte do conselho de Deus. Mas, que princípios são esses? Relativamente ao tema que estamos desenvolvendo, divórcio e novo casamento, os princípios são os seguintes: Que os casados não se separem. Porém, se separarem, que fiquem sem casar.
O que vem a seguir tem que estar relacionado a esse princípio. Não podemos tratar como relativo o que é absoluto, mas temos que nos por de acordo nas coisas relativas para termos o absoluto.
O contexto em que Paulo escreve é a igreja de Corinto. Essa carta, inclusive, era uma resposta a várias questões que os irmãos trouxeram a Paulo. Apesar de ser uma igreja gentílica e cheia de problemas, cremos que lá houvesse casais vivendo de forma correta e dentro do padrão do Reino de Deus. Casais de discípulos. Entretanto, é óbvio que havia casais mistos, crentes com descrentes. Esse detalhe não invalidava o casamento. Era apenas um fator circunstancial do casal.
Aqui temos uma situação específica que Paulo administra como um sábio pastor. Ele toma como base o princípio absoluto (vs. 10) e ajusta a problemática de um casal misto e estabelece um princípio relativo encima de uma condicional: “Se...”.
“Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos” – (I Co 7.12-14).
1. O fato de ser um casal misto, isso não impede a convivência. Aliás, o cônjuge convertido deve ser o maior interessado em que isso ocorra. Paulo é explicito ao recomendar ao cônjuge crente: “não o deixe”.
2. O Senhor abençoa essa relação e santifica os participantes daquele casamento.
“Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não esta sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz. Porque, de onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?” – (I Co 7.15-16).
1. A convivência com um descrente pode ser tão angustiante e inviável que não há outra saída senão a separação. Essa separação, todavia, nunca deve ser provocada pelo cônjuge crente. Infelizmente muitos casais colhem frutos de erros cometidos no passado e por não haver da parte do incrédulo uma submissão total ao Senhor, faz com que o cônjuge crente viva uma verdadeira escravidão.
2. Paulo deixa claro que “se” o incrédulo se apartar, o cônjuge crente deve apartar-se. Vejo isso como uma verdadeira benção para o irmão ou a irmã no que se refere a ficar livre para servir ao Senhor com liberdade, cuidar dos filhos, viver em honra e santidade diante de Deus e dos homens. Pesa sobre essa separação o princípio absoluto do Senhor: “que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido”.
3. É possível que, nessa separação o cônjuge incrédulo venha a se converter e, arrependido, queira voltar para seu cônjuge. Aqui não podemos aplicar as determinações de Moisés em Deuteronômio 24. Lá Moisés afirma que se uma mulher for repudiada pelo marido, ela não poderá voltar para ele caso case com outro e divorcie ou fique viúva. Esse aspecto já foi esclarecido anteriormente.
4. Paulo não está tratando de divórcio segundo os princípios do Reino de Deus. Mesmo que as leis atuais tenham processado um divórcio moderno, para o cônjuge crente isso deve ser encarado como uma separação.
Mas, em que casos é possível haver separação?
A meu ver, a separação não é apenas física. Há muitos casais que vivem juntos mas há muita violência, promiscuidade e desrespeito. Infelizmente muitos cônjuges, a maioria homens, que vivem egoisticamente com suas esposas e trazem sofrimento para a família. Algumas mulheres são violentadas por esses homens, algumas contraem doenças incuráveis por causa de relações promíscuas, outras sofrem abusos físicos e morais por homens descontrolados emocionalmente e elas vivem debaixo de uma “servidão” que as fazem ser tratadas como escravas, objeto sexual ou “sacos de pancada”, além de ser um péssimo exemplo para os filhos. Todavia, quando casaram, a maioria delas acreditava que viveria em paz o resto de suas vidas. Nesses casos, a separação é aconselhável, desde que o incrédulo não aceite viver uma vida decente, de honra e fidelidade. Muitos homens já deixaram suas esposas mas continuam impondo sobre elas uma servidão e criando um inferno dentro de casa. Nesses casos, é minha opinião que as esposas têm total liberdade para apartar-se desde que entendam que devem “ficar sem casar ou que se reconciliem com seus cônjuges se isso for possível”. Mas não ficam livres para casar de novo!
Paulo logo em seguida afirma:
“A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” – (I Co 7.39).
Paulo fecha o tema deixando bem claro que não há espaço para divórcio e novo matrimônio, sobretudo para os discípulos. Assim como Deus odeia o repúdio. Repudiar não é o mesmo que divorciar. Divorciar é a anulação do casamento de acordo com a lei que Moisés trouxe ao povo de Israel. Repúdio é o abandono, é deixar de lado a convivência. O repúdio, não só é uma expressão de dureza de coração como uma abertura para o adultério. Todas as recomendações do Senhor e as aplicações pastorais de Paulo e demais apóstolos são pela preservação da união, da santidade no casamento e da reconciliação.
Jesus e o Perdão
Disse Jesus aos fariseus: “Por causa da dureza de vossos corações foi que Moisés permitiu dar carta de divórcio e repudiar” Mt 19.8.
A beleza do Evangelho do Reino trazido por Jesus é para os discípulos o retorno ao padrão do Reino de Deus, como é uma declaração de condenação para aqueles que não desejam submeter-se a esse padrão. Não podemos avançar em querer resolver o problema de casamento, divórcio e recasamento fora do contexto do Reino de Deus.
Todos sabemos que o pecado, a independência do homem, fez dele um escravo de suas paixões. O homem, por natureza, está condenado. A humanidade se estragou com o pecado de Adão. O homem, sem Deus, está entregue a seus próprios sentimentos. Portanto, tratar desse assunto sem considerar o quadro real do homem sem Deus, é como tratar de uma pequena ferida num corpo canceroso destinado à morte.
Uma dos maiores indícios da degradação do homem é a falta de perdão. O homem é “duro de coração” por natureza. Ele não consegue perdoar. Não é inerente nele o perdão. É impossível para o homem natural perdoar. Não faz parte de sua natureza o perdão.
A condição da mulher relativamente ao homem
Ao tratarmos desse assunto específico, o alvo da dureza de coração a que Jesus se referia era a mulher. A mulher, era considerada como objeto e propriedade do homem. É algo tão brutal que, a condição da mulher relativa ao homem era como qualquer outra propriedade que ele tivesse. A mulher era sempre a prejudicada. Principalmente entre os judeus. A mulher nada mais era do que uma possessão. A mulher do próximo podia ser cobiçada, tanto quanto seu boi, seu jumento, ou qualquer outra coisa que possuía (Ex 20.17; Dt 5.21). O pai ou o marido podia anular os votos da mulher. Embora o marido tivesse o direito do divórcio, não era permitido o mesmo à mulher.
O homem tinha o direito de casar com uma mulher virgem mas não havia essa mesma obrigação para o homem. Um homem podia ter várias mulheres virgens e todas seriam suas propriedades. Uma mulher, todavia, não podia ter vários homens.
A lei do divórcio foi promulgada para se fazer justiça a favor da mulher e não dar ao homem um instrumento de justiça contra a mulher.
A arbitrariedade contra a mulher era tão grande que não havia como ela se proteger de uma acusação vinda por parte do homem. Com a lei, o homem ficou limitado em suas ações. Antes da lei do divórcio, havia a lei do casamento. A lei do casamento impunha ao homem ficar com a mulher até que a morte ou separasse. Paulo escreveu aos romanos: “A mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias” Rm 7.2-3.
Portanto, o divórcio não era um instrumento a mais para a justiça a favor do homem, mas sim um limitador às ações dos homens inescrupulosos, duros e inflexíveis. O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios usando o mesmo princípio, mantendo a premissa da indissolubilidade do casamento. Ele disse: "Se o incrédulo quiser se separar, que se separe, nesse caso o irmão ou a irmã não estará sujeito à servidão; Deus vos tem chamado à paz" I Co 7.15 Vamos analisar esse assunto mais tarde.
A lei do casamento e a lei do divórcio assim como todas as leis de Moisés, foram dadas para toda a humanidade "pós-queda" do homem no jardim do Éden. Mas, antes da queda, no princípio, como dizia Jesus, não foi assim. A vinda de Jesus trazendo o governo de Deus resgatou o princípio e estabeleceu uma nova ordem para os discípulos. Ele, quando diz “Eu, porém vos digo...”, resgata o ideal de Deus e impõe a característica do reino de Deus para a vida dos homens regenerados.
Ele resgata o valor da mulher, do casamento, da família e estabelece o meio pelo qual é possível superar todas as arbitrariedades da lei, o perdão!
O Perdão X Divórcio
Ele disse: “Se não perdoardes os homens as suas ofensas, tão pouco vosso Pai celestial perdoará as vossas ofensas” - Mt 6.15. Estava ali estabelecido o meio para que o homem recebesse o seu perdão.
O divórcio era uma alternativa para proteção da mulher que não fosse perdoada pelo marido. Se o homem ao casar com a mulher não a encontrasse virgem, ele teria dois caminhos: Repudiar e dar carta de divórcio deixando-a livre para casar com outro homem, ou perdoá-la e ficar com ela para sempre.
O divórcio foi permitido porque os homens eram “duros de coração”. Incapazes de perdoar! O machismo e o egoísmo não lhes permitiam ficar com uma mulher que tivesse sido de outro homem.
O perdão é superior ao divórcio. O perdão abre mão do divórcio e conduz o casamento em amor e paz. O homem e a mulher que perdoa, é maior que o que divorcia. Um homem ou uma mulher que divorcia, mostrar que é incapaz de perdoar.
Lembrando que, a despeito dos motivos de como se divorcia hoje em dia, para Deus, um novo casamento só é possível se o divórcio ocorreu pelas circunstancias expostas anteriormente. E, mesmo assim, porque o homem foi duro de coração e incapaz de perdoar. Obviamente, quando uso o termo “homem”, estou generalizando, pois tanto o homem quanto a mulher quando não perdoa, está revelando dureza de coração!
A condição do homem relativamente à mulher
Contrariamente ao disposto acima, os discípulos ao ouvirem o que Jesus dissera concluíram dizendo: “Se esta é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar” – Mt 19.10.
Aqui temos um indicativo do entendimento dos discípulos relativo ao tema. Eles entenderam bem que, se o homem casasse e descobrisse que a mulher já não era virgem eles teriam uma única opção: Perdoar! E, uma vez perdoada a mulher, o discípulos nunca mais poderia separar-se dela e casar com outra.
Poderia, se quisesse, usar do recurso da lei e repudiar a mulher. Mas isso seria um atestado de dureza de coração, o que é inadmissível a um seguidor de Jesus. Portanto, a conclusão deles foi que não deveriam casar. Mas isso também significaria uma atitude de “dureza de coração e egoísmo” o que, de certa forma foi desaconselhado por Jesus. Ele disse: “Nem todos podem receber essa palavra...”
Jesus e os Eunucos
“Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas àqueles a quem é dado. Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita” – Mt 19.11-12.
“Casar ou não casar, eis a questão”.
Novamente estamos diante de uma situação pouco discutida na Igreja. Infelizmente vamos contrariar alguns conceitos já instalados na mente de muitos. Não é facultado ao homem e à mulher o direito de ficar solteiro e não casar. Apesar do que Paulo aconselha na sua carta aos coríntios 7.1-9, tanto o homem quanto a mulher foram criados para “crescerem e multiplicarem...” - Gn 1.26-27. Esse foi o primeiro mandamento de Deus dado ao homem. O homem e a mulher foram criados para expressarem a imagem e semelhança de Deus. Deus queria uma “grande família de homens semelhantes a Ele”.
O pecado, não só estragou a natureza do homem, como também o desviou do propósito pelo qual ele havia sido criado. O homem tornou-se um ser, independente, egoísta e escravo de seus próprios sentimentos. “Cada um se desviou pelo seu próprio caminho” – Is 53.6.
Infelizmente os motivos para a vida foram afetados pelo pecado e, conseqüentemente afetou a vida de todos os homens. Jesus, entretanto, veio resgatar o que o homem havia perdido por causa do pecado. Ao vir a este mundo, veio por causa do homem que havia se perdido. E, resgatar o homem significa resgatar tudo o que diz respeito a ele e ao propósito pelo qual tinha sido criado. O Evangelho do Reino de Deus tem essa proposta, resgatar aquele o que havia se perdido. E, uma das coisas mais importantes a ser resgatada é o propósito pelo qual o homem e a mulher foram criados. Paulo escreveu aos efésios e disse:
“Como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fossemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade; Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado” – Ef 1.4-6.
“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” - Ef 2:10.
Estava nos planos de Deus a união do homem e da mulher e chamou a isso de matrimônio. Dentro desse propósito, o divórcio era inadmissível. A vida do homem e da mulher, dentro do propósito de Deus não poderia estar desassociada do principal alvo: unirem-se em matrimônio.
O propósito do casamento
Dentro do que estamos raciocinando, não há outra razão para casar senão para cooperar com o Propósito Eterno de Deus. Assim como admitimos que “fomos criados em Cristo para as boas obras”. A primeira e principal razão para termos sido gerados foi “crescer e multiplicar”. Portanto, a principal razão para viver é formar família para Deus.
Ninguém pode desejar ficar sem casar, por quaisquer que forem os motivos pessoais. A única coisa que impediria alguém de casar é a impossibilidade para ter um relacionamento normal com o cônjuge, quer física, emocional ou espiritual.
Ninguém pode ficar sem casar pelas razões que os discípulos disseram ao Jesus: “Se é esta a situação do homem relativamente à mulher, é melhor não casar”. Eles viram que, ao casarem estariam comprometidos com a mulher até a morte. Teriam que conviver com todas as conseqüências daquele ato. E, fugir disso não é um motivo justo para não casar.
Jesus foi tacitamente contra isso e disse que nem todos poderiam ter essa opção, a não ser que estivessem impedidos para tal.
Eunucos: Homens impedidos de ter relações sexuais.
Esse termo é um é composto de vários significados: “eune” – (cama), e “echo” – (segurar). Daí o significado de “guardião da cama”. O termo era usado para designar a função de um escravo “castrado” para proteger e guardar as esposas de seus senhores – o harém.
Mas, no contexto em que estamos estudando, eunuco significa alguém incapacitado ou impedido para o casamento. Há duas explicações rabínicas a esse respeito e que trata apenas do aspecto físico: Eunucos de nascença e os que foram castrados. Ambos, por razões óbvias, são impedidos de terem relação sexual e, portanto, não podem casar, pois a relação física é o que sela o matrimônio. Sem relacionamento sexual, não há casamento.
Mas, aqui temos um aspecto mais profundo e sério imposto por Jesus. Novamente Ele coloca Sua autoridade e impõe o padrão do reino de Deus: “Há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus”.
Não é uma questão de celibato, como querem alguns. Também não é uma questão de impedimento físico. É uma condição imposta pelo Reino de Deus aos que por razões espirituais não podem ter relação sexual com uma mulher que não esteja de acordo com os propósitos de Deus para isso.
Todos os homens e mulheres devem se casar e manterem relações sexuais que agradem a Deus e cumpram com o Seu santo propósito. A menos que essas relações sexuais contrariem a vontade de Deus.
Eunucos por causa do Reino de Deus
É meu parecer que eunucos do reino de Deus hoje, são todos aqueles que se negam manterem relação sexual com qualquer pessoa que não seja seu cônjuge verdadeiro. Não é uma questão de serem impedidos fisicamente, mas uma condição temporária e circunstancial. São todos os solteiros que aguardam o momento e a pessoa certa para casarem-se. São os viúvos e viúvas que perderam seus cônjuges. São todos os casados que, por quaisquer razões estão impedidos de terem relação sexual (doenças, acidentes, viagens, etc.) e são todos os casados que estão separados e divorciados.
Todos esses, por causa do reino de Deus, permanecem santos e irrepreensíveis diante do Senhor.
Há quem sofre esse drama, mas está alegre em poder viver para a glória de Deus. Ninguém deve considerar essa situação como anormal. Uns enfrentam lutas e batalhas ferrenhas para manterem-se firmes em fazer a vontade de Deus.
Ser um eunuco é uma opção?
Não! É uma condição circunstancial de todos os solteiros. O princípio para a vida de todos é casar e constituir família para Deus. Mas, enquanto isso não ocorre, ou se algo impedir que isso aconteça, a pessoa estará sujeita a viver como um eunuco, considerando que Deus assim o quer temporária ou permanentemente. Ele não pode ter relação sexual porque isso é considerado “fornicação”, ou seja, relação sexual ilícita. No caso dos casados separados ou divorciados, estão impedidos de ter relação sexual porque isso é adultério.
Em ambos os casos, a condição é permanecerem em santidade e honra. Santidade em relação a Deus e honra em relação ao sexo oposto. Qualquer relação sexual que esteja fora do padrão estabelecido pelo Senhor é uma afronta à santidade de Deus e uma violação da consciência do próprio homem.
Portanto, ser eunuco não é um voto de castidade, ou seja, não é escolher não casar, mas sim se manter puro na condição em que está. Se solteiro, não praticar a fornicação. Se casado, não adulterar.
Para os que têm convicção de que Deus os chama para uma vida de solteiro a fim de dedicar-se a uma missão específica, terá que abdicar de quaisquer que sejam as possibilidades de casamento. Ficar sem casar pode ser o melhor e desde que a pessoa tenha domínio próprio para vencer as tentações da carne e não ser uma presa fácil do diabo no que tange a sexo. Entretanto, um dos indicativos de que uma pessoa não deve ficar solteira é se ela vive “abrasada”, como disse Paulo na sua carta aos Coríntios.
Paulo aconselha que os solteiros fiquem sem casar para dedicarem-se ao Senhor desempedidamente. Mas o faz por concessão e não por mandamento. A meu ver ele dá esse conselho querendo evitar que os irmãos sofram provações e dificuldades. Deixa claro, entretanto, que não recebeu do Senhor nenhum mandamento a esse respeito.
Conclusão, os discípulos de Jesus ao ouvirem a palavra do Senhor sobre a condição do homem relativamente à mulher, entenderam que seria melhor não casar. Jesus disse que não! Afirmou que somente àqueles que, pelas razões expostas acima, fossem aptos para isso.
Aqui temos uma boa base para ensinar aos solteiros sobre santidade e pureza no casamento. Devem reconhecer:
1. Que o motivo do casamento é fazer a vontade de Deus; 2. Que, antes de casar, não lhes é permitido nenhum contato físico; 3. Que o casamento só é possível entre pessoas realmente solteiras ou viúvos; 4. Que o casamento durará enquanto viverem os cônjuges;
Obedecer à Palavra O amor e a fé em Deus nos faz desejar e confiar em cada palavra dEle. O amor por Deus nos faz desesperadamente agradá-lo. Alguns agem como o moço rico de Marcos 10. Ele ouviu a palavra avidamente. Ele creu no que Jesus disse. Ele queria obedecer. Mas retirou-se entristecido, porque não queria pagar o preço. Que tragédia! Deus nunca disse que seria fácil fazer sua vontade. Realmente, Jesus sempre encorajou o exame do custo (Lucas 14:25-33) e alertou sobre as exigentes solicitações feitas aos discípulos. Para seguir a Jesus eu tenho que estar disposto a abandonar tudo: propriedades, família e até meus próprios desejos. Teria você sacrificado Isaque, se você tivesse sido Abraão? Teria você vendido tudo se fosse o moço rico? Teria você se divorciado de sua esposa, se você tivesse sido um dos judeus dos dias de Esdras? (Esdras 9-10). Ou está certo que Deus não poderia exigir algo tão custoso e extremo?
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INTRODUÇÃO
Marcos 16:15 –20 Somos convocados a trabalhar: “E disse-lhes: ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura...”. A convocação feita por Jesus a seus discípulos no passado se estende a todos nós pertencentes à Igreja fiel, aquela que quer fazer a Sua vontade e aguarda a Sua volta.
Mateus 13:47 a 49 “O reino dos céus é semelhante a uma rede lançada no mar que apanha toda qualidade de peixes. Estando cheias a puxam para a praia e assentando-se apanham para os cestos os bons lançam para fora os ruins”. O Senhor adverte aqueles que serão pescadores de almas: encontraremos na rede “peixes bons” e “peixes ruins”.
DESENVOLVIMENTO
Aproximadamente no ano 40 d C, Estevão faz seu discurso de defesa das falsas acusações a ele dirigidas pelos chefes religiosos, resultando no seu apedrejamento e morte. Antes de morrer, porém, cheio do Espírito Santo testemunha: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem que está em pé à mão direita de Deus” (Atos 7:56). O povo gritava e tapava os ouvidos para não serem tocados por este testemunho maravilhoso daquele que foi o primeiro mártir do cristianismo. Suas palavras finais foram: “não lhes imputes este pecado”. Atos 8:1 “E também Saulo consentiu na morte dele”. Após este martírio houve uma grande perseguição à igreja de Jerusalém e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os apóstolos. Os dispersos pregavam a palavra de Deus.
Atos 8:5 “Filipe descendo a cidade de Samaria lhes pregava a Cristo”. Vimos, anteriormente, no estudo do mês dos secundaristas, que nesta mesma cidade de Samaria, Jesus derruba fronteiras preconceituosas e conversa com a mulher samaritana, tendo ela aquele encontro maravilhoso com o Senhor.
Filipe, agora, continua a obra evangelística do Senhor. Quem era Filipe? Atos 6:3 “Escolhei dentre vós homens cheios de boa reputação, cheios do Espírito Santo, cheios de sabedoria”. Era um dos sete escolhidos pela comunidade da igreja de Jerusalém para o diaconato. Ele não era, portanto, Filipe o apóstolo.
Em Samaria Filipe anuncia a Cristo com poder, unção e graça. Atos 8:6 “As multidões prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia”; confirmando a promessa que o Senhor fizera em Marcos 16:17 – “E estes sinais seguirão aos que crêem”. OBRA PARALELA
Vamos nos lembrar que em muitos momentos narrados da Bíblia, quando a obra de Deus é realizada, pode surgir uma outra paralela na tentativa de imitar, confundir, iludir, tornar o espiritual em material. Exemplos:
1º - Em Gênesis 4, O Senhor revela a oferta que seria agradável e perfeita: Abel – oferece, segundo a vontade de Deus, primogênito de suas ovelhas; Caim – oferece, segundo sua própria vontade, os frutos da terra.
2°- Em Êxodo 20:2, Deus revela nos dez mandamentos: “Não terás outros deuses diante de mim”. O inimigo instiga o povo a fazer um bezerro de ouro para adorar e desviar da verdadeira vontade de Deus.
“PEIXES BONS” E “PEIXES RUINS”
A rede é lançada por Filipe. Muitos peixes bons foram colhidos e, no meio desta pesca, veio um com aparência de bom – Simão. (Atos 8:9 –11) Quem era Simão? v.9 morador de Samaria; v.9 dizendo ser um grande personagem; v.10 era alimentado pela vaidade; v.10 tinha muitos adeptos; v.11 praticava a magia.
Lembremos, também, que hoje não é diferente. A decadência da fé e da moral leva o povo fragilizado a buscar falsos religiosos, falsos profetas, mas o povo quando viu e ouviu as obras realizadas por Filipe pode fazer o confronto com a obra de Simão, pois, os que andavam em trevas, puderam contemplar A Verdadeira Luz, se renderam a Jesus Cristo, foram transformados e batizados, “assim homens como mulheres”.
v. 13 “E creu até o próprio Simão e sendo batizado ficou de contínuo com Filipe.” Simão veio também na pescaria, abraçando a Fé e, tendo sido batizado, acompanhava Filipe observando extasiado os grandes milagres praticados.
DISCERNIMENTO NO CORPO
v.14 “Os apóstolos que estavam em Jerusalém ouvindo que Samaria recebera a Palavra de Deus, enviam PEDRO e JOÃO para auxiliarem a Filipe” – é o atendimento às necessidades no corpo. O primeiro ato dos dois apóstolos foi orar e impor as mãos sobre os crentes para que recebessem o Espírito Santo, pois já tinham sido batizados em nome de Jesus. v.18 Simão ao observar que pela imposição de mãos eles receberam o Espírito Santo oferece dinheiro aos apóstolos dizendo: v.19 “Concede-me também a mim esse poder para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo”. Pedro percebe, através dessa atitude, que Simão não tinha entendido o plano de salvação, pois acostumado à vida de mentira e pecado, insensível, achou natural comprar a benção espiritual para que pudesse manipulá-la por dinheiro. Os enganadores como Simão estão aí, comercializando, vendendo e comprando bênçãos para imitar os atos do Espírito Santo. É uma fé que visa o interesse próprio. v. 20 – “O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir por meio dele o dom de Deus”. Pedro não queria prata nem ouro, mas sim falar em nome de Jesus para arrependimento dos pecados. v.21 – Não tens parte nem sorte neste ministério,“porque o teu coração não é reto diante de Deus”. Simão não percebera que para haver os dons do Espírito o servo necessita:
• estar no corpo; • entender que os dons não são seus, mas são do Espírito Santo; • entender que a verdadeira Fé produz arrependimento real, mudança de vida.
v.22 A misericórdia de Jesus é também proclamada por Pedro: “Arrepende-te dessa tua iniqüidade e ora a Deus, para que porventura talvez te seja perdoado o pensamento do teu coração”.
v.23 Pedro, por revelação, discerne a escravidão espiritual de Simão e diz: “Vejo que estás em fel de amargura e em laço de iniqüidade” –– aquilo que estava oculto veio a ser revelado. Pedro dirige-se a Simão dando mais uma oportunidade para verdadeiro o arrependimento. Certamente, ao exercermos a instrumentalidade, iremos encontrar pessoas com as características de Simão, e para agirmos com eles, só na revelação pelo poder do Espírito Santo, com clamor, oração e jejum. v. 24 – “Orai para que nada do que disseste sobrevenha a mim”. Simão depois de tudo isso revela que não tinha se libertado da vida anterior baseada na superstição. Não havia na palavra de Pedro nenhuma ameaça de castigo e, Simão, por não ter entendido a obra do Espírito Santo, não percebe que a palavra de Pedro era uma exortação ao arrependimento.
CONCLUSÃO
A palavra para nós hoje é de vigilância e discernimento para não sermos iludidos e, de animo, para que ao encontrarmos pessoas como Simão não venhamos a desanimar, mas continuemos a falar do Senhor Jesus. O adversário quer sempre desviar o servo de dar todo o PODER, HONRA, GLÓRIA devida somente a Deus. Mas lembramos que a operação do Espírito Santo produz:
• Arrependimento • Salvação • Mudança de Vida • Batismo no Espírito Santo • Dons Espirituais • Conhecimento da doutrina e zelo por ela. • Sinais • Frutos.
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A Dracma Perdida – Lucas 15 "Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?" Lucas 15:8 Nesta série de parábolas, a ovelha perdida, o filho pródigo e a dracma perdida, o Senhor nos fala de algo precioso que tinha sido perdido e foi achado. Nas três situações é o anseio de quem procura o que perdeu até que, encontrando-o, enche-se de alegria pela reconquista do que lhe é valioso. Assim foi com o pai do filho pródigo, com o pastor da ovelha perdida e com a mulher que perdeu a dracma. Devemos refletir a respeito da segunda parábola, da dracma perdida. A dracma era uma moeda de prata usada na Grécia. A dracma é também traduzida como prata, porque tanto o dinheiro quanto a prata têm uma significação, e a verdade. Assim, a palavra de Deus nos mostra que "perder a dracma", significa perder uma das verdades ou os conhecimentos da verdade, a redenção. Há várias situações em que se pode perder uma verdade. Perdemos a verdade quando, por exemplo, nos despojamos negligentemente de uma convicção que sabemos ser verdadeira e justa, e adotamos outra, falsa, em seu lugar. Ou quando abrimos mão de um princípio verdadeiro que era para nortear nossa vida, e agimos contra esse princípio. Ou, também, quando deixamos esmaecer a visão de um ideal bom, do qual nos desviamos por desânimo, falta de coragem ou falta de empenho. Nesta parábola é a "mulher" que perde. A "mulher", na Palavra, significa a igreja. portanto devemos estar alerta para que não venhamos perder a dracma da redenção na vida de cada servo, um estado em que deixamos de ter afeição pelo que é genuinamente verdadeiro. Quando deixamos de ter afeição pela verdade, andamos errantes e acabamos adotando qualquer princípio que nos satisfaça, mesmo errôneo. Mas a igreja fiel anda na direção do Espírito Santo a qual tem preparado um povo a redenção, a “mulher” ou seja, a igreja citada aqui pelo que ela representa, a verdade, devemos estar alerta numa vida de oração pois as situações em que estamos vivendo é de vigilância para não perder a coisa de maior valor espiritual em nossas vidas. Que é a salvação. O homem natural, está sujeito a perder muitos de seus valores reais em sua vida, mas a igreja fiel, tem a direção do Espírito Santo que direciona a vida de um povo que vive na revelação e na fé, a restauração da perfeita harmonia entre os irmãos formando assim o corpo de Cristo. Uma só Igreja, um só corpo espiritual cuja cabeça é o Senhor Jesus. O dez dracmas ficou incompleto. Falta a ela alguma coisa a revelação, a direção do Espírito Santo enquanto esses valores não forem identificados e reconquistados O homem, é o responsável por essas situações que colocam a perda total de uma vida regada pelo poder de Deus que é “a Igreja infiel”.Por que alguém perde alguma coisa? Por várias razões: porque alguém a subtraiu ou tirou do lugar; porque ela mesma não se lembra onde guardou; ou porque não zelou pelo valor que possuía. Assim, o homem domina a mulher “igreja infiel” pregando usos e costumes, conscientemente, permite que seus valores sejam espoliados. Além do fato da sociedade confundida com a fé, lhe rouba direitos e valores, ela mesma também os perde e se deixa roubar. Por causa dessa visão distorcida, e irracional; Em todos os níveis sociais e de educação, haverá sempre uma grande perda de valores. Como na parábola, foi dito que a mulher perde a dracma. Aqui se fala, então, de algo que ela mesma perdeu. E perdeu dentro de sua casa. Então, a parábola nos chama atenção para que estejamos vigilantes para não perdermos o que há de mais precioso em nossas vidas.A esposa perde sua dignidade quando abre mão de uma posição correta, de um tratamento honroso dos valores, de respeito e de dignidade. A Igreja é vista espiritualmente como uma mulher, uma mulher vestida de Noiva é a Esposa do Cordeiro. Cabe a essa Mulher, a Nova Jerusalém, através da evangelização, da divulgação de suas Doutrinas Celestes e do testemunho vivo de seus membros, restaurar para o mundo o verdadeiro equilíbrio entre fé e a dádiva preciosa do amor verdadeiramente, a noção de um relacionamento possível que deve ser espiritual e eterno diante do Senhor. "OU QUAL É A MULHER QUE, TENDO DEZ DRACMAS E PERDENDO UMA DRACMA, NÃO ACENDE A CANDEIA, E NÃO VARRE A CASA, BUSCANDO COM DILIGÊNCIA ATÉ ENCONTRÁ-LA? E ACHANDO-A, REÚNE AS AMIGAS E VIZINHAS, DIZENDO: ALEGRAI-VOS COMIGO, PORQUE ACHEI A DRACMA QUE EU HAVIA PERDIDO." (Lucas 15:8,9)
VERDADE CENTRAL: A história da dracma perdida é o resgate da nossa identidade. A mulher é a figura da igreja que com diligência deve procurar o que foi perdido de valores, conceitos, fidelidade e aliança com o passar do tempo.
INTRODUÇÃO: A parábola da dracma perdida mostra a diligência de uma mulher que ao perder algo precioso foi à sua procura, sem hesitar. Quem conhece a parábola sabe que o requisito básico para que a dracma fosse encontrada foi o de acender a luz. Só encontramos o que perdemos quando acendemos a luz. O escuro dificulta o reconhecimento e a procura. O ato de varrer significa tirar a sujeira. A igreja é responsável por tirar toda sujeira com diligência, cautela e muita observância.
1. ACENDENDO O CANDELABRO - A primeira atitude de alguém que procura algo é iluminar ao máximo o ambiente para enxergar da melhor forma possível. O candelabro é um sinal no mundo espiritual. Jesus disse que Ele é o candeeiro de ouro que anda no meio da igreja, na nossa casa, dentro de nós (Ap. 1:12-15). A menorah significa que por sete dias na semana não faltará a luz de Deus na sua casa. Onde existe a luz de Deus, as trevas não podem entrar, fazer visitação. E o que a luz faz? Revela. Quando a luz é acesa e uma busca diligente se inicia, muitas sujeiras que estavam escondidas são desepadas. O desejo de Deus é que tiremos da nossa vida tudo que não O agrada e isso só é possível se nos voltarmos aos princípios da Palavra. A luz da Palavra de Deus arrancará da sua vida todas as trevas e o conduzirá por um lugar seguro.
2. O VALOR DA DRACMA - A dracma perdida possui um valor espiritual: A fidelidade. A dracma representava uma aliança. Toda mulher casada usava um enfeite na testa, tipo um colar, formado por dez moedas de prata e uma moeda maior no centro. Perder a dracma significava colocar em risco a sua descendência, pois a dracma era um sinal profético, era um sinal de perpetuação de geração. Muitas pessoas perderam muitas coisas valorosas na vida, mas hoje é o seu dia de achar a dracma, por que a sua vida e a sua casa receberão a limpeza de Deus.
3. UMA MULHER ESTRATEGISTA - É interessante a postura da mulher ao encontrar a dracma, pois normalmente quando perdemos algo de valor e encontramos, guardamos em um lugar seguro por medida de segurança. Mas a atitude da mulher não foi a de guardá-la, mas de chamar todos os seus vizinhos mais próximos, aqueles que se alegrariam com ela, que não tirariam por menos tal acontecimento por possuírem visão. Que mulher estrategista! Compartilhou a bênção com aqueles que compreendiam o verdadeiro significado de encontrar algo precioso que estava perdido.
Conclusão: isto é a posição de uma Igreja de Jesus é convocada a retornar diligentemente aos princípios da Palavra. O Senhor quer que vejamos a Sua Palavra a ponto de que seja revelada ao nosso entendimento e para isso os olhos do nosso coração precisam estar iluminados. Precisamos dar valor ao que realmente é valorizado por Deus, jogarmos fora todo lixo que estava em nosso coração e compartilhar com o próximo o nosso maior tesouro: Jesus.
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“Onde está o Cordeiro”?
Gênesis - 22: 7
INTRODUÇÃO
O projeto de Deus para a vida do homem é muito simples. A figura que Deus sempre usou desde os primeiros dias foi a do Cordeiro; a ênfase sempre foi o Cordeiro. Quando Deus falou com Caim e Abel, Ele queria uma dádiva. Caim oferece o fruto da terra, Abel oferece o cordeiro (Paulo escreve mais tarde aos hebreus falando deste ato, uma comemoração por aquilo que foi feito por Abel;"...o sangue que até hoje fala", ou seja, demonstrando que era a figura que Deus escolhera ( o Cordeiro). O texto que lemos está relacionado com Abraão e Isaque. Abraão já idoso, casado com Sara também idosa, e um dia Deus promete um filho a eles. Nasceu o menino Isaque. Algum tempo depois, Deus pede a Abraão que sacrifique Isaque. Aquilo foi um fato notório que marcou não só a vida de Abraão, mas de todo o povo de Israel até os nossos dias. Era seu único filho e Deus lhe pedia para que o sacrificasse.
A PERGUNTA FEITA POR ISAQUE: - " ONDE ESTÁ O CORDEIRO?":
No momento que Abraão sobe com Isaque para imolá-lo ao Senhor, Isaque diz: - " A lenha e o fogo estão aqui, o altar está pronto, mas onde está o cordeiro para o holocausto?". Em todos os momentos do projeto de Deus para o homem, nos momentos mais decisivos, a figura do Cordeiro estava sempre em evidência, não só no texto que lemos. Quando Jacó vai oferecer alguma coisa a seu pai, enquanto Esaú, que tinha o direito da primogenitura foi para longe buscar uma caça para fazer o guisado que o " velho " Isaque queria, a mãe de Jacó diz para ele ir depressa apanhar o cordeiro ( estava no quintal, no rediu ) para que matemos o Cordeiro.
A FIGURA DO CORDEIRO USADA POR DEUS:
No primeiro fato de Abraão com Isaque, vemos a figura do Cordeiro. Deus marcando o homem na sua individualidade, ou seja, Deus e o homem individualmente. No segundo fato, com Jacó, outra vez a presença do Cordeiro, mas agora era a transmissão da herança patriarcal, Isaque estava transmitindo para Jacó a herança do patriarcado. Onde estava o Cordeiro neste fato?, estava mais uma vez presente e ali pertinho, no quintal. Mais tarde vemos um terceiro fato e novamente a pergunta. Onde está o Cordeiro?. Era a saída do povo de um cativeiro de quatrocentos anos no Egito. E sair como? Qual o sinal da saída? Como sair sem ser atingido?, aí veio a orientação: - " mata o Cordeiro ",coloca o sangue na verga nos umbrais das portas e coma o Cordeiro, ou seja, vem a orientação a respeito do Cordeiro. Israel já era um povo liberto, mas era necessário o Cordeiro. A figura do Cordeiro vem se solidificar quando Jesus vem ao mundo e é visto e apontado por João Batista no Jordão quando ele diz: - " Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo ". O Cordeiro foi morto. Jesus vem ao mundo, morre na cruz e estabelece uma nova ordem de coisas. Agora a salvação para o homem, todos os que aceitassem, que participassem do Cordeiro, quando Jesus pega o pão e o vinho e usa a figura desses elementos para simbolizar Sua morte até que Ele viesse. Aqui já é a instituição da Igreja, da universalidade da Evangelho, a graça do Senhor derramada sobre o mundo para salvar o homem e o entendimento de que Deus usa a figura do Cordeiro em todos os instantes para marcar a vida daqueles que ele ama.
A GRANDE PERGUNTA QUE HOJE PODE SER FEITA:-"ONDE ESTÁ O CORDEIRO":
A Igreja está entrando em seu terceiro milênio, embora a contagem feita pelo homem não seja precisa, neste momento o que interessa para a Igreja é que ela tem toda a compreensão de que o relógio de Deus marca com precisão um momento que é o momento da Igreja, o momento em que Jesus vai busca-la, é a saída da Igreja deste mundo. Não estamos precisando dia ou hora, mas Jesus fala de uma geração que não passará, e é a geração dos fatos que estão aí para todo mundo ver ("...não passará esta geração "). A Igreja vai sair deste mundo? Vai ser arrebatada?: - sim, claro. Todos os profetas, apóstolos e o próprio Jesus, apontaram para este acontecimento, mostraram que o lugar da Igreja não é aqui, é o projeto de Deus para o homem, mas a pergunta é feita: - " Onde está o Cordeiro? ". Abraão era a marca da obediência, da fé que ia se instituir para a eternidade, que levaria o homem a conhecer a salvação através de Jesus (o Cordeiro). Na vida de Jacó a marca era a herança patriarcal ( Abraão, Isaque, Jacó ), o Cordeiro presente. Mais tarde a bênção da saída do povo de Israel do Egito e agora esta marca deveria ser uma marca nunca esquecida, ou seja, o sangue do Cordeiro na verga das portas e o Cordeiro comido, dentro de cada um; era agora um povo liberto,uma grande nação, um povo com identidade que ia para sua própria terra. Jesus vem ao mundo ( o Cordeiro ), o tempo passa, a luta da Igreja se transcorre em todas as épocas e agora ela se prepara para o arrebatamento. As evidências e os sinais estão presentes, mas onde está o Cordeiro? Será que está nos grandes ajuntamentos? Nas liturgias? nas dispersões? nas máscaras que o homem faz para enganar?: - o Cordeiro está com aqueles que estão ouvindo Sua voz!
QUEM ESTÁ OUVINDO A VOZ DO CORDEIRO?:
O apóstolo Paulo escreve que ao toque da última trombeta a Igreja será arrebatada. Então ouvir a trombeta, conhecer os toques da trombeta é fundamental para a Igreja que vai subir. O toque será ouvido individualmente ( é a experiência pessoal de cada um ), é a trombeta de Deus. A Igreja ( Obra ) está mostrando uma coisa diferente que o mundo não pode mostrar porque é necessário que ela ouça e esteja sintonizada e em condições de ouvir o toque da trombeta. A Palavra diz que nos momentos finais a trombeta tocará. Os sinais estão aí, o primeiro toque ninguém ouviu, a mesma coisa aconteceu com o segundo e o terceiro, mas o quarto toque a Igreja tem que estar atenta para ouvir, pois este toque está relacionado com a eternidade, com o encerramento do projeto de Deus com a Igreja aqui no mundo. Mas como ouvir a trombeta? Onde está o Cordeiro?: - No Velho Testamento a trombeta era feita do chifre do carneiro, estão primeiramente o carneiro ( Cordeiro ) tinha que estar morto, ou seja, em primeiro lugar, quem não conhece o sacrifício de Jesus, quem não tem experiência com a morte e ressurreição D'Ele não vai ouvir o toque da trombeta. Não é simplesmente vir a Igreja, ouvir um louvor, uma mensagem, mas sim, ouvir o som da eternidade que difícil de se ouvir num mundo conturbado como hoje. A primeira coisa necessária para se poder ouvir o toque da trombeta é estar identificado com a morte do Cordeiro, saber porque Jesus morreu e ressuscitou, ter experiência com este fato, saber que Ele veio para derramar Seu sangue, e o derramamento de Seu sangue foi para nós o derramamento de Seu Espírito (VIDA) sobre nós. Cristo em nós. A mesma experiência que Abraão teve quando ia imolar Isaque pois o Cordeiro estava ali presente vivo. A experiência de Jacó que também tem a presença do Cordeiro vivo no quintal (obediência). A experiência do povo na saída do Egito o Cordeiro estava presente em cada família. Agora, na saída da Igreja o Cordeiro está presente. Onde está o Cordeiro? A Igreja tem que estar preparada, em vigilância. Será um toque ("...num abrir e fechar de olhos"). O toque da trombeta está identificado com a morte do Cordeiro, pois a trombeta para ser feita precisava primeiro que o carneiro ( Cordeiro ) estivesse morto, e depois D'Ele morto era necessário que o chifre fosse levado ao fogo para tirar as impurezas de dentro e de fora, ou seja, os restos de carne, do cheiro da carne que é cheiro de morte ( pecado ). Era mudada a forma do chifre duas vezes, primeiro para ser limpo, depois para ser usado, depois o sacerdote fazia um orifício para a passagem do ar e não podia ser de qualquer tamanho, era proporcional ao tamanho do chifre. É a preparação do homem para ser usado como trombeta de Deus. Deus tira a forma do pecado, limpa por dentro e por fora, e dá a forma D'Ele para poder usar o homem. E como é o toque da trombeta?: - " A trombeta é o próprio Cordeiro, o sopro é do Espírito, o som é a Palavra do Pai. Onde está o Cordeiro? ...na Trindade presente no meio da Igreja, o orifício é o canal que liga o coração do homem a eternidade de Deus, Deus fala e o homem sabe que é Ele quem está falando.
SÓ A IGREJA CONHECE O SOM DA TROMBETA:
É interessante que Israel usava muito as trombetas para vários tipos de anúncios ao povo, toques curtos, prolongados, alternados, enfim, de diversas formas para avisar alguma coisa importante ao povo. O detalhe é que como os toques eram como códigos, o inimigo não conhecia de modo nenhum o que é que o som da trombeta estava avisando. Da mesma forma hoje o toque da trombeta é o mesmo, ou seja, só quem estiver afinado, sintonizado com o Cordeiro vai ouvir a trombeta, o toque de recuar, avançar, preparar para a guerra, etc. A Obra do Espírito vive este exercício diariamente, o toque da trombeta, a voz do Pai através do Cordeiro que dá o sopro da vida (Seu Espírito), também através dos dons espirituais, que não são conhecidos pelo adversário, pois ele não sabe a linguagem dos códigos do Senhor com Sua Igreja. Este é o momento mais extraordinário da vida da Igreja. Deus usa o homem como a trombeta D'Ele, e por isso a Palavra diz assim: - "...se separares o precioso do viu, serás a boca de Deus " ( a limpeza do chifre ). Quando nós começamos a entender isso, constatamos que se o cheiro da morte saiu, agora vem o sopro da vida ( a morte do Cordeiro. A ressurreição tem que estar na vida da Igreja). É o anúncio feito pela Igreja ( trombeta - boca de Deus ) dos momentos solenes e especiais. Onde está o Cordeiro? Será que Ele está em sua casa? Na sua vida? Na obediência? Nos lugares incertos do homem? Nas badalações? Nas festas profanas? Onde está o Cordeiro? Quantos estão preparados nesta hora? - é um momento muito sério! Diz a Palavra que: - "...o sopro da boca do Senhor enganará o adversário ". O inimigo não sabe o momento da vinda do Senhor porque ele não conhece os sinais ( códigos ). Os códigos estão sendo dados todos os dias no meio da Igreja, o momento é de definição pessoal, a trombeta está pronta para ser usada, a Igreja conhece o código da trombeta e o código é a Revelação, é aquilo que ninguém conhece e é um mistério para esta última hora, o mundo e o dono do mundo não vão ouvir porque não conhecem os mistérios da Igreja.
NOVAMENTE A PERGUNTA: - " ONDE ESTÁ O CORDEIRO? ":
A Igreja sabe onde está o Cordeiro. Onde está o Cordeiro? : - Está no fundo do quintal ( na obediência); está numa saída ( num momento de dificuldade, numa libertação ); está num momento de aflição (quando Abraão ia sacrificar Isaque, quem carregou a lenha foi Isaque. Além de morrer, carregava aquele fardo pesado de lenha. Mas o Cordeiro estava ali ). Fica a pergunta: - " Onde está o Cordeiro? ".
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“A Oração” Mateus 6: 9-13
INTRODUÇÃO
Antes de qualquer coisa devemos enfocar que " a oração " é uma transmissão de vida através do amor verdadeiro (" Deus amou o mundo de tal maneira que..." deu Jesus, e Jesus é vida ), ou seja, a Vida que Deus nos deu em Jesus, nós transmitimos quando oramos no Espírito.
INFORMAÇÃO:
Em continuidade do sermão da montanha, Jesus ensina como orar a Deus mostrando primeiro como não se deve orar. "...E orando não useis de vãs repetições..., não é pelo muito falar que serão ouvidos". Oração é a mais pura e íntima expressão da alma, um grito interior que não é feito pelo homem, mas pelo Espírito Santo que habita dentro dele. Não é uma repetição de algo decorado, escrito ou elaborado previamente.
DEUS É NOSSO PAI E PODEROSO PARA FAZER TUDO; O CLAMOR PELO SANGUE:
Sangue
Versículo nove: - " Portanto, vós oreis assim: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o Teu nome; Jesus quando ensina os discípulos a orar, mostra detalhes importantes e profundos que nos provam e tornam claras as doutrinas da obra.
Pai Nosso
Quando oramos no Espírito, declaramos ao Senhor perante toda a eternidade que Ele é Deus Pai, ou seja, que temos o direito de sermos chamados seus filhos. Um direito conseguido no ato do sacrifício de Jesus. Nosso, porque não é só para Israel, mas proclamamos nosso direito e amor em tê-lo como Pai.
Que estás nos céus
É o reconhecimento de que Deus tudo pode fazer por nós e que tudo está em Suas mãos ( "...o céu é o Meu trono e a terra estrado dos Meus pés " ). A proclamação da glória do Senhor e a abertura dos céus em nosso favor.
Santificado seja o teu nome
Depois de proclamar que Deus é nosso Pai e Senhor de todas as coisas, então dizemos " Santo é o Teu Nome ", ou seja, Senhor nosso Pai, clamamos pelo sangue de Jesus que dá o direito de chegarmos em Tua presença ( "...ninguém vai ao Pai se não for por Mim " ), ninguém pode chegar a Deus sem clamar pelo sangue de Jesus, e só se diz: - " santificado seja o Teu Nome ", pelo Espírito do Senhor, que é o sangue de Jesus que foi derramado na cruz.
A VALORIZAÇÃO DA SALVAÇÃO ( REINO ); A VONTADE DE DEUS ESTÁ A FRENTE DE TUDO:
Versículo dez: - " Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu ";
Venha o teu reino
Após o clamor pelo sangue de Jesus, nós, com isto, valorizamos o que nos é de mais precioso, a nossa Salvação. Senhor, venha o Teu reino, ou seja, estou buscando primeiro o reino, quero a Salvação, a obra, trabalhar para Ti, Teu reino é Jesus, quero viver bem com meu irmão, orar pelos necessitados e não murmurar, não semear contendas, não julgar alguém, mas sim, quero o reino de amor, a Eternidade. Seja feita a tua vontade
É porque tudo que oramos a Deus Pai em Espírito e Verdade, tem de estar e está dentro de Seu propósito, de Sua vontade. Aqui também entra o detalhe de que Deus nos ouve, mas nos atende dentro daquilo que é o tempo d'Ele.
Assim na terra como no céu
É que, como tudo está patente aos olhos de Deus, declaramos que, tanto as coisas materiais, físicas, necessidades terrenas nossas e as espirituais também dentro de nossas vidas, sejam feitas segundo o propósito d'Ele e dentro de Sua vontade. Por que isto? - porque no versículo oito vemos que Deus sabe de todas as nossas necessidades antes mesmo que peçamos a Ele.
A PROVIDÊNCIA DE DEUS NUNCA FALTA:
Versículo onze: - " O pão nosso de cada dia nos dá hoje ";
O pão nosso de cada dia
É aquilo que necessitamos que Deus faça por nós, a dependência da providência diária de Deus em nossa vida para todas as coisas, mas, acima de tudo, o Pão nosso de cada dia é a necessidade de ter Jesus ( a Palavra ) nos alimentado a cada dia, pois quando sabemos e sentimos que Jesus está em nós, temos todas as providências em todos os aspéctos e necessidades.
Nos dá hoje
É a hora, o momento em que estamos vivendo, ou seja, o Espírito Santo tem pressa de dar o Pão que alimenta, e como a Igreja tem o Espírito dentro d'ela, ela clama apregoando o momento, e o momento é hoje ( " se hoje ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração " ), não queremos daqui a pouco, ou amanhã, mas hoje, agora, em todos os instantes de nossa existência, e, assim, com o verdadeiro Pão nos alimentando, nada, em qualquer âmbito nos falta.
A HUMILDADE PERANTE DEUS E A IDENTIDADE DA IGREJA:
Versículo doze: -" E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores"
E perdoa-nos as nossas dívidas
É a humilhação perante o Senhor, declarando que somos imperfeitos e falhos, sujeitos a todo o tipo de erro que nos afasta d'Ele, e que só Ele pode, através do sangue de Jesus nos ligar novamente a eternidade.
Como nós perdoamos aos nossos devedores
A igreja que tem o Espírito dentro dela não guarda rancores nem mágoas, não vive de coisas que aconteceram no passado, mas sim, da esperança de um futuro eterno com Seu Senhor, por isso ela perdoa, tolera, pondera, clama e chora e só consegue ter um sentimento: - amor!
A NECESSIDADE DE CONTINUAR ORANDO; O TÉRMINO EM NOME DE JESUS:
Versículo treze: - " E não nos induzas a tentação; mas livra-nos do mal; porque Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém."
E não nos induzas a tentação
É demonstrada aqui a necessidade de sempre estar na posição de súplica perante o Pai Eterno, pois Deus não pode ser tentado pelo mal, por isso pedimos que Ele não se ausente de nós, pois longe d'Ele somos induzidos a fazer o mal ("...vigiai e orai para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. "). Mas livra-nos do mal
É a repetição da súplica de Jesus, quando antes de morrer, roga ao Pai: - " Não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal. ". O mundo está posto no maligno e vai de mal a pior, mas na súplica no Espírito, o servo obtem a vitória nos males físicos, espirituais, materiais, etc.
Porque teu é o reino, e o poder e a glória, para sempre amém:
O término da oração no Espírito é sempre em Nome Daquele que nos deu o direito de chegarmos a Deus Pai. É sempre em Nome Daquele que é o próprio Reino Eterno, a quem devemos todo o poder, glória para sempre, a Jesus o Cordeiro Eterno, porque Ele é para sempre, em Nome de Jesus. Amém!
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“Porque o Rei é nosso parente” II Samuel 19: 42
INTRODUÇÃO
É necessário que seja feita uma pequena exposição da história partindo do ponto da traição de Absalão. Como sabemos, Absalão se levanta para tomar o trono de seu pai (Davi), e a maioria do povo, mais especificamente dos de Israel, o apoiavam em seu intento. Davi, diante do fato, se retira sem se rebelar, ele " amava " o povo.
A CAMINHADA DE JESUS PARA A MORTE DIANTE DA TRAIÇÃO DE ISRAEL:
Ele então sai de Jerusalém passando o rio Jordão e poucos o seguem: - alguns de seus valentes. A saída de Davi de Jerusalém diante do apoio que o povo dera a Absalão tipifica a caminhada de Jesus em direção ao Gólgota diante da renúncia do povo de Israel que achava que o Senhor viera como líder político que os libertaria das mãos dos romanos, preferindo a soltura de um salteador (Barrabás), que não tinha direito a liberdade, assim como, Absalão não tinha direito a usurpar o trono de Davi, mas Israel não entendeu e com grande voz, a mesma que usaram para dizer:- " Hosana ao que vem em nome do Senhor ", exclamaram:- " Crucifica, crucifica, ...solta a Barrabás "; também o mesmo Israel que havia festejado a Davi como Rei, se ajuntara a Absalão para tirar o reino das mãos do Verdadeiro Rei.
A POSTURA DE MESMO SENDO DEUS, CALADO DIANTE DA ADVERSIDADE, POR AMOR:
Quando Davi sai sem se rebelar, ele mostra o que o Senhor Jesus faria quando estivesse indo em direção à morte no monte Caveira estando o Ele calado, cumprindo as profecias que apontavam que " como ovelha muda perante os seus tosquiadores ", assim iria Ele a cena do Calvário; e como Davi respeitou a vontade da maioria do povo, porque os amava, e também a Absalão, se retirou. Assim, também Jesus, diante do grito da multidão, os amou, e amou até o fim ("...Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem "); se retirando de Jerusalém para morrer sendo seguido por alguns de seus discípulos (valentes) que o acompanharam durante Seu Ministério. Quando Absalão é morto, Davi volta para Jerusalém passando novamente o Jordão e, com ele, um povo que dizia que não se separaria d'ele, pois era seu parente (Judá).
A RESSURREIÇÃO; NASCE A IGREJA FIEL:
A segunda passagem pelo Jordão, fala da volta após a morte (ressurreição)de Jesus, que vem seguido de Judá (Igreja) que ressucita com Ele para uma obra Eterna que, já que Israel havia ido após Absalão (Crucifica, crucifica), então se cumpre a Palavra mais uma vez que diz:- " Veio para os que eram seus e os seus o rejeitaram, mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus "(parentes do Rei); o sangue do Salvador corre dentro de todo o seu corpo (Igreja).
QUEM SERVE A DEUS É FAMÍLIA DE JESUS (PARENTE D'ELE):
Existe ainda o detalhe de que quando Davi volta para Jerusalém e com ele Judá, aponta para quem o Senhor Jesus consideraria após sua ressurreição como sendo sua família:- "...Mestre, a tua mãe e teus irmãos estão aí ..., ...Minha mãe e meus irmãos são todos aqueles que servem a Deus...". Jesus demonstra aqui o verdadeiro significado e sentido de " família espiritual "(IGREJA), mostrando que aqueles que caminhassem com Ele, depois de sua ressurreição, não importando ser judeu ou gentio, são chamados por " Seu Nome ", são parentes do Rei Jesus.
A CONVERSA DE JESUS COM DEUS PAI NA ETERNIDADE; O ENVIO DO ESPÍRITO SANTO:
Davi encontra-se com Barzilai, já velho, que anteriormente havia cuidado do Rei num determinado momento de sua vida. Davi o convida a ir a Jerusalém com ele, mas Barzilai não aceita por causa de sua avançada idade, mas oferece seu criado (servo), que faria tudo quanto o Rei quisesse; Davi leva a Quimã e vai a Jerusalém. O encontro de Davi com o ancião é exatamente o encontro de Jesus com Deus Pai depois da ressurreição, quando o Pai não volta com Jesus, mas envia o Servo (Espírito Santo) à fazer tudo quanto Jesus determinara, quando pede ao Pai antes de Sua morte pelos Seus que ficariam, a fim de não estarem desamparados, por isso o Espírito Santo habita em nós, para nos livrar, intercedendo, realizando a Obra Salvadora de Jesus abençoando os Seus, os parentes do Rei Jesus. Quando num determinado ponto alguns de Israel perguntam por que os de Judá faziam aquilo (estavam com o Rei Davi), Judá responde:- " Porque o Rei é nosso parente ".
A CONSTATAÇÃO DA VITÓRIA; A RESPOSTA DA IGREJA:
Desde que surgiu a Igreja após o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, ela jamais se separou do Rei Jesus, porque é parente D'Ele, por isso é que em tantas situações difíceis que os servos se encontram, eles não temem, pois são parentes do Rei; a Igreja sabe que o Rei é poderoso para realizar qualquer coisa, ela não recua diante das batalhas ("...as éguas dos carros de faraó te comparo..."), ela não sai da presença do Rei Jesus, outros podem ir após Absalão, podem negar o Senhor, mas a Igreja Fiel não, vai com o Rei para a Jerusalém Celestial para reinar com Ele tendo sempre como resposta a qualquer problema:- "...porque o Rei é nosso parente ".
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“Eis Que Estou à Porta, e Bato”
Apocalipse 3: 20
INTRODUÇÃO
O livro de Apocalipse foi escrito por João, apóstolo de Jesus. Ele estava acostumado com um Jesus diferente do que agora estava vendo. Estava acostumado com o Jesus “ homem “, e agora, quando ele tem a visão de Jesus glorificado, assim como Ele é, começa então a ter a experiência da revelação de Jesus como o Senhor Todo Poderoso.
O MOMENTO É DE ESPERA. “ A VOLTA DE JESUS “:
“ Eis que estou a porta,...”
Nós estamos vivendo um momento especial que o mundo não pode ver. O momento em que todas as coisas estão seguindo para um desfecho culminante de um fato maravilhoso: - A volta de Jesus! O momento é de grande expectativa, mas sobretudo de espera. Mas espera em que? Ou em quem?. A espera é do cumprimento das profecias do Velho Testamento e do Novo, mais especificamente o desfecho de tudo que está escrito no livro de Apocalipse que aponta para a figura do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e continua santificando um povo para a eternidade com Ele. Como este livro sempre diz: - “ Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as Igrejas “. A volta de Jesus é patente e vigente para a Igreja Fiel. Não há mais no que esperar-mos, senão na volta de nosso Salvador. Pôr isso dizemos que o mundo não pode perceber este momento, pois o mesmo Jesus que João vê quando está para escrever o livro de Apocalipse disse quando ainda estava aqui como homem em Seu ministério terreno: - “ Um pouco e o mundo não me verá mais, mas Eu vivo e vós me vereis “, ou seja, o mundo nunca mais vai ver o Senhor, não vai ter a experiência da revelação de Jesus como a Igreja dos últimos dias tem tido todos os dias, não verá os sinais, não ouvirá Sua voz, mas a Igreja enxerga o Senhor porque como Jesus ela não é deste mundo (“...eles não são do mundo, como do mundo Eu não Sou “). A Igreja Fiel vive o momento da volta de Jesus 24 horas por dia porque Ele vive este mesmo momento dentro dela.
OS SINAIS SÃO PATENTES. O BATER DA PORTA:
“ Eis que estou a porta, e bato...”
O momento da volta de Jesus é conferido e apontado pôr “ sinais “. Pôr isso o texto diz: - “ Eis que estou a porta,” (o momento da volta, “...o noivo está às portas.”), e bato ( são os sinais que apontam a volta de Jesus). Não somente os sinais que a natureza já ouviu e obedeceu, as três trombetas que anunciaram o desaparecimento de terça parte do “ verde “ da terra, da terça parte das criaturas viventes do mar, as águas amargas mostrando tudo isso que estamos vendo com a poluição dos rios e mares, a abertura das escrituras para o mundo (tradução da Bíblia para o Alemão pôr Martinho Lutero), a reforma protestante, etc, mas também os sinais espirituais que só a Igreja Fiel está vendo. Que sinais são estes? Jesus disse assim: - “ Os sinais seguirão aos que crêem “. Há uma obra de sinais sendo realizada. Quando falamos sinais, não dizemos apenas de curas, milagres e maravilhas, mas de uma operação no interior do homem fazendo com que aconteça nele o maior sinal que Deus pode operar no homem que é a Salvação e o entendimento do último momento, que é o da volta de Jesus. Os sinais físicos ou milagrosos são conseqüência da bênção da salvação da alma do homem e da vontade de Deus em operar. Os sinais desta última hora para a Igreja são bem diferentes de tudo o que o mundo está vivendo. O culto profético é um sinal desta última hora que deixa claro o momento em que estamos vivendo. A doutrina revelada, o clamor pelo Sangue de Jesus, o atender das convocações que o Espírito Santo tem feito, seja nas buscas pela madrugada, ao meio dia, nos cultos a noite, seja num jejum, na meditação da Palavra e na consulta a mesma, no entendimento de corpo de Cristo; há um povo que tem ouvido o bater da porta que são os sinais de que a volta de Jesus está muito próxima. Cada batida na porta é um grito do Espírito (“ E o Espírito e a esposa dizem: Vem.”). É o bater, são os sinais que tem sido dados e um povo tem ouvido pois eis que Jesus está “ as portas “. QUEM ESTÁ OUVINDO E QUEM PODE OUVIR O BATER DA PORTA:
“...se alguém ouvir a minha voz,”
Neste último instante da Igreja Fiel aqui neste mundo, o Espírito Santo de Deus faz um clamor aconselhando o homem para que esteja a par dos acontecimentos proféticos, mas Ele não obriga a ninguém. O homem vem, Deus fala a respeito de sua vida, dá uma bênção, faz com que o homem conheça Seus mistérios, o faz ouvir Sua voz, mas não obriga ninguém a ficar. O que há é o conselho do Senhor (“ Este é o Caminho, andai pôr Ele “). A Igreja Fiel não vive de ideais religiosos, não se envolve com assuntos que não sejam espirituais. Ela tem ouvido a voz do Espírito que “ bate e clama “ dentro dela (“...E quem ouve diga: Vem “). Quem quiser ouvir a voz do Senhor, ouça o batido da porta, veja os sinais que estão patentes; a voz D’Ele é mansa, suave, mas penetrante. É como aquela mensagem: - Onde está o Cordeiro?, o Cordeiro está no meio daqueles que ouvem Sua voz. A “ religião “ não pode dar ouvidos a voz dos sinais que cada vez mais clamam e mostram a volta do Cordeiro, pois está com seus ouvidos tapados para a revelação, preocupados com suas tradições, seus movimentos, não tem entendimento de corpo de Cristo, faltam a doutrina revelada e a disciplina do Espírito, estão sempre se apoiando em “ fragmentos “da Palavra. A voz do Espírito não pode ser ouvida com gritarias, grandes ajuntamentos ou coisas parecidas, mas pela fé, crendo que Deus pode penetrar em seu íntimo, com mansidão, muitas vezes sem que ninguém saiba, transformando seu interior, passando a clamar dentro dele o grito do “ Vem “ saciando a sede da alma do homem (“ E quem tem sede, venha. E quem quiser tome de graça da água da vida.”).
A POSIÇÃO DAQUELES QUE OUVEM O BATER DO ESPÍRITO:
“...e abrir a porta,”
O Espírito Santo tem falado e muitos tem ouvido, mas poucos são os que põe em prática o que ouvem. É apresentado um novo e vivo caminho (“...este é o caminho...”), mas andar nele não é fácil, porém o conselho é dado (“...andai pôr Ele.”). A posição de quem ouve a voz dos sinais do Espírito é “abrir a porta”, ou seja, pôr em prática o que ouve. Antes apenas ouvimos a voz do Senhor, sentimos e vemos Seus sinais, agora tomamos uma posição e abrimos a porta, entendemos definitivamente o plano profético de Deus para nós e pêlos olhos da fé, vemos o Senhor Jesus tendo a experiência de João, a revelação de Jesus em nós. Vemos que Ele está para vir a qualquer instante, está a porta. É a experiência de Paulo (“ Eu não mais vivo, Cristo vive em mim “), é uma nova forma de vida, Paulo se levantou quando no caminho viu a luz e disse: - “ Senhor, que queres que faça? “, ou seja, Saulo morreu e Paulo ressuscitou porque houve uma tomada de posição, ele havia ouvido a voz e agora se coloca a disposição do Senhor para colocar Sua palavras em prática. Não basta simplesmente conhecer o caminho, mas é preciso andar nele, não basta conhecer que Jesus vai voltar, ouvir o batido da porta, ver os sinais, e depois sair, pois não estaremos com Ele quando Ele voltar. É necessário pôr em prática o que temos visto e ouvido todos os dias. É também a experiência dos discípulos quando foram presos pôr estarem pregando em Jesus a Salvação e quiseram proibi-los de fazer isso; então veio a resposta, o colocar em prática (“...não podemos deixar de falar no que temos visto e ouvido”). Não se pode ter vergonha deste evangelho que nada tem a ver com o evangelho falido da religião, mas sim, é o evangelho dos sinais desta última hora, o mesmo pregado pela Igreja Primitiva, porque é a mesma obra, a mesma Igreja que tem ouvido e cumprido a Palavra do Senhor.
A DIREÇÃO DA VIDA DO HOMEM PASSA A SER DO SENHOR:
“...entrarei em sua casa,”
Quando o homem ouve a voz do Senhor e dá liberdade (abre a porta) ao Espírito Santo para Ele opere, então o Senhor entra na casa (vida) dele e toma conta de tudo a partir deste momento. O homem passa a caminhar pela fé (direção do Espírito), e tudo em sua vida é o Senhor quem resolve, cuida da casa. É como a parábola da dracma perdida: - O Espírito Santo varre a casa (vida do homem) colocando-o num processo de santificação porque aquilo que é de valor (salvação) não se pode deixar perder. O homem conheceu o caminho, está andando pôr ele, agora o Espírito do Senhor o conduz a eternidade pôr Jesus. A VISITAÇÃO DO ESPÍRITO NOS QUE SÃO DIRIGIDOS POR ELE:
“...e com ele cearei,”
Agora o homem está num corpo, andando pôr um novo e vivo caminho, é dirigido pelo Espírito Santo, está morto para o mundo e Cristo vivo nele, está integrado no processo da Salvação e numa constante santificação, então é o momento da “ ceia do Senhor “ conosco ainda aqui. É, além do entendimento profundo do “ pão e do vinho “, a oportunidade de participar das bênçãos do Espírito, ter a mesma experiência da Igreja Primitiva ( “...e tinham tudo em comum,” ). A visitação do Espírito é constante e plena, sem medida. São os dons derramados e manifestos no corpo de Cristo, o batismo com Espírito Santo, a alegria da Salvação e, muito importante, o Senhor nos ensinando e nos levando a viver a eternidade ainda aqui, ou seja, não vivemos no tempo do homem segundo a razão, mas no tempo de Deus que é eterno segundo a experiência de João pela revelação de Jesus Cristo. É também, a preparação para o fim da jornada rumo a eternidade. O Senhor está à porta e constantemente batendo, insistindo e mostrando os sinais. “ Eis que estou a porta, e bato.”
O DESFECHO DE TUDO. “ A ETERNIDADE COM DEUS ”:
“...e ele comigo.”
Agora é o desfecho que todos nós esperamos. Antes era o Senhor ceando conosco ainda aqui, agora somos nós ceando com Ele lá na eternidade. Era Ele aqui e nós vivendo Seu tempo, Sua eternidade (aprendizado), agora a Igreja já arrebatada, na cidade celestial participando da grande ceia , as bodas do Cordeiro. Pôr isso o Espírito do Senhor clama constantemente: - “ Eis que estou a porta, e bato”, o momento é patente aos olhos de quem quiser ver (“...e quem quiser, tome de graça da água da vida.” ). “ Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as Igrejas “. Os sinais estão aí, a voz do Espírito que clama com gemidos inexprimíveis está sendo lançada porque o momento é sério pois é a volta de Jesus para buscar a sua noiva amada, a Igreja Fiel. “ Eis que estou a porta, e bato.”
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Tocai a Buzina em Sião...
Joel 2: 15, 16
e#61589;Tocai a buzina em Sião ... - A buzina, também chamada Shofar pelos hebreus, era um instrumento feito de chifre de carneiro, usado nas convocações do povo para as festas e momentos solenes em Israel. Para se fazer o Shofar, era preciso matar o carneiro e retirar o seu chifre; depois ele era colocado no fogo para largar a casca grossa que tinha e para amolecê-lo, a fim de se poder remover as substâncias do seu interior e depois moldá-lo para que produzisse som ao ser soprado na extremidade mais afinada. Todo este processo está relacionado com a morte do Senhor Jesus, de modo que para ouvirmos o som da trombeta precisamos estar identificados com a sua morte, pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e sua voz é como a voz da trombeta. Todo servo que é chamado, precisa passar pelo fogo da provação, para poder largar a casca da religião e as coisas ocultas do seu coração, e que não glorificam a Deus. Através deste processo ele aprende a se humilhar, e o Senhor vai moldando sua vida conforme sua vontade.
• Santificai um jejum, proclamai um dia de proibições ... - Na Obra do Senhor o jejum não é um sacrifício, e sim um meio de Graça e de consagração. O sentido da palavra proibição é o mesmo de consagração e santificação. É através de uma vida de santificação (separação) e obediência à sua Palavra que Deus prepara o seu povo para o arrebatamento. Deus tem nos ensinado a rejeitar as coisas pecaminosas e mundanas, conduzindo-nos em santificação.
• Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos, e os que mamam ... – Não podemos assimilar a Obra do Senhor e nos preparar para cumprir o propósito do Senhor sem entender o que é Corpo (Ef 4: 4-7). A igreja não é formada por membros isolados em busca de seus próprios interesses, mas é formada por membros de um corpo cuja cabeça é o Senhor Jesus. A bênção do Senhor deve ser compartilhada por todos, e isso só é possível com a união e santificação de todos os membros, pois se alguém está sem comunhão com os demais, o corpo todo sofre (I Co 12: 25, 26). Deus vê a igreja como um todo, de maneira uniforme. Os anciãos são os mais antigos, os filhinhos são os novos na fé e os que mamam são os recém-convertidos; todos fazem parte do corpo e todos devem estar congregados, pois o Senhor virá buscar o Corpo de Cristo, e não membros isolados, para arrebatá-lo ao céu. Por isso o propósito do Senhor é chamar os que estão no mundo e na religião, com um coração sincero e desejoso de servi-lo, para que sejam congregados num só rebanho, formando um só corpo (Jo 10: 16).
• Saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu tálamo – Quando a igreja atingir o cumprimento de todo o Projeto de Deus e todos os que hão de se salvar pela fé, se congregarem à igreja fiel, então o noivo, o Senhor Jesus, se levantará e sairá da sua recâmara (no céu) para buscar a sua noiva, a sua igreja, que ansiosa o espera. A trombeta que será tocada pelo Arcanjo, então soará, e a noiva sairá do seu tálamo (lugar onde é adornada para o casamento) para se encontrar com o seu noivo, que a levará para a eternidade, para as Bodas do Cordeiro, onde viverá unida a Ele para sempre.
CONCLUSÃO
Todas as revelações e orientações; todo o cuidado e zelo que o Espírito Santo tem para com a igreja, tem aumentado nestes últimos dias, à medida que o fim se aproxima. Enquanto os perigos aumentam o Espírito de Deus procura falar cada vez mais alto, procurando alertar a igreja para que se prepare para ouvir a última trombeta, a trombeta do arrebatamento.
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PERIGOS Ministério e Ovelhas
O CHAMADO
PERIGOS: PROVADO E REPROVADO
1. O perigo de ser provado e não ser aprovado. É comum o Senhor permitir a unção para provar ou rejeitar a ordenação por infidelidade do que foi chamado. 2. O Senhor não é credor incompassivo que quer ceifar onde não semeou. A fidelidade ao Senhor e à sua Obra só pode ser comprovada naqueles a quem o Senhor deu algo para tomar conta: Salvação, Batismo com o Espírito Santo, dons, ministérios. O fiel é provado e aprovado. O INFIEL É REPROVADO. 3. O infiel nessa obra, comprovado pelos seus próprios atos, deve ser reprovado pelos fiéis. Sua palavra não é digna de ser ouvida, nem os seus conselhos. “E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto” II Tm 2:17 Por que muitos são reprovados? a) Por indisciplina; b) Por religião – Mente religiosa (voltei para a religião da minha família); c) Desligado do corpo (aceita profecia de parentes, compadres e comadres), revelação fora do corpo, revelação de francos atiradores. O que diz a Bíblia sobre tais infiéis e suas profecias; “Portanto, profetiza contra eles; profetiza, ó filho do homem. Caiu, pois, sobre mim o Espírito do Senhor, e disse-me: Fala: Assim diz o Senhor: Assim haveis falado, ó casa de Israel, porque, quanto às coisas que vos sobem ao espírito, eu as conheço. Multiplicastes os vossos mortos nesta cidade, e enchestes as suas ruas de mortos. Portanto, assim diz o Senhor Deus: Vossos mortos, que deitastes no meio dela, esses são a carne e ela é o caldeirão; a vós, porém, vos tirarei do meio dela. Temestes a espada, e a espada trarei sobre vós, diz o Senhor Deus. E vos farei sair do meio dela, e vos entregarei na mão de estrangeiros, e exercerei os meus juízos entre vós.” Ezequiel 11:4-9 - Deixou de ouvir o corpo para ouvir a carne; - Peca quem se isola. Jonas foi vomitado, chamado para Nínive, resolveu ir para Társis. d) Auto suficientes, não conhecem Bíblia e querem ser chamados de teólogos; e) Não querem compromisso; f) Preferem razão religiosa em substituição à Palavra revelada porque na primeira, não precisa do Espírito Santo, ainda que façam muitos elogios a Jesus, a Deus que é chamando elogiosamente de “bom Pai” para agradar. g) Não tem compromisso com a verdade, ainda que digam que estão na Palavra, na verdade estão na letra; h) Querem um lugar para se esconder entre o barulho dos religiosos e as folhas, algumas folhas soltas da Bíblia já rasgada por eles; i) Preferem um lugar onde a simplicidade do povo e a fraca “doutrina” de “usos e costumes” já também desbotada, agora irá promovê-los a teólogos no meio daquele pobre povo (enganado); j) Imaginem alguém que diz que saiu do nosso meio porque poderá pregar o que está na sua cabeça. Vejamos algumas pérolas: a. Jesus virá arrebatar a Igreja, levará a noiva fiel e depois virá buscar a infiel (a namorada que ninguém sabia que existia). O Espírito Santo não completou a sua missão, “absurdo religioso”; b. O teológico da lógica da religião conseguiu trocar a tradução da preposição DE com DA com o artigo E virou A; c. Apocalipse 7:14 fala de “Grande Tribulação”. Os que vieram de Grande Tribulação, tratando-se da Igreja Fiel, que vem dando os seus mártires desde o período apostólico. O capítulo 7 fala do encontro na Eternidade com representantes de Israel e representantes da Igreja. Israel – 144.000 (12.000 de cada tribo) – (Israel no monte Sião); Igreja – Palmas nas mãos, vestes brancas lavadas pelo sangue do Cordeiro. 4. Tanto Israel como a Igreja vieram de Grande Tribulação: Israel da Grande Tribulação; Igreja de grande tribulação.
PRÍNCIPIO DAS DORES A tribulação mencionada no capítulo é a mesma que fala do período chamado “princípio das dores”, quando a Igreja será preparada para o arrebatamento, vivendo a confusão religiosa que já abandonou o Espírito Santo e vive de letra, De e Da. A mesma tolice que desviou a Igreja do projeto com discussões teológicas tolas e estéreis de sabidos que querem apresentar o que não têm para aparecer no filme de pobres vítimas que estão pagando o espetáculo. Alguns pregam para fracos e ingênuos tudo o que eles queriam ouvir, um engano disponível e tolo. - O batismo faz o cristão; - Faze por onde que eu farei por ti; - Se você não for arrebatado na segunda vinda do Senhor Jesus, você será salvo pela “lei só para os judeus”, sem a operação do Espírito Santo. Você será salvo pela teologia, filosofia, religião, política eclesiástica, teoria, enganos, liturgias, aparência, animação, barulho sem discernimento, salvação só para infiéis, apóstatas, caídos e mentirosos.
1º. É bom esclarecer que nada temos contra os que saem: “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.” I Jo 2:19 2º. O ruim é o que eles colocam na cabeça de esposa, filhos, ovelhas sem discernimento e é o que irão disseminar no meio de um povo simples alguns que querem e estão servindo ao Senhor, até fiéis, coisas que eles já negaram e que por infidelidade abandonaram por se achar sábios aos próprios olhos. - Negaram um compromisso feito publicamente diante do Pai e do Senhor Jesus, que os chamou e do Espírito Santo, que os comissionou para uma obra específica diante de um corpo que foi negado, e traído, e ferido. Até parece que o cidadão que critica quando por obrigação abordamos certos termos da religião dele e de outros que por certo irá consertar o que já virou doutrina com a participação de bloco sujo no carnaval de São Paulo, de Recife, de Fortaleza, montados em trio elétrico junto com o pastor “teológo” e sério. “Carnaval é coisa séria”.
Argumentos dos fracos e desertores: 1º. “O pastor “A” usa algumas vezes palavras de gracejo ou brincadeiras para falar de coisas sérias”. Brincadeira é gritar dentro da igreja imitando gemidos do Espírito Santo e depois ir balançar o corpo no carnaval, pretexto de que estão lá para testemunhar, vituperando o sacrifício de Jesus, um apelo da carne, pretexto para cair no samba. O evangelho está relacionado com mártires e não com crente ruim, servo infiel, que foi chamado e não escolhido. O que foi “chamado” por ele mesmo e escolhido por uma religião deve ficar para o segundo turno da grande tribulação, quem sabe não foi arrebatado porque estava discutindo teologia do E e do A, ou pulando carnaval e não deu tempo de trocar de roupa, ou não concluiu a evangelização ”tão séria” que se processa nos quatro dias da folia do “momo”.
FÉ E TEMOR O Depósito da fé no temor. O mundo de hoje vive profeticamente sem temor, por causa do pecado que dominou a mente religiosa, já doente e sem cura. Um cristianismo sem temor, apelidado de evangelho, que aceita todo tipo de pecado e corrupção, que se esconde na letra de textos apócrifos e desconexos de uma letra morta sem vida, só pode gerar mortos e caídos sem temor. Se não há temor, esperar o que do que eles chamam fé? Só apostasia! Assunto para Escola Dominical: Perde-se a salvação.
1. PARÁBOLAS DAS VIRGENS As cinco prudentes sobem com o noivo (Jesus) levadas ao seu encontro pelo Espírito Santo. E as loucas vão depois? No segundo turno?
2. “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” Ap 3:10
3. Apocalipse 7:14 “... Estes são os que vieram de grande tribulação...” – Bíblia de Estudo Pentecostal, página 1992, Casa Publicadora das Assembléias de Deus.
4. HERESIA E APOSTASIA Trocou a vogal E por A. Como a Igreja Católica – Na salvação, trocou a palavra Graça (fé) por Obras. Como obras é esforço do homem, seguem o que dita o religioso e dispensa a doutrina apostólica.
5. ARGUMENTOS DO RELIGIOSO CONTRA A VERDADE • Eles falam da religião; • Eles dizem coisas que as pessoas riem • “Eles exigem que os pastores preguem o que dita o Presbitério” (mentira) ; • “Eles são exigentes quanto à ordem” - Quem não gosta de ordem não pode ser militar nem servo fiel. • Saí por que? Saiu por que ouviu conversa de mulher, filho e outros; saiu porque negou o chamado, negou o compromisso, negou o voto de fé, negou a Obra do Espírito Santo trocando pela conversa de quem não foi chamado nem para ser servo quanto mais para ministério. - E ouvi a profecia de outros, sem discernimento, por causa de um sonho que alguém da família teve fora do corpo (desequilíbrio emocional); - Saí para pregar que Jesus virá buscar uma namorada, depois que Ele arrebatar a Igreja (noiva). Saiu porque tudo que viveu era uma farsa. Saiu porque nunca creu no que pregou. Saiu porque enganou esse tempo todo.Saiu para ouvir a voz do inimigo e de caídos.
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A caverna de Adulão I SAMUEL 22: 1 e 2
INTRODUÇÃO:
A Bíblia é um livro milenar. O que significa? É um livro que já foi escrito ou que já tem milhares de anos, mas apesar de ser um livro milenar, isso não faz da Bíblia um livro ultrapassado, ela tem uma particularidade que você não encontra em nenhum outro livro, sua particularidade é a de se PODER TORNAR ATUAL. O que seria isso? Todas as vezes que você no espírito, ou seja, em comunhão com Deus abre a Bíblia, tem a sensação de que aquilo que está lendo, está falando de uma necessidade que você vive AGORA, essa sensação é real! Isso porque a Bíblia é a palavra de Deus, e Deus fala ao coração do homem através dela! Hoje não tem mais caverna de Adulão, mas tem a IGREJA, a OBRA DO ESPÍRITO SANTO está avivada no nosso meio! O rei Davi já passou, morreu a milhares de anos, mas o REI JESUS ressuscitou e está VIVO AQUI NESTE LUGAR! Vivo para transformar corações que entraram com necessidades semelhantes à daqueles homens que foram ter com Davi na caverna: APERTO, ENDIVIDADOS e com DESGOSTO DE ESPÍRITO.
DESENVOLVIMENTO: APERTO: De um modo geral a humanidade está em aperto: Quem é rico está em APERTO com medo das crises mundiais, quem é pobre está em APERTO com medo do salário não dar para o sustento mensal, quem tem saúde está em APERTO com medo das enfermidades que assolam a humanidade, quem é enfermo está em APERTO com medo de não encontrar a cura, quem é casado está em APERTO com medo do lar ser destruído, quem é solteiro está em APERTO com medo da solidão. Mas os homens em APERTO foram ter com Davi na caverna, e todos aqueles que em APERTO vão até JESUS, descobrem que ele é ALÍVIO para a alma! (“vinde a mim, e eu vos aliviarei...”). ENDIVIDADO: Hoje o homem contraiu uma dívida ESPIRITUAL, essa dívida é com o PECADO! (“O salário do pecado é a morte...”), quanto mais o homem peca, mais sua dívida cresce. Esta dívida tem um custo. Custa muitas vezes um lar que é desfeito pelo pecado, custa alegria, custa paz, custa a VIDA! Mas aqueles homens ENDIVIDADOS foram ter com Davi na caverna, e todos aqueles que estão ENDIVIDADOS e vão ter com JESUS, descobrem que ele PAGOU UM ALTO PREÇO NA CRUZ PELO NOSSO PECADO, hoje nossa dívida é zerada quando clamamos pelo poder do SANGUE DE JESUS! DESGOSTO DE ESPÍRITO: Hoje o que mais se vê são pessoas deprimidas, vazias, sem motivo para viver! As pessoas não sentem mais segurança! Tem medo da morte, medo do amanhã, porque estão “ocas” por dentro! Isso é o DESGOSTO DE ESPÍRITO! A pessoa perde o gosto pela vida, perde a razão de viver! Para preencher essa lacuna, muitos procuram socorro no homem (psiquiatra, psicólogo e etc.), nos vícios (drogas, bebidas, cigarro, jogo...), e acabam muitas vezes em situação pior! Mas aqueles homens com ESPÍRITO DESGOSTOSO foram ter com Davi na caverna, e todos aqueles que vão ter com JESUS nessa situação, descobrem que ele é a nossa RAZÃO DE VIVER, NOSSO SOCORRO, AQUELE QUE PREENCHE NOSSO SER, ele é tudo que precisamos porque ele é O EU SOU, e Jesus quer dizer a você hoje Eu Sou o que você precisa!
CONCLUSÃO:
Foi assim que Davi formou seu exército, com homens sem valor para sociedade, mas ele os fez valentes! JESUS quer fazer isso com você! Quem sabe o mundo não te dê valor, mas saiba de uma coisa: para JESUS você tem valor! Só ele pode te fazer um valente, dentro da obra de Deus que é Eterna, te fazer um mais que vencedor!
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“CHAMADO PARA SERVIR” (Mc 16:15;20)
1ª Aula
ABRAÃO: FÉ PARA OBEDECER
OBJETIVO
Levar ao entendimento dos resultados da obediência ao chamado do Senhor.
TEXTO BASE
Hb11:8 “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia”.
INTRODUÇÃO
Após o dilúvio, os filhos de Noé (Sem, Cão e Jafé) povoaram a terra. Abrão era da descendência de Sem. Seu pai foi Terá (Gn 11:26). Nasceu em Ur dos caldeus, região da Mesopotâmia. Abrão teve seu nome trocado pelo Senhor para Abraão, que significava “pai duma multidão” (Gn 17). No momento em que Abraão foi chamado por Deus (Gn 12) vivia com sua família em uma região de idolatria e superstição.
DESENVOLVIMENTO
As etapas do chamado Abraão foi o iniciador da trajetória de um povo que seria identificado como o povo de Deus. Um começo baseado na fé; fé para obedecer ao Senhor Gn 12:1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; O chamado de Abraão foi gradativo, passou por algumas etapas que aperfeiçoaram o seu entendimento de obediência (Hb 6:15). Obedecer ao Senhor significou:
• Sair de sua terra – não se deixar prender pelas atrações terrenas (materiais), sem vida espiritual. Abraão teve que deixar Ur para trás, deixar o passado, as coisas passadas. O nome Ur significa “estabelecimento”; então, Abraão teve que deixar aquilo que estava estabelecido para ele no plano material, aceitando o plano de Deus para sua vida. Quando somos chamados pelo Senhor, devemos colocar esse chamado em primeiro plano em nossa vida. • Sair de sua parentela – resistência à influência de conhecidos, de certos parentes e outras pessoas que, muitas vezes, tentam nos tirar do caminho traçado por Deus. • Sair da casa do pai – deixar de termos como base os bens, heranças de família, as tradições, superstições e costumes que atrapalham o atendimento ao chamado de Deus. • Sair para “uma terra que eu te mostrarei” – seguir para uma nova terra, uma terra desconhecida, na dependência de Deus, “sem saber aonde ia” (Hb11:8b). Atender ao chamado = tornar-se participante de uma promessa
No chamado o Senhor faz uma promessa a Abraão: Gn 12:2-3 “...de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!; Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Sua esposa Sara era estéril, avançada em dias, mas Abraão confiou na promessa de Deus: Hb. 11:11 “Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa”. Promessa que podemos aplicar em nossa vida:
• “de ti farei uma grande nação” – o atendimento ao chamado por fé gera frutos, fortalecendo a grande nação do Israel espiritual; • “e te engrandecerei o nome” – nome eterno, o nome do servo escrito no livro da vida; • “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” – as bênçãos são decorrentes da obediência. O Senhor nos apresenta a benção e a maldição. Temos livre arbítrio: se escolhermos a benção seremos honrados por Ele, abençoados por nossa fidelidade;
• “em ti serão benditas todas as famílias da terra”: o testemunho do servo alcançando outras vidas; o Senhor nos capacitando para que outros possam ser agregados a essa nação: Hb 11.8 “Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho”. Abraão foi o patriarca de uma grande nação; Jesus, da descendência de Abraão, veio para trazer salvação a todas as famílias da terra, judeus e gentios. Ele nos convoca a levarmos a sua Palavra a todos.
Crescer espiritualmente = renovação da promessa
Abraão também foi sendo capacitado por Deus para atender completamente ao chamado, tendo a promessa renovada em sua vida: Gn 13: 14-17 “Disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se separou dele: Levanta agora os teus olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre. Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência. Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque eu ta darei”. Deus descortina ainda mais o Seu projeto para vida de Abraão. A busca do conhecimento do Senhor deve ser constante, gerando crescimento espiritual.
• “Levanta-te” – o Senhor nos convoca a tomarmos conhecimento da grandeza de sua Obra. Levanta-te agora, o momento é hoje!
• Percorrer a terra – crer no plano do Senhor, alcançar a compreensão da nossa participação em Sua Obra, aquilo que o Senhor quer realizar através de nossas vidas hoje, a evangelização.
• “Porque eu ta darei” – a garantia do Senhor de que, onde passarmos por fé, indo em direção aquilo que Deus tem preparado para nós, teremos a experiência de que muitos serão atingidos e participarão conosco da posse da terra, a Canaã celestial.
A Palavra cita Abraão como um dos exemplos de fé: Hb 11:8-11 “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador”.
A obediência de Abraão ao chamado do Senhor nos mostra o projeto de salvação. Rm 4:18;23-24 “Abraão, esperando contra a esperança, creu para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência; ...E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta, mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor,”
Plano de Deus realizado: através de Abraão foi gerada uma nação de onde viria o Senhor Jesus, cumprindo-se assim o projeto de salvação para a vida do homem. Abraão e#61614; Israel e#61614;Jesus
CONCLUSÃO
O Senhor Jesus nos chama para termos uma experiência de Fé; para sermos instrumentos em Sua Obra, para herdarmos a promessa. Abraão foi chamado para ir até uma terra que não conhecia, enfrentar desafios. Hoje somos chamados para vivermos coisas novas que ainda não conhecemos. Deus chama cada jovem de maneiras diferentes; é necessário ter fé para atender esse chamado. Do mesmo modo como aconteceu com Abraão desafios irão surgir: ele não sabia para onde estava indo, mas confiou e creu. O resultado da obediência é benção. Abraão não viu o cumprimento total da promessa, mas aquilo que foi prometido por Deus, foi cumprido. O jovem ao atender ao chamado para evangelizar enfrentará também desafios e nem sempre verá o cumprimento imediato da promessa mas estará confiando que aquilo que for prometido por Deus será cumprido.
Hb 11:1 “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, a prova das coisas que não se vêem.”
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1ª VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO (45 a 48 d.C.)
A) INTRODUÇÃO
TEXTO BÁSICO- Atos 13 e 14
PAULO • Nasceu em Tarso (Ásia Menor - Cilícia). Atualmente Sul da Turquia.
• Seu pai era Judeu, mas tinha a cidadania romana a qual Paulo recebeu por nascimento.
• Assim era Judeu, da tribo de Benjamim*,e Fariseu zeloso *(Rom. 11:1) SAULO - Nome judeu (hebraico) PAULO - Nome romano
• Passou a usar o nome romano = Paulo = o qual o identificava como apóstolo dos gentios. Tendo um nome ronamo se aproximaria mais facilmente daqueles que iria evangelizar (gentios).
• Foi criado em Tarso e aos 13 anos foi levado para Jerusalém para ser educado na escola do Rabino Gamaliel.
• Sua profissão = fabricante de tendas, a mesma de seu pai. Atos 18:2-3 (quando encontra com Áquila e Priscila em Corinto relata que tinham o mesmo ofício - fazer tendas). ATOS 7:58
• 1º contato com Paulo = apedrejamento de Estevão
• Teve uma experiência com o Senhor Jesus no caminho de Damasco, quando ia para perseguir os cristãos da igreja Primitiva. Uma grande luz do céu o cercou e caindo em terra ouviu uma voz: Saulo, Saulo por que me persegues. E o Senhor disse a ele: Eu sou Jesus a quem tu persegues. Ficou cego por 3 dias. Após isto encontrou Ananias em Damasco e Paulo teve ali outra experiência, após a imposição de mãos as escamas caíram dos seus olhos e passou a ver. Foi também ali batizado (Atos 9:1-19). MAPA NÚMERO 1
O Senhor mostrou que havia uma ligação entre o chamado de Moisés e a vida de Paulo. Podemos ver que:
MOISÉS
- Judeu - Educado no palácio de Faraó, em toda cultura e conhecimento do Egito. - Foi criado para ser cidadão egípcio, neto de Faraó - Para ser perseguidor do povo hebreu, que era escravo ali no Egito. Mas o grande poder de Deus e o seu insondável amor transformou todo este conhecimento e cultura e direcionou para o bem do seu povo. E com sabedoria Moisés atendendo a voz do Senhor, foi usado para retirar o povo da escravidão do Egito e levá-los para Canaã.
ASSIM TAMBÉM
PAULO - Judeu - Mas cidadão romano - Fariseu zeloso - Preparado na escola de Gamaliel - Disposto a perseguir os cristãos - Teve todo seu intento mudado e sua sabedoria nas letras e cultura também - Sendo tudo isto direcionado pelo Senhor, sendo usado para trazer a palavra de vida - A libertação aos gentios e também aos judeus. Pois foi criado para defender a sua religião.
E ASSIM O SENHOR QUER FAZER COM CADA UM DE NÓS que se dispõe a ser usado como instrumento na sua obra. O Senhor direciona todas nossas boas capacidades, nossas boas características próprias, para o benefício da sua obra. Basta nos dispormos.
PAULO SE DISPÔS, MOISÉS SE DISPÔS, E NÓS QUAL A NOSSA POSIÇÃO?
Depois de Jerusalém, Antioquia (da Síria) era a cidade mais ligada aos inícios do Cristianismo. Havia lá uma Sinagoga Judaica. Após a morte de Estevão muitos cristãos foram para Antioquia e alguns discípulos também. Havia em Antioquia grande número de judeus. Os discípulos pregaram aos judeus ali. E após numerosas conversões de gregos pagãos inclusive, Barnabé foi enviado de Jerusalém para Antioquia. O qual foi até Tarso e trouxe Paulo e ficaram ali mais de um ano. FOI FUNDADA ALI A 1ª IGREJA CRISTÃ GENTIA, E FOI O BERÇO DAS MISSÕES CRISTÃS AO ESTRANGEIRO. O TEXTO LIDO FALA DA 1ª VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO 1ª VIAGEM
DESTINO - CHIPRE - indo Ásia Menor à dentro. PARTIDA - Foram enviados pela IGREJA DE ANTIOQUIA (SÍRIA) por revelação do Senhor.
(Atos 13:2) E servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
DESPEDIDOS - “Jejuando e orando e impondo sobre eles as mãos”. (Atos 13:3).
1º PONTO - A DESTACAR A) PARA PARTIMOS PARA A REALIZAÇÃO DE UMA OBRA NECESSITAMOS
• ESTAR NO CORPO - servindo ao Senhor, jejuando, orando e aguardando a orientação do Senhor.
• SER CHAMADO POR REVELAÇÃO
• ATENDER AO CHAMADO
• ESTAR LIGADOS AO CORPO através do jejum, da oração da igreja, e da imposição das mãos. B) QUEM ESTAVA FAZENDO A OBRA?
• Irmãos que foram: Paulo e Barnabé
• A igreja, através do jejum e da oração Não é um mais importante que o outro. Havia uma dependência mútua entre os apóstolos e a igreja. É o corpo com suas partes funcionando (trabalhando).
TRAJETO DA VIAGEM MAPA NÚMERO 2 ANTIOQUIA SELEUCIA Ilha de Chipre (25 km de Antioquia - porto de Antioquia)
(Atos 13:4)
• Salamina - pregam na sinagoga dos judeus.
• Atravessam a ilha e chegam a PAFOS (Capital de Chipre) Atos 13:6-7. Encontram Elimas (ou Barjesus) - judeu, mágico e falso profeta que operava sinais através de sua mágica.
Morava ali Sérgio Paulo - pró-consul, varão prudente e Elimas estava com ele. O pró-consul chama a Barnabé e Paulo para ouvir a palavra de Deus (Atos 13:7).
Mas Elimas resistia-lhes procurando apartar a fé do pró-consul. (Atos 13:8).
Diante desta situação, Paulo, cheio do Espírito Santo, discerne e repreende o inimigo e na mesma hora Elimas ficou cego (Atos 13:9-11).
O pró-consul cedeu a obra do Espírito Santo através da palavra, se maravilhou e creu na doutrina do Senhor (Atos 13:12).
2º PONTO - A DESTACAR
IMPEDIMENTO PARA REALIZAÇÃO DA OBRA
ELIMAS = BARJESUS - FALSO PROFETA
Quando o Senhor separa o homem para realizar uma obra, o adversário se revolta, mas o servo cheio do Espírito Santo obterá a vitória.
Sinal na vida do pró-consul => sinal individual, pessoal, uma operação no coração de um homem e a tática do inimigo foi o engano, amalícia para minar a fé deste homem.
e#61523; Continuando a viagem partiram de Chipre. (Pafos) e#61523; Perge (na Panfília)
e#61523; Antioquia (na Pisídia) - pregou na sinagoga e#61523; (Atos 14:1-6) Icônio - (Motin - apedrejarem - fugiram) (pregaram na sinagoga) DERBE LISTRA
LISTRA (Atos 14:8)
CURA DE UM COXO DE NASCENÇA SINAL VISÍVEL E NOTÓRIO PARA TODOS
Mais uma vez o inimigo não fica contente com esta operação e chamam a Barnabé de Júpiter e Paulo de Mercúrio - negando assim a operação de poder do Deus vivo.
Mas Paulo e Barnabé rasgam suas vestes e falam a multidão. Nós também somos homens como vós, mas é necessário que se convertam ao Deus vivo, que fez os céus e a terra e a glória não era de homens, nem de Júpiter, nem de Mercúrio, mas sim do Deus vivo a quem anunciavam.
Isaías 42:8: “Eu sou o Senhor, este é o meu nome. A minha glória a outrem não darei, nem o meu louvor as imagens de esculturas.”
EM LISTRA
Após isto judeus de Icônio e Atioquia o apedrejaram (Paulo) - Atos 14:19 => Derbe.
Voltaram => Listra => Icônio => Antioquia => Perge => Atália => Antioquia (Igreja de origem)
Atos 14:26 Atos 14:27 => Louvor e glória a Deus para a obra já cumprida.
Atos 14:27: “E quando chegaram reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé”.
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Servo Devedor
Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Cl 3:3
As nossas experiências nos últimos dias têm sido voltadas para o aspecto profético da salvação, que não tem sido olvidado, que não tem sido levado em conta em outros lugares e que devia ser levado em conta sim, e isto ocorre, talvez até pelo fato das pessoas acharem que está tudo certo.
MORDOMOS
Existe uma palavra que nós temos vivido, que foi pregada em todas as Igrejas da Obra, no assunto de “Mordomia”. Tal assunto, ditado pelo Espírito Santo, aponta para o desejo do Senhor em preparar a Igreja para entender melhor o Seu projeto.
A Mordomia para nós não quer dizer benefícios auferidos; benesses em prol da nossa causa pessoal; presentes pessoais; nada disso! Para nós a palavra mordomia tem outro sentido, sabendo que nós não somos donos da nossa salvação. A salvação é um projeto que veio da eternidade, através de Jesus, e quando eleitos, não tínhamos tido tal consciência, porque estávamos ainda no ventre materno, conforme expressado pelo apóstolo Paulo na Palavra de Deus, que diz no verso quinze do primeiro capítulo da carta de Paulo aos Gálatas:
“Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça ...”
Houve um dia em que essa mesma eleição, descrita pelo apóstolo Paulo, com um caráter de fé, se esboçou na nossa vida e nós ouvimos um chamado, que foi o chamado para a salvação. Talvez o seu vizinho não ouviu o chamado; o seu amigo não ouviu o chamado; os seus parentes não ouviram o chamado; mas você ouviu o chamado e a partir desse momento você entendeu que Deus te elegeu, te chamou e te comissionou. O que é comissionar? É se colocar no lugar certo para que Deus realize a sua vontade.
MORDOMOS
A eleição é para sermos mordomos. Não somos donos da bênção da salvação, somos mordomos, cuidando, zelando por essa bênção, porque quem nos deu foi alguém muito especial. Primeiro porque deu sem nós merecermos, até mesmo sem pedirmos, mas Ele nos deu porque nos ama e esse amor deve ser correspondido, já que amor se paga com amor, porque é o mesmo vínculo, um mesmo canal, é o canal do Espírito Santo. O vínculo da perfeição é o amor de Deus na nossa vida. Nós somos gratos a esse Amor, mas o espírito de gratidão fala de forma muito mais profunda quando nós olhamos para um momento da nossa vida e começamos a ver que somos objeto do amor de Deus.
A FUNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
A função do Espírito Santo é anunciar o amor de Jesus pelo homem, resgatando-o e trazendo-o para o corpo de Cristo, e quando quer falar conosco não é porque ele está nos elogiando, ou porque Ele está feliz, ou alegre porque você está buscando o Senhor. É a pura graça do amor de Deus.
A NOSSA DÍVIDA
Precisamos entender que nós somos os únicos necessitados. Deus não está precisando de bênção, e quando passamos a entender isso, o culto é diferente e precisamos entender que a posição de necessitados muda completamente o valor do culto na nossa vida, na nossa relação com Deus, e até dizer: “Por que o amor de Deus a mim se revelou?” Tudo o que temos devemos ao amor de Deus revelado através do Seu Espírito às nossas vidas, e muitos sabem disso, mas por vezes se esquecem, uma preocupação constante do salmista Davi, expressa nos versos 2º ao 5º do Salmo 103.
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades, que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia, que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.”
Sabe por que nossos cultos não são mais abençoados? Porque entramos e saímos da casa do Senhor e o nosso coração está voltado para outras coisas. Ouvir a voz do Senhor, às vezes, se torna coisa rara. Passamos a achar e entender que somos auto-suficientes. Começa a ser tirada de nossas vidas uma das maiores coisas que aprendemos nessa Obra é que nós somos absolutamente nada: quanto mais temos mais devemos.
“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Cl 3:33.
O ato do batismo para a Obra do Espírito - o significado do batismo é este: quando uma pessoa é batizada, ela morre para o mundo e ressuscita com Cristo. Que diferença para a religião! Quando você vem à casa do Senhor e o seu desejo é agradecer e glorificar ao Senhor, esse é o real significado do culto para nós.
O evangelho, quando visto nesse ângulo, é algo novo. Para este ano Deus quer uma única coisa: o pagamento da dívida. Nós não estamos em condições de pagar a dívida. Então o que iremos fazer? Vamos lutar para que algo seja resgatado. De que forma? Se escondendo em Jesus, morrendo para as coisas desse mundo. Estamos devendo muito, como descrito pelo Apóstolo Paulo na carta aos Romanos.
“Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.” Rm 1:14.
“De maneira que, irmãos, somos devedores não à carne, para viver segundo a carne.” Rm 8:12.
Você deve. Deve àqueles que estão do seu lado e não estão salvos; você deve ao mundo que aí está no pecado, porque o Senhor te livrou, te salvou, te abençoou, o Senhor tem falado com você. Você deve! Você quer ir à Igreja para ouvir dom espiritual? É melhor ficar em casa, você vai dever menos.
“E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites.” Lc 12:47.
A salvação, por vezes, custa a perda de outros. Israel passou a ser a oliveira desprezada e nós, gentios, fomos enxertados na Oliveira verdadeira. Morre Israel para dar vida à Igreja. Nós somos devedores a gregos, a romanos, não à carne; somos devedores à Igreja do Senhor; somos devedores àquilo que nós cobramos dos outros. Somos devedores em tudo! quando nós olhamos para a Igreja que, com bravura, enfrentou as arenas, as cruzes, as fogueiras, somos devedores a eles, porque eles pagaram um preço que nós não estamos pagando.
A DÍVIDA É IMPAGÁVEL
A dívida nós nunca iremos pagar, jamais. Não é a ovelha que deve ao pastor, é o pastor que deve ao rebanho, uma dívida que nunca será paga, se não estivermos escondidos em Jesus.
Quando iremos pagar a espera do Senhor por nossas vidas? Quando? Os religiosos não têm esse sentimento, se colocam no lugar de Jesus, como sumo sacerdotes, como abençoadores.
Os religiosos do passado tiraram o manto de Jesus, as vestes de salvação, com intuito de ferir a profecia, que dizia que Ele era o Sumo Sacerdote; colocaram uma coroa de espinhos, dizendo que Ele não era rei; o esbofetearam dizendo: “Profetiza-nos quem te bateu”, para dizer que Ele não era profeta; colocaram-no entre dois ladrões e soltaram a Barrabás, tratando-o como pior do que os malfeitores.
As pessoas não sabem quem está por trás de tudo isso que estamos assistindo, deturpando, envergonhando o evangelho verdadeiro do Senhor Jesus. Meu irmão, corre disso, sai desse tipo de coisa, faz uso das armas espirituais, dos meios de graça, coloque sua vida diante do Senhor, deixa de lado o esquecimento, o relaxamento, a indisciplina! Se posicione diante do Senhor com um coração reto, com gratidão. As coisas do Senhor precisam ser tratadas com sinceridade.
“Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.” Lc 17:10.
Não há nada mais nobre do que servir ao Senhor. Não é cantar no grupo de louvor, não é achar que por vir à igreja você está salvo. Você não está fazendo favor a Deus. Estamos sendo preparados, a dívida é impagável, assumimos a nossa dívida, que tem aumentado a cada dia. Devemos o sustento, a família, a profissão, mas a nossa maior dívida é o cuidado do Senhor com a nossa vida.
Estamos devendo mais a cada dia. É bom dever ao Senhor, Ele não é credor incompassivo; ele não ceifa onde não semeou, mas o caído sempre acusa, é muito exigente, ele acha que o Senhor é credor incompassivo, e por isso mistura a bênção do Senhor com as coisas sujas da sua vida.
Já morrestes? Já escondestes a vossa vida?
Escondeu onde? Nos seus argumentos? Na sua posição? No seu dinheiro? Na sua religião?
Vale a pena esconder a sua vida em Cristo, porque você conhece o amor dele, mas não podemos confundir a palavra de amor do Espírito Santo, transmitindo todo o amor de Deus para com o homem, com conivência com o nosso pecado. O papel do Espírito Santo é resgatar o homem para o Seu Senhor. A humildade do Espírito Santo é algo imensurável.
Nós não sabemos por que tantos ficaram lá no passado. Pedro, os apóstolos, a Igreja que morreu nas fogueiras, na boca dos leões, e nós aqui com tudo, sendo objeto do amor de Deus! Se nós não atentarmos para essa tão grande salvação o que será de nós?
Amados, hoje estamos falando para 10.000 pessoas e o nosso desejo é que estes falem a 100.000, a 1.000.000! Fale do seu testemunho; fale do amor de Jesus; fale daquilo que Ele fez na sua vida. Quando você for ao culto glorifique ao Senhor, expresse a sua gratidão, e certamente o Espírito Santo vai se agradar, vendo a vida resgatada adorando ao seu Senhor.
Somos devedores! Estamos devendo! A nossa conta é muito grande, não temos com que pagar, por isso estamos nos escondendo na Rocha, porque só Ele pode nos cobrar, só devemos a Ele, morrendo com Ele a cada dia, na expectativa das coisas, no desejo de servir, ocultando as nossas vaidades. Quem somos nós? Um conto ligeiro, uma erva que nasce pela manhã e à noite já morreu.
“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Cl 3:1-3.
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Opotunidades ao Homem Habacuque 1:5 “Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizo em vossos dias uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada. ” INTRODUÇÃO: SALVAÇÃO – ATO E PROCESSO O ato da salvação, sabemos, é uma operação do Espírito Santo, que intervém apontando ao homem o caminho da fonte da vida, que é Jesus - um caminho para a vida eterna. Não se trata de um convencimento de fora para dentro, uma conclusão apenas racional, teológica, filosófica ideológica, enfim, religiosa. É portanto, uma ação de dentro para fora, um convencimento ao homem realizado pelo Espírito Santo, independente da vontade do homem. É uma ação que se dá de modo inexplicável, um dom, um favor imerecido, uma surpresa, um mistério. É uma ação exclusiva de Jesus através do Espírito Santo sem a intervenção do homem, um mistério da soberania de Deus. No processo da salvação a fonte tem que ser a mesma que agiu, na qual o homem caminha, bebendo somente dessa fonte apontada pelo Espírito Santo, que é Jesus. EQUÍVOCOS No passado, Israel cometeu vários equívocos a ponto de rejeitar o Messias, ou seja a herança, e hoje, a religião com o nome de cristianismo tenta a todo custo substituir a figura e obra do Espírito Santo pela de um “abençoador qualquer” - Um religioso sábido - que pode também dispensar Jesus, ainda que fazendo uso do seu nome, para confundir e enganar a boa fé de muitos. UMA RESPOSTA DE DEUS AO MUNDO Quando Deus aponta um novo projeto de salvação, o faz pela graça, já que: Israel quebrou e abandonou o pacto, preferindo o caminho da apostasia e Ele, o Senhor Deus, seria agora o fiador e garantidor de uma nova aliança, através do Espírito Santo, que modificaria toda a relação de Deus com o homem e vice-versa, estabelecendo uma história íntima e pessoal com o homem por meio do Espírito Santo, fiador da nova aliança em Jesus, através do sangue do seu sacrifício na cruz do calvário, um novo testamento, um novo pacto. O ENTENDIMENTO HUMANO E SUAS FALHAS O entendimento do homem em todos os tempos sempre foi de que “Deus precisa e depende do homem”, uma idéia que permeou toda a história da igreja, uma concepção equivocada do cristianismo, sabendo na verdade que Deus opera na vida do homem, e o desejo de Deus foi esse, de conviver com o homem, uma iniciativa da parte de Deus. O projeto é Dele, e o seu objetivo é operar dessa forma, embora o homem, ao receber uma bênção, costuma mudar o rumo daquilo que Deus colocou na sua mão e tenta modificá-lo, e adaptar ao seu jeito um projeto que é de Deus. Na verdade, as multidões nunca irão impressionar a Deus, que jamais necessitou de qualquer tipo de solidariedade ainda que, de autoridades, sejam elas do tipo que for, para realizar a sua Obra, dispensando qualquer poder ou força, por maior que seja, e que tente se organizar para ajudá-lo. Os homens, alguns, pensam e pregam que Deus está precisando deles, e outros lêem e comentam a Bíblia, achando até que Deus se equivocou em coisinhas e para muitos, foi tudo errado, pelo que, Deus deveria se sentar nos bancos com certos “teólogos” para discutir certos assuntos, porque, na verdade, algumas falhas precisam ser consertadas para quando Ele fizer outro mundo, até melhorar certas coisas. Deus não está dependendo de reuniões especiais de concílios para defendê-lo, tão pouco de grupos que se solidarizam com Ele, o que não faz qualquer diferença. O projeto de Deus já está pronto, está completo, e a questão na verdade, está em quem deseja participar do projeto e prosseguir nele: Uns entram e lutam para viver no projeto; outros entendem e param; outros não entram, até porque não entendem, ou não querem entender, e ficam por aí filosofando e atrapalhando quem busca entender. O que Deus fez para o homem, foi colocar diante dele oportunidades que podem ser aproveitadas ou não. E o número dos que aproveitam parece pequeno até aqui. O TEMPO DE JESUS Para iniciar seu ministério, Jesus chamou doze homens: um era traidor; outro não parecia muito equilibrado emocionalmente, precipitado, afoito e problemático, já que em toda confusão lá estava Pedro, lembrando o momento que Pedro partiu com uma espada que cortou a orelha, porque o guarda tirou o pescoço fora; lembrando ainda quando Pedro estava na praia nú, após a ressurreição de Jesus, isso para mostrar apenas o que é o homem. Deus escolheu e chamou pescadores, homens indoutos, sem nenhuma experiência de oratória e conhecimento teológico, pessoas culturalmente despreparadas, que viviam da pesca, para dar início à igreja apostólica. A igreja nascente deveria contar com pessoas que estivessem totalmente à disposição do Espírito Santo, dispensando os escribas, os fariseus, religiosos com experiência de quase 4.000 anos, também profundos conhecedores de Bíblia, do Velho Testamento, sem dúvida, teólogos, doutores e mestres. 1º - A IGREJA APOSTÓLICA – O PENTECOSTES O Espírito Santo, no Pentecostes, foi derramado para poder mudar a relação do homem com Deus, já que sem o Espírito Santo o sacrifício de Jesus não teria valor, como não valeu mesmo para Israel. O Espírito Santo agiu na palavra pregada por Pedro no Pentecostes, que foi a mensagem de Jesus ressuscitado, estava vivo. Logo, o Espírito Santo confirmaria em muitos corações que Jesus está vivo, na experiência de salvação. Não era simplesmente um ato de convencimento técnico, verbal, teológico, teórico, histórico ou retórico, mas havia uma evidência a ser confirmada, através do fenômeno ocorrido no cenáculo com sinais evidentes, confirmando a experiência de que Jesus está vivo, uma experiência pessoal, intransferível. “Os sinais seguirão aos que crêem Nele”, sinais que confirmariam a sua ressurreição, a aliança, a firme promessa de que estaria conosco até a consumação dos séculos, experiência vivida e pregada por Paulo no encontro no caminho de Damasco. No caso de Emaús, para alguns discípulos, Jesus estava morto e tinha ficado na cova. O que Jesus falara com eles antes da crucificação e no caminho de Emaús, após três dias, já não dava para lembrar mais. Eles nem reconheceram a Jesus e na conversa, descreveram um Jesus religioso, bonzinho, amoroso, amigo, filho de Deus, mas estava morto. Esqueceram das profecias do Velho Testamento de tempos passados. A cabeça dos discípulos estava vazia, e a mente fechada, e no caminho alegavam verdades, que Jesus era bom, que havia curado cego, ressuscitado morto; que tinha feito a multiplicação dos pães, tudo na memória “com olhos vendados”. Quando Jesus fez como quem ia para mais adiante, os discípulos gostaram da conversa, e convidaram Jesus a entrar com eles na aldeia de Emaús. Maria também foi ao sepulcro e estava conversando com o jardineiro, indagava onde puseram o corpo de Jesus, confundindo Jesus com o jardineiro. A religião é assim, confunde salvação com Maria, coisa que ninguém entende. Só quando Jesus citou o seu nome, “Maria”, ela entendeu com quem falava. A religião é assim: Descreve curas, sinais, fala bem e elogia Jesus, mas se confunde, porque não tem a experiência da revelação. Jesus é uma revelação do Espírito Santo. Jesus em Emaús havia entrado na casa deles, que ainda não tinham reconhecido que era Jesus, e só o reconheceram quando Ele deu graças e partiu o pão na hora de cear. Jesus alí se revelou no partir do pão. Pão partido (morte), mas dentro do pão estava a vida. Ele se revela como a vida, na ressurreição (morte e ressurreição). A primeira experiência do Pentecostes foi no discurso de Pedro, quando 3.000 vidas se converteram. Agora todos vão se converter, imaginaram alguns e logo mais 5.000 se convertem com a experiência do coxo da Porta Formosa (a cura do coxo). Após a ressurreição, Jesus, não teve nenhuma preocupação de se apresentar ao mundo como ressurreto, porque ele queria que esta tarefa fosse realizada pelo Espírito Santo. O período apostólico, descrito em Atos, logo passou, com tribulações, prisões e morte de alguns, inclusive dos apóstolos. A partir do Pentecostes todo convencimento de que Jesus estaria vivo, o Messias que podia salvar, só deveria ser feito pelo Espírito Santo. Sem a ação misteriosa do Espírito Santo, a obra do homem cairia por terra. Talvez nem valor para essa vida. Os apóstolos haviam terminado o seu trabalho, já dito anteriormente. Haviam passado para glória juntamente com a igreja perseguida (Esmirna). Após o envio de Jesus, a descida do Espírito Santo veio estabelecer a Igreja, agora através do Pentecostes, passando a época da Igreja Apostólica que foi a responsável para estabelcer todo ensino e orientar a Igreja na sua caminhada até os nossos dias. 2º - O IMPÉRIO ROMANO - 312 Deus entrega, ou empresta, o projeto ao governo mundial da época, o Império Romano, que teria condições de levar a mensagem do cristianismo para todas as partes. Constantino teve um sonho e, misturado com política, decidiu que o mundo romano de agora em diante seria cristão. Resultado: trouxe uma massa infectada de paganismo para dentro do cristianismo. Tudo agora à disposição do homem para tocar o projeto: Jesus – Espírito Santo – Palavra. O governo e o domínio humano, ambos falharam. Tinham tudo para prosseguir. No ano 312 Constantino promulga o Edito de Milão - igreja e Império Romano seriam a mesma coisa, Roma dos cristãos e logo cristianismo romano, o período profético de Pérgamo, (casamento pervertido) lembrando que o primeiro período histórico e profético da igreja foi Éfeso, quando a igreja saiu para a sua missão apostólica após o Pentecostes. O segundo período foi de Esmirna, com o atroz sofrimento da igreja e o terceiro foi o de Pérgamo, quando da união da igreja com o Estado, um casamento pervertido. Constantino introduziu o culto pagão no cristianismo, promovendo cultos aos apóstolos, santos, mártires, Maria, e dogmas e todo tipo de idolatria. Pergunta-se: O cristianismo, a partir desse monte de inovações, e com tanto poder temporal, foi fiel ao Senhor? Não! Foi degenerando até no período medieval, que consolidou toda apostasia da Igreja infiel. 3º - CRISTIANISMO ROMANO – (RELIGIÃO) - TERMINOU NA GRANDE APOSTASIA O período medieval durou aproximadamente 1.000 anos, a partir da queda e divisão do Império Romano no ano de 470, aproximadamente. A igreja estava unida ao Império Romano. Os bárbaros atacaram e destruíram o Império Romano, e foram embora. A igreja, que já tinha uma enorme influência política dentro do Império Romano, passou agora a ter mais ainda, porque o império antes nomeava e depunha reis, e agora a igreja passava a se fortalecer nos feudos (IX a XIII) de tal forma que nenhum governo feudal recebia o cetro se não fosse com a chancela da igreja. A igreja dava sua opinião sobre cada escolha. A afirmação era que todo reino era de Deus e só quem fosse seu representante, indicado pelo deus da igreja poderia assumir o trono, acontecimentos que foram confirmados por artistas da época em cenas de pinturas e esculturas, que registravam a presença dos representantes da igreja em toda sagração dos reis. Quando caiu o Império Romano a igreja, como sucessora política, passa a ser o centro de tudo, concentrando em suas mãos todo poder temporal, dando início ao período medieval, que fortalecia os feudos ligados a ela. Se um feudo se levantasse contra a igreja, dois outros feudos se uniam e derrubavam o governo revoltado. Um domínio de aproximadamente 1.000 anos. A Bíblia ficou escondida e esquecida nesse período, e o compromisso com a palavra foi de todo abandonado, dando lugar a filósofos, pensadores, teólogos e religiosos que ditavam a doutrina da igreja sem a Bíblia, concentrados também nas universidades “Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai vende tudo quanto tem e compra aquele campo.” Mt 13.44. A doutrina se confundia com filosofia e havia uma mistura teológica, um desvio total da grande mensagem pela qual a igreja primitiva havia sofrido e morrido (Esmirna). Jesus havia ressuscitado dos mortos e a mensagem da ressurreição passou a ser feita por atos litúrgicos, na missa, ficando toda a doutrina da Igreja Primitiva posta de lado, contrariando a doutrina exposta na carta aos Efésios, escrita por Paulo, também na discussão do Concílio de Jerusalém, no capítulo 15 de Atos dos Apóstolos, doutrinando que a salvação não era pelas obras e sim pela graça. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Ef 2:8-9. A igreja romana dogmatizava e reforçava seus conceitos idólatras com a filosofia de Tomás de Aquino, considerado o grande filósofo da igreja, que além de negar a mensagem da graça do Novo Nascimento, introduziu o dogma da transubstanciação (afirmando que Jesus está na hóstia, corpo e sangue), um ensino platônico (de um filósofo do século IV a.C) enquanto que destruía de uma vez o ensino de Agostinho, do século V, decorrente da filosofia de Aristóteles, passando o cristianismo a se envolver com tudo, levando a concluir que: filosofia dispensa a operação do Espírito Santo. Se existe o governo de Constantino, e do Império (agora igreja romana e dos Papas) para que o Espírito Santo? Se a conversão oferecia cargos no governo de Roma, podia-se também dispensar o Espírito Santo. A igreja estava completa, rica de: pensadores, filósofos, teólogos, poder temporal, político, econômico e etc. Com tantos pensadores e santos, quem iria ouvir a voz do Espírito Santo? O Espírito Santo agia numa minoria de fiéis, como em todas as épocas, no caso os albigenses, os pré-reformadores, John Huss, Savonarola, Jerônimo, mortos em fogueiras e cruzes, porque discordavam dos atos praticados pela igreja, com seus dogmas, e culto a Maria como mediadora entre Deus e os homens. Os fiéis eram levados ao martírio com os piores tipos castigo público e morte juntamente com todos aqueles homens da ciência que se rebelavam contra os ensinos errados e praticados pela igreja de Roma. As universidades de Florença, Salamanca, Lérida e outras preparavam religiosos para que assumissem o futuro governo mundial, do milênio, uma idéia agostiniana, admitindo nas entrelinhas a possibilidade do reino ser aqui na terra, feito pelos homens, pela igreja, pelos cristãos daquela época. Se Agostinho teve uma experiência com Deus, não se pode afirmar, embora tenha colocado no papel, algo até compatível, porém seus comentários mostram claramente que ele não era, de todo, um homem iluminado pelo Espírito Santo. Pior do que ele foi o filósofo que a igreja adotou e recomendou, imitou Tomás de Aquino, que pregava salvação pelas obras, um preparo antecipado para as indulgências, dinheiro usado para construir a basílica de São Pedro, sede do grande governo de Roma. “À medida que as moedas tinirem no fundo do cofre, os vossos pecados estão sendo perdoados”. (pregava Tetzel). No Império Romano, a religião ou o cristianismo romano não havia prosperado como obra de Deus. Um parêntese: (A nossa preocupação hoje, quando falamos da questão do dinheiro, quando vemos uma pessoa vendendo coisas “abençoadas”, lenço, pedra, óleo e outros voltados para o lado material, com o abandono da graça, com o pensamento de: “Faze por onde que eu farei por ti”, é muito triste. Idéias que só servem ao interesse do homem. Dizemos que isso não tem valor nenhum, já que Tetzel também pregava as indulgências, um papel assinado pelo Papa, vendido para quem desejasse o perdão por prática de qualquer crime, ou pecado, ou seja: indultado ou absolvido. Dizia Tetzel: “à medida que as moedas tinirem no cofre, os vossos pecados estão sendo perdoados”.) Esse tipo de coisa que já foi pregado também aqui no Brasil para quem participasse de um evento promovido pela igreja em 2007. 4º - O TEMPO “E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu” Ap:21. A igreja de Roma, apesar de fortalecida políticamente pela queda do Império Romano, já se encontrava, espiritualmente, corrompida pelo abandono da doutrina bíblica apostólica, com a exclusão da Bíblia, quando termina seu domínio mundial no ano de 1.530 aproximadamente, e confirma o tempo de oportunidade perdido, que lhe foi dado, período de 1.000 anos com o nome de cristianismo que desprezou a ação do Espírito Santo. 5º - UM HOMEM – 1530 “Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai vende tudo quanto tem e compra aquele campo.” Mt 13.44. Recordando, no período de Constantino e depois da queda do Império Romano, a igreja esconde a Bíblia “no campo dos seus interesses”, para ser descoberta por um homem na parábola profética do reino “ um tesouro escondido no campo”. Deus levantou um homem, Lutero, para mostrar que ele não precisa de gente. Trigo não se mistura com joio. Deus sabe o que é trigo, ele não se ilude com gente, e quem pensa que Deus está iludido com o homem, está enganadíssimo. O que pensava Lutero? Como professor de teologia, professor de Bíblia e conhecedor de filosofia e música, tinha certa cultura e era uma pessoa respeitada no feudo do qual fazia parte, como pároco da cidade de Wittemberg, um dos maiores e mais importantes da época. A OPERAÇÃO VISÍVEL DO ESPÍRITO SANTO – 1530 – UMA BASTA À TEORIZAÇÃO DA FÉ Os feudos variavam de tamanho, de riqueza, de posição política até diante da própria igreja. Lutero afirmava que a salvação não é pelas obras, porque se tratava de uma doutrina do Velho Testamento; a mediação entre Deus e os homens não é através de santos nem de Maria, é através de Jesus. Colocando todo o ensino da Igreja Primitiva frente a frente com a Palavra de Deus para desautorizar o ensino dogmático baseado em filosofia e teologia da igreja romana. Hoje somos criticados, não porque somos da Igreja Maranata, mas por causa da revelação, dos dons espirituais; porque cremos na vida eterna; porque sabemos que o governo é do Espírito Santo e não do homem; porque lutamos contra o pecado; nem porque somos evangélicos, mas porque cremos num Deus vivo que se revela, na Palavra revelada, colocando em segundo plano a razão, as confabulações, a filosofia que entra fácil nas mentes, até algumas inteligentes. O homem fala que Deus existe porque acha que Deus está na flor, na abelha, nos pássaros - panteístas. O Deus que pregamos opera na vida interior de cada um de nós, através do Espírito Santo, tratando-se de uma experiência pessoal. Um mistério, algo inexplicável pela razão. Alguns pensam que vestindo um uniforme de santo, com uma pizza na cabeça, pode ser representante de Deus, como se Deus precisasse de um uniforme tão feio para ser Deus, pelo menos eu, acho que não serviria para ser meu Deus. Depois da Bíblia traduzida por Lutero, que não queria sair da igreja, queria apenas reformá-la, e os pós-reformadores repensaram a nova igreja com doutrinas fundamentais como da salvação, trindade, sacramentos, batismo e outras, a idolatria foi retirada. A grande dogmatização veio da Inglaterra, por ter sofrido menos influência da igreja de Roma, já que não interessava aos ingleses uma ligação muito estreita com Roma, porque eles teriam que tirar o dinheiro e mandar para fora e não estavam interessados nisso. O protestantismo se consolidou na igreja anglicana. Época que eles não eram chamados de evangélicos, mas sim protestantes, porque protestavam contra o cristianismo da igreja de Roma. O calvinismo foi a doutrina mais aceita, estabelecida como centro de reflexão do cristianismo após a reforma protestante e foi também acolhida pelas universidades da Europa, inglesas da época, especialmente: Cambridge e Oxford. No Renascimento, após a reforma do século XVI já existiam a bússola, o papel, a pólvora, as grandes descobertas. A Inglaterra tinha núcleos teológicos tanto em Oxford como em Cambridge, já citadas, preocupadas com a teologia desde o período medieval, antes misturada com a filosofia que impulsionava a igreja, desprezando o Espírito Santo. Sendo a Inglaterra protestante, a doutrina era discutida nas duas grandes universidades, chamadas anglicanas, e dali para outras grandes universidades na Europa e também para as universidades americanas, e outros centros de cultura teológica estabelecidos ali. A massa cultural, não alterava absolutamente em nada o propósito de Deus e nada alterava o comportamento do homem daquela época. 6º - GUERRAS - PROTESTANTISMO Os pós-reformadores tiveram que pegar em armas. Calvino também, porque se disputavam tronos, feudos, interesses feudais, alguns a favor da igreja, outros contra, tudo no interesse político e religioso. Os governos de reis protestantes e outros que eram católicos, de repente, buscavam o apoio do Papa e entravam em batalhas sangrentas. O cristianismo, da doutrina calvinista, necessária e estática pregava: salvo uma vez, salvo para sempre, salvação não se perde mais. “Quem crê está salvo”. Uma vez creu, está salvo para sempre, como se alguém estivesse no mar, morrendo, recebe um salva-vidas, não sabe nadar, mas colocou a mão no salva-vidas e diz: estou salvo, e já pode largar o salva-vidas. Essa doutrina de “uma vez salvo, salvo para sempre” não existe, e o calvinismo entrou em todos os períodos das igrejas protestantes, algumas hoje chamadas tradicionais, conduzindo um perigo teológico imenso, um abismo espiritual, na época pouco discutido e logo aceito. A Palavra mostra com clareza que a salvação é um dom de Deus, e o homem gerencia essa salvação. Se não gerencia: perde, e se perdeu não foi porque Deus tirou, foi porque quis e entrou no que se chama livre arbítrio, um direito que o homem tem de aceitar ou rejeitar o propósito ou a bênção de Deus. Deus elege o homem (1º Pe 1:2), no ventre materno ou o predestina no ventre materno e em determinada época o chama, tornando consciente esse chamado, que poderá ser aceito ou não, cuja rejeição não é de Deus, e sim do homem. A Bíblia diz que muitos são chamados, poucos escolhidos. Os escolhidos são os fiéis. Das muitas parábolas pronunciadas por Jesus, destacamos especialmente a das virgens - descrito no capítulo vinte e cinco do livro de Mateus - Cinco eram prudentes e cinco loucas. Todas eram virgens, todas foram convidadas, todas tinham a mesma roupa e o mesmo direito. Quem estava do lado de fora não estava na festa e, não foi chamado, cinco ficaram fora, juntas com os que não foram chamados. A doutrina de “uma vez salvo, salvo para sempre” só tem trazido desvios, abrindo caminho para o pecado consciente dos que um dia creram. Outras doutrinas, que afirmam que só é batizado com o Espírito Santo quem fala em línguas estranhas, tem sido motivo para generalização do dom, contrariando o fato de que temos irmãos batizados com o Espírito Santo que nunca falaram em línguas, e que são usados na interpretação de línguas estranhas, com visões, revelações. A doutrina não pode ser dogmatizada sem revelação e na medida em que o homem começa a querer explicar o inexplicável, como quando tenta explicar a fé, há um grande prejuízo. A fé é um dom de Deus. É Jesus vivo na sua vida. Jesus é a fé. Voltando, imagine o dom de línguas sem sabedoria, sem discernimento, sem fé, sem a interpretação? O dom é dado a cada um segundo a vontade de Deus, para o que for útil. Os protestantes tinham a doutrina que emergiu da reforma religiosa, e o calvinismo se tornou a doutrina fundamental. A partir dali, reuniões, concílios e dogmatização com o protestantismo estabelecendo a sua confissão de fé, em Westminster. Quando olhamos para trás, vemos alguns erros, naturais da época, e não foi o Espírito Santo quem errou, foi o homem que entrou na história da igreja para desviar o sentido daquilo que o Espírito Santo sempre quis realizar, algumas com falhas doutrinárias até perdoáveis. 7º - DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO “Outrossim, o Reino dos céus é semelhante ao homem negociante que busca boas pérolas.” Mt 13:45 Nos séculos XVII e XVIII, a doutrina vem mais uma vez misturada com filosofia e teologia. Não é que não existiam servos de Deus fiéis, mas nesses dois séculos surgem pensadores, e teólogos da pós-reforma, alguns existencialistas, outros deistas, terminando mais um período da história dominada pelo pensamento filosófico chamado Iluminista. As grandes universidades estavam esperando a ocorrência dos fatos, porque eram os centros de reflexão de todo tipo de cultura e tudo que se lia e se falava na época passava pela Universidade. O mundo começava a ver algo totalmente novo, como a revolução industrial, o livre comércio, as artes e letras, um desenvolvimento ajudado pela reforma. A filosofia formulada por Tomás de Aquino era a mesma que colocou a Bíblia no meio de razões teológicas e se mantinha intacta em seus enganos para a igreja de Roma. O Protestantismo, também dogmatizado e estático em sua doutrina, nesse tempo torna conhecimento do derramamento do Espírito Santo. Um grande avivamento vivido no século XVII e XVIII, e uma operação que não dependeu do homem. Wesley sai do período Iluminista, cheio de ilusões e reflexões teológicas, e é atingido pela bênção do Espírito Santo. O Espírito Santo foi derramado porque, de novo, Deus não podia depender mais do homem, que já não tinha mais como mudar o rumo de sua própria história religiosa. Na seqüência da reforma, veio a dogmatização do cristianismo, através do protestantismo, tendo o Iluminismo se tornado uma barreira onde se uniram todas as correntes contrárias, psicopatológicas, filosóficas, patologia espiritual misturada com teologia e filosofia da religião tentando deter a bênção do Espírito Santo. Pessoas atingidas pela bênção pregavam e testemunhavam em praça pública e milhares de pessoas se ajoelhavam no meio da rua, chorando, convertidos, confessando os seus pecados, uma demonstração espontânea como resultado do derramamento do Espírito Santo. Até então, nada havia mudado no sentimento do povo; exceto a consciência dos erros do romanismo e uma pós-reforma com poucas evidências do Espírito Santo, quando Deus intervém derramando o Espírito Santo totalmente independente do homem, numa grande proclamação: Jesus está vivo! A pérola da parábola foi achada no tesouro. O Senhor Jesus operava nesse período (1742), quando Wesley, foi batizado com o Espírito Santo e pelas suas ligações com a teologia do passado ele foi abordado e contestado nas Universidades como sendo um fanático, juntamente com outros que experimentavam da mesma bênção. Os filósofos e teólogos agrediam Wesley e o grande movimento do Espírito Santo de forma cruel, escrevendo livros com deboches de todo tipo, críticas semelhantes às que experimentamos no início da Obra. “Estão malucos!” “Sobem nas paredes, caem no chão, babando, complexados”, “bíblicamente, teologicamente, isso não está certo”, diziam outros; isso só aconteceu no Pentecoste, “Deus não é Deus de confusão”, mas a confusão estava com eles nas suas disputas intelectuais e teológicas, com a exclusão da operação do Espírito Santo. Finney, Moody e outros viveram na América, os efeitos posteriores da bênção e outros nos grandes avivamentos da Escócia, País de Gales, Inglaterra e o mundo inteiro viu os albores de uma nova operação, mostrando que Deus mais uma vez não precisa, nem depende do homem. O pior agora iria despontar dentro das escolas teológicas do modernismo, que produziram o pior que se podia imaginar, alguns chamados teólogos modernos, que até em 1944, Barth, Altzer, Bultman, antes Kierhgard, alguns fazendo uso do fumo e do vinho para cada idéia teológica. A luta dos teólogos e pensadores contra o avivamento foram resultado das correntes teológicas que se levantaram na época, encontradas até hoje nos Estados Unidos, mestres que se esmeram em mostrar o deus da razão para anular o Deus da revelação pelo Espírito Santo, hoje voltados para pensamentos filosóficos do relativismo. A razão opera livre numa mente teológica. “Deus é bom pai”, estas e outras expressões como: “Não há outro Deus acima, a ciência não é contra Deus”, “Deus não é homem”, usadas para Deus ficar entusiasmado com o homem, enganar e impressionar os fracos e sem discernimento. No Século XIX, com a pregação do evangelho, depois dos grandes avivalistas, até como resultado de tudo que aconteceu nos séculos XVII, XVIII e XIX, evangelizações em estádios em muitos países, firmados num tradicionalismo sem rumo que parou no tempo e na missão da verdadeira evangelização sem a assistência total do Espírito Santo, deixando um exemplo negativo até para grupos que emergiriam hoje no Leste Europeu, após a queda do regime comunista, que tristemente tentam imitar tais movimentos de massa sem resultado. No Brasil, em Belém do Pará, dois missionários, um deles Daniel Berg, alimentando-se de mangas que caiam de árvores das ruas e praças, ajudados nas casas com alimentos doados, falando em inglês de porta em porta, oferecendo Bíblias em português, traziam uma mensagem logo rejeitada pela Igreja Batista tradicional e como resultado um grupo de 12 pessoas se une para formar a Igreja Internacional da Fé, que aceitava e pregava o batismo com o Espírito Santo. Em 1912 o primeiro batismo com o Espírito Santo ocorreu numa Igreja Batista que acompanhava uma linha tradicional já existente, logo excluídos, renovando a doutrina do batismo com o Espírito Santo em igrejas da Assembléia de Deus que logo se espalharam pelo Brasil. 8º - REVELAÇÃO E CORPO Cinqüenta anos mais tarde Deus mostrou pelo Seu Espírito algo novo, que não seria uma obra de homens, mas que, para ser valorizada deveria excluir certos erros do passado, quando em 1968 foi aberto um novo espaço para um povo. Não seria mais uma religião. Um povo comprometido com o momento profético, que estivesse disposto, mesmo na sua limitação, a ouvir e obedecer à voz do Senhor. E agora, depois de quarenta anos de aprendizado, com a responsabilidade de lembrar esse fato a outros, hoje, especialmente, aos nossos jovens que têm se deparado com grandes problemas e desafios da vida, no mundo, dentro e fora até das Universidades, cuja carga cultural, religiosa e ideológica tem sido, por vezes, uma agressão para impedir ou anular a Obra do Espírito. A experiência alcançada por muitos é que a Obra precisa ser preservada, já que estamos vivendo um momento especial na economia de Deus e não há mais tempo para esperar. O fogo veio, o Espírito Santo foi derramado nos séculos XVII e XVIII, mas faltou corpo e revelação naquele período do Grande Avivamento, e parece que o mesmo fenômeno ocorre nas igrejas evangélicas e pentecostais, já que não há uma valorização do que o Espírito Santo está realizando em nossos dias, uma Obra que, se contada, ninguém crerá (Hb 1:5). Revelação e corpo, no derramamento do Espírito Santo, são fundamentais para hoje, porque no passado houve o derramamento do Espírito Santo, mas não havia uma consciência real de corpo, já que a dispersão era grande e também não havia um conhecimento mais apurado do passado que mostrasse a situação com a clareza que vemos hoje. A operação do Espírito Santo não cessou, e os desvios de alguns do projeto não irá alterar o crescimento da Obra, nem impedi-la. A Igreja está chegando ao seu período final e o derramamento do Espírito Santo para nós é uma realidade que tem nos levado a compreender melhor o sentido de corpo, e de revelação bem ainda, Palavra revelada que alimenta a alma cuja letra, sabemos, alimenta a razão que não pode ser desprezada, antes, amada e vivida. Temos um nome: Igreja Cristã Maranata, nome relacionado com a vinda do Senhor Jesus, cujos sinais apontam para o momento profético que estamos vivendo. Temos também o compromisso de anunciar que o Senhor Jesus vem; que Jesus está às portas; e precisamos aprender, como vamos apresentar ao mundo os fatos e fenômenos que estão diante de nós, sejam eles sociais, políticos, econômicos, físicos, geofísicos, culturais e religiosos, mas principalmente apresentar a revelação que é o conhecimento de Jesus como o noivo que virá buscar a Igreja, sua noiva, que está sendo preparada pelo Espírito Santo, uma noiva que a cada dia, precisa conhecer melhor o noivo, seu projeto e se aprontar para a partida com Ele. Por que corpo? No corpo, duas coisas são fundamentais: obediência e disciplina, cuja organização e integração são perfeitas, um laboratório perfeito capaz de elaborar e produzir vida. A Igreja é também corpo de Cristo, quando vista como sendo esse organismo perfeito onde não poderá faltar obediência e disciplina, um corpo que não se alimenta simplesmente de razão e filosofia, mas da revelação, já que vive um momento especial e sabe de antemão: Deus não precisa de homem. E mais: precisamos Dele, não apenas como membros isoladamente, mas como Corpo, Igreja, Corpo de Cristo, uma ênfase necessária para o momento profético que vivemos. Na oração sacerdotal Jesus não ora pelos discípulos que estavam ali, mas a oração é por todos aqueles que haveriam de crer em Seu nome. A operação principal do Espírito Santo neste momento está voltada para o preparo da noiva, que é a Igreja como corpo que se unirá definitivamente ao noivo, que é o cabeça no encontro glorioso nas nuvens. O Espírito Santo cumprirá essa missão e subirá com a Igreja. Jo 17:11 “E eu já não estou mais no mundo, mas ele estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.” Existe filosofia no Islamismo, no Budismo, no Cristianismo, porém no Evangelho é essencial a operação do Espírito Santo. “Eu neles (Jesus em nós) e tu em mim”, tudo através do Espírito Santo, para que sejam perfeitos em unidade. Deus não precisa do homem e o resultado é esse: Há um corpo disperso vivendo de movimento, que poderá terminar em: Misticismo, superstição, pedra do rio Jordão, lenço, abençoado, santo óleo da unção, rosa ungida, pastora unida com idolatria, dinheiro, púlpito como balcão de negócios. Não queremos acusar ninguém. Não somos melhores que ninguém. Não devemos atrapalhar aqueles que fazem o que não estamos fazendo, porém não podemos abdicar nem desprezar o chamado do Senhor para um trabalho especial que está ainda para ser concluído. Também não queremos mudar a verdade e hoje, mais do que nunca, precisamos cuidar da nossa casa, dos nossos, para que não venhamos a falhar no compromisso que temos com a Obra do Espírito Santo, a Obra em nossos dias. MARANATA!!! O SENHOR JESUS VEM!!!
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JESUS – A PALAVRA DE DEUS SEU NOME
“E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.” Ap 19:13
A PALAVRA – ESCLARECIMENTOS
1. Não se trata de palavras apenas lidas na Bíblia ou vocábulos articulados e “fatos, ou atos históricos, milagres, sinais, sacramentos, manifestações do reino, coisas que embora tácitas, são eloqüentes ou “elecutivas”. Todo o conjunto da história da salvação narrada pelas escrituras é palavra que Deus dirige ao mundo.
a) É o modo essencial da intervenção de Deus no mundo.
b) Pelo seu Verbo revela-se aos homens. Entre a ordem e o fenômeno não existe tempo (eternidade).
c) A PALAVRA É UM ELEMENTO ETERNAMENTE DINÂMICO – através da revelação bíblica, se torna um elemento temporal.
A PALAVRA ENTRA NA HISTÓRIA COMO UMA CARGA EXPLOSIVA, POIS É POTENCIAL DE ENERGIA E FORÇA DE VIDA, FORÇA CRIADORA NO MUNDO.
A palavra cria entre Deus e o homem uma relação de verdade (energia) que acompanha toda a revelação bíblica. Esta palavra vem expressa em imagens (dons). “Que vês, Jeremias?” Através da revelação que cria vozes e locuções, suscita formas, sinais, eventos, cria o mesmo a História iluminada e circunstanciada mediante o verbo oral.
A palavra que não passará porque emana de uma sabedoria eterna.
“E disse Deus: Haja luz. E houve luz” Gn 1:3
NOÇÃO BÍBLICA DA PALAVRA a) Não se deve intelectualizar a noção bíblica da “Palavra”.
b) Nem limitá-la a uma mera expressão oral ou uma expressão racional de um a verdade eterna (filosofia – razão).
LOGOS
Não é uma razão filosófica. É uma interpelação direta e pessoal de Deus ao homem. Biblicamente um fenômeno histórico único.
Não é um instrumento de comunicação racional. Não é uma referência, mas uma realidade, é a própria realidade, o próprio evento.
Fato não é uma razão é mais um fato. Não se esgota pela expressão vocal, não é da alçada exclusiva do discurso.
JESUS É A PALAVRA
Funde-se o verbo e o ato de falar, de agir e existir. O verbo tem força dinâmica integral, é o ato, toda sua virtude elecutiva e expressiva.
No Gênesis se encontra a chave viva do mistério da criação do mundo mediante a Palavra.
“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.” I Cl 1:16 Proclamar não é viver.
A Palavra é um testemunho da Obra Criadora, Conservadora e Redentora. É uma história e não palavras, porque nessa história estão incluídos os eventos inseparavelmente inseridos.
JESUS – A PALAVRA – O VERBO PRÉ-EXISTENTE – LOGOS – A SABEDORIA (Sentido figurado). “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” Jo 1:1-3
EXECUTOR – FIADOR – SEMELHANTE AO PAI Estava presente – falou e foi feito – ordenou e foi criado.
SEMELHANTE AO PAI
“A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade nas alturas” Hb 1:2,3.
SUA LINHAGEM, QUEM PODERÁ NARRAR
“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” Mt 11:27.
ASSENTADO NAS ALTURAS
“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade nas alturas” Hb 1:3.
HERDEIRO DE TUDO – SUSTENTA TUDO COM A PALAVRA DO SEU PODER “A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.” Hb 1:2
POR QUEM FEZ TAMBÉM O MUNDO
“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade nas alturas” Hb 1:3
A beleza de tudo é saber como Moisés pode narrar, 2.000 anos antes de Cristo, toda a criação na seqüência exata, dita e comprovada pela ciência.
“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.” Dn 7:13-14 ANTES DA CRIAÇÃO
“E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.” Cl 1:17,18
- Resplendor da sua glória;
- Expressa imagem da sua pessoa.
SUA LINHAGEM “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” Mt 11:27.
ME POSSUIU “O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos e antes de suas obras mais antigas.” Pv.
O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos e antes de suas obras mais antigas. Pv. 8:22; Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra. Pv. 8:23; Antes de haver abismos, fui gerada, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. Pv 8:24; Antes que os montes se houvessem firmado, antes dos outeiros, eu fui gerada. Pv 8:25; Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem sequer o princípio do pó do mundo. Pv 8:26; Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando compassava ao redor da face do abismo. Pv 8:27; E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” Gn 1:2.
Quando firmava as nuvens de cima, quando fortificava as fontes do abismo. (Centro da Terra) Pv 8:28; Quando punha ao mar o seu termo, para que as águas não trespassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra. Pv 8:29. Verbo – Vivente no Pai
Primeiro e único que Deus formou antes de toda a criação, de todos os seres visíveis e invisíveis.
A causa segunda depois do Pai – O fazedor de todas as coisas junto ao Pai.
“O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.” Pv. 8:22;
- Herdeiro de tudo;
- “A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.” Hb 1:2;
Então, eu estava com ele e era seu aluno, e era cada dia as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo. Pv 8:30; “Eu falo do que vi junto de meu Pai...” Jo 8:38;
Folgando no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens. Pv 8:31; “Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.” I Co 1:19;
“Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação” I Co 1:21;
A sabedoria – serve de intermediária entre o saber e o agir.
Na carne citada por Paulo – Filósofos.
Na sabedoria do Egito – Moisés.
“O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.” Pv 1:7.
A sabedoria de Deus é misteriosa (Fé). Não se reveste da evidência racional, não consiste em alguma verdade universalmente viável, imediatamente inteligível mais um desígnio benévolo para com a história dos homens.
“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” Rm 11:33.
“Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.” Mt 11:25.
Graças: só o filho pode revelar o Pai.
Se nos tornou:
- Sabedoria;
- Justiça;
- Santificação e redenção.
Sabedoria Hipostática – Pré-existente.
Se identificar com o Espírito de Deus que herdou os atributos dele.
Único sábio – “Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.” Rm 16:27.
Habite em vós, filhos da revelação – “E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade.” Cl 2:10.
Como Palavra executa – “Enviou a sua palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição.” Sl 107-20.
“Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu.” Sl 119:89.
“Manda a sua palavra, e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as águas.” Sl 147:89.
Relação com o universo: - Fonte; - Sustento; - Fim.
O agente da criação:
“Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.” I Co 8:6.
“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” Cl 1:16-17.
“A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.” Hb 1:2.
“E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.” Gn 1:3-6.
“E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi. E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom. E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.” Gn 1:9-11.
“Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” Hb 11:3.
“Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite.” Sl 90:4.
“Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com águas do dilúvio.” II Pe 3:6.
O AMOR DO FILHO PELO PAI
“A agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” Jo 17:5.
CONDIÇÃO
“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.” Cl 1:23.
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25 de Dezembro Celebrando o culto ao deus-sol, disfarçando-o no menino de Belém. Uma condensação de anotações sobre o tema: Natal, cristianismo ou paganismo? Este trabalho limita-se a relacionar de forma introdutória e sintética alguns contextos históricos que permeiam as origens desta festa pagã, que ardilosamente foi introduzida no seio do cristianismo pôr volta do século V da nossa era. Sejam os cuidados de cada coração apresentados ao Espirito Santo de Deus através da sua eterna e soberana Palavra. Que sua revelação ilumine as mentes e almas, permitindo que jamais sejamos apenas frutos de sistemas religiosos, mas antes: autênticos e vivificados servos do Deus vivo, cuja Palavra não se dobra às convenções religiosas humanas. Que estas simples anotações de aula, seja úteis à vossa transformação e edificação no poder de Jesus, o ressurrecto. “Pelos teus mandamentos alcancei entendimento, pelo que aborreço todo o falso caminho. Desviei os meus pés de todo o caminho mau, para observar a tua Palavra.” (Salmos 119:104,101). “O que o pasto é para o rebanho, o arroio para o peixe, a penha para a cabra montes, a bússola para o peregrino, a Bíblia o é para as almas fiéis!” (Martinho Lutero) “O homem pode tanto quanto sabe!” (Francis Bacon) Introdução: “Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, assim como ela; de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque maldita é [a abominação].” (Deuteronomio 7:26) A exiguidade de tempo e espaço nos limita a tratar este importante assunto nos limites introdutórios. Todavia, não podemos deixar de analisar os princípios básicos que norteiam a compreensão desta importante manifestação religiosa. Mundialmente conhecida. A celebração do NATAL tem origem no paganismo e foi “cristianizada” por motivos políticos, sob os conflitos religiosos que marcaram o fim do Império Romano. E até hoje vem sendo reproduzida enaltecendo indiretamente, ou diretamente, a idolatria dos rituais pagãos; e , pôr isso, semeando a corrupção espiritual que marca os seus princípios. Uma questão interessante é: por que os apóstolos jamais celebraram uma reunião de natal? Simples, porque seu fundamento era o Jesus Ressurrecto, e não as tradições antigas carregadas de adoração ao deus-sol e sua fecundidade sobras as colheitas. Conforme I Co 3:11 que diz: “Ninguém pode por outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo!”. Ou seja: os ensinos de Jesus e o poder de sua soberana Palavra eram muito mais importantes para os apóstolos do que as tradições religiosas de sua família, de seus amigos, e de sua sociedade. Exatamente por isso, não havia qualquer celebração natalina durante o primeiro, o segundo e o terceiro século. Somente no fim do quarto século, com a obrigação dos pagãos em “converterem-se” ao cristianismo[1] pelo Edito de Tessalonica[2], inúmeros sacerdotes pagãos vieram para as igrejas cristãs com suas práticas e tradições idólatras e satanistas. Esse fato, foi fundamental para o inicio da celebração de natal. Uma vez que nos primórdios do cristianismo celebrava-se apenas a santa ceia que é a “Páscoa” de nosso Senhor, anunciando sua morte, sua ressurreição e a promessa de sua volta, mas nunca se comemorava seu nascimento. A festa do natal cristão[3] surgiu de um antigo culto pagão. No dia 25 de dezembro, os pagãos celebravam a grande festa do "nascimento do Sol venerável". Era uma homenagem ao sol que todos os dias nasce e ilumina os homens. Esse tipo de religiosidade exercia muita atração nos homens pois era repleta de rituais e danças promiscuas. Os pagãos invocavam os espíritos da natureza para que estivesse garantidos sua fertilidade, sua colheita, sua prosperidade física e material. Logo, esta solenidade do nascimento do deus-sol visava garantir aos homens a prosperidade, a fecundidade e a vida. Certa vez o primeiro papa da história, O Papa Leão Magno (442), disse: "Ignoram os pagãos o desapontar da Verdadeira Luz... prestam a honra devida aos astros que apenas servem para iluminar o mundo". Veja, amado irmão ou irmã, que até os sacerdotes romanos testificam a corrupção dos adoradores em trevas e suas tradições. Algo que nunca deveria ocupar nossos corações pois: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou outro que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado!” I Pedro 1:18,19 A própria data da festividade deve-se exclusivamente à conveniência política e artimanhas do inimigo de nossas almas[4]. Diversas regiões da Europa e do Oriente Médio escolheram dias diferentes para comemorar seu “Natal”, embora mais tarde aderissem à orientação romana. Assim, a festa era em 19 de novembro no Egito, 20 de maio na Palestina e 6 de janeiro na Etiópia, onde continua em vigor. Sem mencionar as diversas tradições espalhadas pelo mundo, nenhuma fiel à Palavra de Deus, acerca do natal, entre elas: · Nos países escandinavos o natal tem seu início em 13 de Dezembro, data em que se comemora o dia de Santa Luzia. Nas festividades desse dia existem tradições natalinas muito peculiares como uma procissão em que as pessoas carregam tochas acesas. De resto, as tradições de natal suecas são muito parecidas com as do resto do ocidente. · Na Finlândia há a estranha tradição natalina de freqüentar saunas na véspera de natal. Outra tradição natalina na Finlândia é visitar cemitérios para homenagear os entes falecidos. · Na Rússia o natal é comemorado no dia 7 de janeiro,13 dias depois do natal ocidental. Uma curiosidade é que, durante o regime comunista, as árvores de natal foram banidas da Rússia e substituídas por árvores de ano novo. Segundo a tradição natalina dos russos, a ceia deve ter muito mel, grãos e frutas, mas nenhuma carne. · Na Austrália o natal é usado para lembrar as raízes britânicas do país. Tal como na Inglaterra, a ceia de natal inclui o tradicional peru e os presentes de natal são dados na manhã do dia 25. Uma curiosidade: devido ao calor alguns australianos comemoram o natal na praia. · Para os poucos cristãos residentes no Iraque a principal tradição natalina é uma leitura da bíblia feita em família. Há também o “toque da paz”, que segundo a tradição natalina do Iraque, é uma benção que as pessoas recebem de um padre. · Na Inglaterra as tradições natalinas são levadas muito à sério. Não é à toa, já que o país comemora o natal há mais de 1000 anos. Presentes de natal, pinheirinhos decorados e músicas natalinas são mais comuns na Inglaterra que em qualquer outro país do mundo. Quando Jesus disse: “Examinai as Escrituras, pois vós cuidais Ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam!”[5], ele estava condicionando o conhecimento acerca de sua pessoa aos pontos propostos pela Palavra de Deus e somente por ela. Ainda hoje precisamos discernir entre as trevas e a luz. E ,principalmente ,escolher entre sermos frutos de um sistema religioso ou autênticos e despojados servos do Deus vivo. Quando deixamos nossos filhos admirarem e receberem influencias espirituais nocivas, apenas pôr que o “altar” é belo, estamos participando de estratégias espirituais para destruição daqueles a quem amamos tanto. Não somos chamados para sepultar nossos filhos no engano da idolatria, mas para leva-los[6] ao fiel temor do Senhor. “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as pôr sinal na vossa mão, para que estejam pôr testeiras entre os vosso olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas em tua casa, e, andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.” (Dt 11:18,19). Hoje, escolhei: a quem sirvais? 2) Porque 25 de Dezembro? Amados, não vos enganeis, 25 de dezembro não era apenas uma data qualquer. Há motivos especiais para escolher essa data. Motivos tão especiais quanto espirituais, tais como: · Esse era o dia festejado pelos romanos como o aniversário do deus Persa Mitra, que não tem nada a ver com o cristianismo, mas era muito popular naqueles tempos. Era a principal divindade nos dias de Aureliano, que decretou o 25 de Dezembro como feriado nacional do paganismo. Como Roma se tornou mais tarde a capital da cristandade, e também era a cidade mais importante do mundo naquela época, sua data se impôs, prevalecendo até hoje. Vencida pelos fatos, a igreja romanizada violentamente adotou oficialmente esta data em torno do século V. “Em vez de combater o ritual pagão, os bispos o incorporaram”. · Dezembro, o último mês do nosso calendário, era o décimo do calendário romano e sua divindade predominante era Vesta, a deusa do fogo entre os romanos (embora governasse o mês de dezembro, era comemorada em 15 de junho). · Neste período comemorava-se também o" dia do menino" (Nino). Nas festividades natalinas, em inglês também chama-se "yule-day" o que comprova sua origem pagã e babilônica, pois Yule, em caldeu significa infante, ou menino. Este costume era também cultivado pelos anglo-saxões, panteístas pagãos[7] idolatras engodados[8]. Portanto, ao décimo mês (último múltiplo de cinco do ano), ao dia vinte e cinco, o dia da veneração ao sol, a divindade geradora da vida e da fecundidade. · As celebrações durante o inverno já eram comuns muito antes do “Natal” ser celebrado no dia 25 de Dezembro[9]. Antes do nascimento de Jesus, a história do “renascimento do sol” tem início com os europeus, que já celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Tratava-se de uma comemoração pagã do “Retorno do Sol”. · A data da festividade dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o "Novo Sol"... Era comemorado a volta do sol, pois neste dia o mesmo afastava-se da linha do equador, fazendo o dia mais curto do ano, um fenômeno conhecido como Solstício de inverno. Também chamado: Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã... Para eles, o preço da renuncia seria alto demais. Pôr isso, quando o império romano determinou a conversão obrigatória de todos os sacerdotes no império, estes trouxeram sua idolatria para a fé de uma suposta cristandade. Assim sendo o dia 25 de Dezembro foi obrigatoriamente “eleito” como o dia especial para os rituais de “natal”. Uma festividade pagã acompanhada de bebedices e orgias, que agradava tanto aos crentes carnais, quanto aos ímpios . E muitos negavam a integridade de sua fé e viam com agrado uma desculpa para continuar a celebrá-la em grandes corrupções no espírito e na alma. Mas muitos profetas cristãos protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o falso nascimento de Cristo, enquanto muitos cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã uma festividade ricamente adornada de mentiras e adorações demoníacas. Realmente pareciam esquecer das palavras de Jesus: “E quem não tomar a sua cruz[10] e segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perder-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim acha-la-á!” Mateus 10:38,39. Na verdade os que não as esqueciam, as traíam com suas atitudes. Em esquecimento punham a realidade de que não seguimos a Jesus pôr que concordamos com Ele, mas sim quando guardamos e vivemos, diariamente, a sua Palavra. Como diz João 8:31: "Se permanecer no meu ensino, então verdadeiramente sereis meus discípulos!”. Não basta ouvir, concordar, ou saber que está certo, é preciso PERMANECER nas suas palavras. Porque Roma fez assim? Ora, não se pode esquecer que o mundo romano era essencialmente pagão. Seu paganismo foi cristianizado e isso não foi suficiente para que o paganismo deixasse de ser idolatricamente contrário à vontade de Deus. A ordem de Levítico 18:3 e 5 ainda permanecem para todo o sempre[11]: “Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo, nem andareis em seus estatutos. Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, fazendo-os o homem, viverá por eles: Eu sou o Senhor.” Não nos espanta o culto ao sol em 25 de Dezembro, porque o sol é adorado e glorificado pelo homem, desde sua expulsão do Éden. As antigas religiões sempre se prostraram diante do firmamento. Quando então “mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o criador, que é bendito Eternamente. Amém!” (Romanos 1:25). Essa prática era o centro do culto de Istah, na Assíria e na Babilônia, dando origem ao culto de Amon, no Egito, durante o domínio babilônico no reinado de Semíramis. Amon é um símbolo do sol: o deus-solar. Também conhecido como Rá. Desta união entre o sol e a lua, nascia outra divindade - Osíris. Não podemos esquecer que as culturas andinas (INCAS , MAIAS E ASTECAS) pré-colombianas era adoradoras da natureza e principalmente do deus-sol, a quem denominavam WIRA-COCHA: o senhor da fertilidade e da vida. Sem dúvida alguma, a prática de introduzir a idolatria dentro das igrejas é extremamente satânica e sutilmente praticada por vários cristãos. O inimigo de nossas almas busca confundir e perturbar a pureza do Evangelho (II Co 4:4). O bispo Júlio I, em 355, com fins políticos e religiosos no ensejo de cativas para seu espaço de influencia todos os que não estavam dispostos a deixarem seus pecados e seu cultos satânicos, assumiu como cristão as práticas comuns desta época. Como hoje fazem muitos pastores que para terem suas igrejas cheias de pessoas, apoiam o mundanismo e o pecado, permitindo que uma juventude acorrentada em suas iniquidades seja enganada, e corrompida sob o domínio das trevas, tendo o nome de cristão[12]. Cheios de vida religiosa e vazios da vida espiritual Não basta as pessoas estarem na igreja, elas precisam ser Igreja, não basta busca a Deus, é preciso estar cheio de sua santidade e viver andando com Deus. Pôr isso Tiago 4:4 nos pergunta: “Não sabeis vós que a amizade com o mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que se constitui amigo de mundo, se constitui inimigo de Deus!” Não importa o que nossos lábios falem. A nossa vida diz o que? Se não estamos dispostos a renunciar plenamente o pecado e o mundanismo para conhecer a santidade do Senhor nunca veremos a salvação, pois: “Se não vos arrependerdes[13], todos de igual modo perecereis (Lucas 13:3). Infelizmente, há os que mesmo diante de Tiago 4:4 e I João 2:15 parecem se esquecer de que o mundo passa e com ele as suas concupsciencias, mas somente aquele que faz a vontade de Deus permanecem para sempre. Quantos oportunistas como “Julios I” você conhece? E nós? “Ora amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do Espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus!” (II Cor 7:1) Um outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o deus-sol, que renascia na época do Solstício de Inverno. 3) Porque “Papai Noel”? Sua origem se perde no tempo e, para muitos, não passa de uma imagem legendária, produto do imaginário popular. Há, porém, os que vinculam a figura de Papai Noel à do bispo São Nicolau, que teria vivido na cidade de Mira, na Ásia Menor, pôr volta do século V: “Atribuíram-se a ele vários milagres, mas o que marcou definitivamente foi sua bondade e a prática de distribuir presentes entre as crianças”, relatam documentos romanos.
Nasceu daí uma devoção que se espalhou na Idade Média por toda Europa, originando a figura estilizada de Papai Noel, que toda madrugada do dia 25 de dezembro entra sorrateiramente nas casas, carregando um enorme saco às costas para depositar sob a árvore de Natal presentes às crianças que se comportaram bem durante o ano. Há países como a Polônia em que os presentes são distribuídos às crianças no dia 6 de dezembro, data do nascimento de São Nicolau. Quando surgiu essa figura idosa, com roupa vermelha e saco de presentes? A primeira vez em que se mencionou a figura de Papai Noel foi no livro Uma Visita de São Nicolau escrito em 1823, pelo inglês Clement Moore. Nesta obra retratava-se a figura de um velhinho que vivia andando num trenó, puxado por renas. Esse ambiente invernal acrescido do fato de São Nicolau ser visto apenas no período natalino, deu origem à idéia de que ele deveria viver numa região muito distante e isolada do planeta. Mas era necessário atribuir-lhe uma moradia. Daí a escolha do Pólo Norte como sua morada. Aos poucos as religiões pagãs da Europa foram acrescentando detalhes ao mundo de Papai Noel. Os Irlandeses agregaram a essa figura entes pagãos, como os gnomos, transformando-os em ajudantes de “Papai Noel” na fabricação dos brinquedos a serem distribuídos nas comemorações natalinas. “Papai Noel” passou a ser então protetor e líder de pequenos demônios “bonzinhos”. Em 1866, o cartunista norte-americano Thomas Nast resolveu dar formas ao personagem relatado no livro de Moore e desenhou, no Harper’s Weekly, um velhinho bonachão de barbas brancas muito semelhante ao estereótipo do vovô bondoso, que acabou se transformando na figura oficial de “Papai Noel”. Alguns afirmam que a fábrica de refrigerantes Coca-Cola tingiu a roupa de papai Noel de vermelho, outros explicam essa cor como o tom oficial das roupas que ordem religiosa a que pertencia o Bispo Nicolas, no sec V, utilizava. Outra lenda interessante argumenta que um dia o bispo Nicolau subiu ao telhado de uma casa e deixou cair pela chaminé uma bolsa com moedas, a qual caiu nos chinelos que as crianças tinham deixado a secar presos na lareira. Como vimos, esta comemoração não tem nada relacionado com a vida de Jesus e sua manifestação ao mundo. Não foi ensina pôr Jesus, prática pôr Jesus, orientada aos discípulos. Não está incluída em nenhuma parte do Novo Testamento. E, principalmente: nem Jesus e muito menos os apóstolos, e qualquer um de seus filhos na fé, comemoraram qualquer “Natal” em Dezembro. As deturpações religiosas e míticas foram sendo agregadas e montadas para confundir a fé verdadeira e corromper a Palavra Viva, a partir do sec IV depois de Cristo. Como não deixar de ouvir, o Todo-Poderoso nos falando conforme Êxodo 34:12-14: “Guarda-te que não faças concerto[14] com os moradores da terra onde hás de entrar; para que não seja pôr laço no meio de ti. Mas os seus altares transtornareis, e as suas estátuas quebrareis, e os seus bosques queimareis. Porque não te inclinarás diante de outro deus; pois o nome do Senhor é Zeloso: Deus zeloso é Ele!” Note neste texto que uma das ordens diretas do Altíssimo é que transtornemos seus altares em nossas vidas. Quebremos suas estátuas e cortemos seus bosques. E isso não porque somos obrigados pôr uma força religiosa, mas exclusivamente pelo valor da obediência à Palavra do Senhor. Pois ele é nosso Deus, e Deus Zeloso de seu povo. Nas comemorações do culto ao deus-sol, um dos mais claros altares é a Arvore de Natal. 4) Porque “Arvore de Natal”? Um dos principais deuses da Mesopotamia era “Dagom”. Mencionado várias vezes na Bíblia Sagrada[15], era um deus semita da vegetação, protetor dos cereais e das colheitas. No dia 25 de Dezembro, como já vimos, o sol se afasta da terra em seu ponto mais distante. Os antigos buscavam maneiras de cultua-lo nesta data, de forma que o sol “retornasse” para a terra e assim garantisse a colheita e a riqueza para o próximo ano. Uma das formas mais proeminentes deste culto eram os sacrifícios religiosos feitos em baixo do carvalho, do cedro e mais tarde do pinheiro, na noite do 25 de Dezembro. Estes sacrifícios eram precedidos de enfeites e luzes (tochas) acesas na árvore, simbolizando a prosperidade e ajuda espiritual solicitada aos deuses ali representados. A Europa pagã ampliou essa veneração. Celebrava a data como o festival do renascimento do sol e o tempo de glorifica-lo como deus. (O aspecto do deus invocado por certas tradições wiccanianas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados neste culto o amor, a união da família, votos de prosperidade e as realizações do ano que passou.
Nesse festival os bruxos e feiticeiros dão adeus à “grande Mãe” (a noite) e bendizem o deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade e fecundidade mágicos e a vários rituais satanistas de adoração ao sol com todos os seus aparelhos religiosos. Desde a babilônia até Canaã, e no mundo mediterrâneo essa prática era muito difundida. Variando alguns aspectos regionais, mas concentrando o fator “adoração pelo retorno do sol” em todas suas atividades demoníacas. Um destes exemplos é a “Arvore de Maio”. Na Alemanha as árvores da cidade eram enfeitadas como numa oferenda à deusa Flora[16], implorando à natureza o sucesso nas plantações e colheitas. Desta forma enfeitavam-se as arvores, porque no Hemisfério norte neste mês entra a primavera.[17] É a celebração de um renascimento. Desde aproximadamente 700 anos antes de Jesus Cristo nascer entre os homens, a mesopotâmia antiga comemorava o dia do sol erguendo uma árvore especialmente preparada para glorificar as divindades relacionadas com aquele momento. A árvore decorada e ornamentada que se via elevada na manhã de 25 de dezembro. Acrescido a isto temos o culto à Ninrode, comum entre os antigos habitantes do Oriente próximo, desde as sociedades acadianas e sumérias. Sendo que este culto determinava uma promessa de ressurreição através dos rituais destinados à arvore (aqui simbolizando o próprio rei Ninrode) na madrugada do dia 24: “O Lenho (yule) despojado de todos os seus ramos (esquartejado), lançado na lareira era queimado na noite de 24 de dezembro e representava Ninrode sendo executado, prostrado na morte representava o Ninrode morto vindo à vida em uma nova encarnação para triunfar sobre os seus inimigos e sobre a humanidade”. Séculos depois, na Roma antiga, esta árvore era um abeto erigido em 25 de dezembro, considerado o Natalis Solis Invictis (o aniversário do sol invencível). A Arvore tinha ainda a função de “despertar” o sol para uma nova jornada sobre os homens. Havia o antigo costume da fogueira no Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de galhos da árvore de Natal e pelo uso de longas velas vermelhas com símbolos mágicos. Tudo relacionado as crenças de adoração ao deus-sol. Uma clara investida de satanás para receber adoração e posicionar-se como deus. Como o carvalho era considerado a Árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a árvore de Natal é tradicionalmente de carvalho. Em algumas regiões as cinzas desta fogueira feita com a árvore de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil. Em outras regiões eram acrescentadas às arvores de Natal um certa quantidades de bolas iluminadas que representavam as almas dos parentes mortos naquela família. Era uma forma de invocar proteção e descanso para suas almas. Irmão, como você consegue participar disto? E se trocarem nomes? Como estamos vendo nós estamos sendo arrastados pôr um conjunto de tradições demoníacas e abrindo as portas de nossa casa, a mente de nossos filhos, a mesa de nossos lares para hábitos que são aborrecidos e combatidos pelo Deus vivo a quem servimos. Um Deus que é Zeloso e fiel, que retribui aos homens segundo o seu coração e sua escolha. Como vemos em Jeremias 10:2-4, que diz: "Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova." E o verso 19 do capitulo 32 que nos ilumina dizendo: “Grande em conselho e magnifico em obras; porque os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas obras!”. A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é um costume que se desenvolveu nos bosques de pinheiros associados à Grande deusa-Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na Árvore Cósmica da Vida. Os antigos presentes sagrados, oferendas aos deuses, hoje são substituídos pelos presentes que o mercado procura associar ao amor e a paz. Como se a verdadeira alegria e paz eternas estivessem vinculadas ao hábito de consumir e gastar. Os alimentos pagãos tradicionais do Solstício do Inverno eram: o peru assado, as nozes, os bolos de fruta, os bolos redondos de alcaravia, a gemada e o vinho quente com especiarias. E francamente, dar a uma festa paga e idólatra, uma roupa “cristã”, não muda em nada a sua corrupção e engano. Pois “Se o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto!” (II Corintios 4:3). Quando levamos um pinheiro, ou qualquer artefato de plástico simbolizando-o, para dentro de nossas casas, estamos em determinado grau reproduzindo essa prática da antigüidade. Mesmo que para mim não tenha o mesmo significado? Sim, pois não é pelo fato de termos aprendido nomenclaturas diferentes para determinados atos que estes deixam de ser vinculados ao universo espiritual de sua origem. A idolatria continua sendo idolatria, quer a imagem seja atribuída a Jesus Cristo ou a qualquer divindade do mundo pagão. Assim também nomear atitudes demoníacas com nomes cristãos, ou valores bondosos, não diminui sua real origem e significado. Pôr isso não esquecemos de Efesios 5:6 : “Ninguém vos engane com palavras vãs, pois pôr estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência”. Amados irmãos, Martinho Lutero condenava veemente a celebração do Natal e diversos reis ingleses, pôr motivos bíblicos, proibiam as festividades pagãs natalinas em seus domínios mesmo quando estas eram rotuladas de cristãs. Amados irmão, não endureçais o vosso coração como fizeram os israelitas no deserto, lembremos que somente “nos tornamos participantes da graça de Cristo, se guardarmos o principio de nossa confiança até o fim!” Heb 4:13. Registro a seguir um trecho de um ritual pagão antigo que era celebrado em frente a uma “árvore da natal” para que possais enxergar como Satanás cega as mentes e corações e atualmente deseja inserir nas famílias verdadeiramente cristas esses valores e venenos: Ritual do Sabbat Yule. (DIA DE NATAL)
Comece erguendo um altar voltado para o norte. Em torno dele, trace um círculo com cerca de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Decore o altar com azevinho, visco ou qualquer outra erva sagrada para este Sabbat.
Coloque uma vela de altar branca no centro do altar. À sua esquerda coloque um cálice com vinho tinto ou sidra e um incensório. Qualquer uma das seguintes fragrâncias de incenso é apropriada para esse ritual: louro, cedro, pinho ou alecrim. À direita da vela coloque um punhal consagrado e um prato com sal. Por trás do altar, um galho de carvalho de Natal com 13 velas vermelhas e verdes enfeitando-o.
Pegue o punhal com a mão direita e tire um pouco de sal com a ponta da lâmina. Deixe-o cair no círculo. Repita três vezes e diga: ABENÇOADO SEJA ESTE CÍRCULO SAGRADO DO SABBAT EM NOME DO GRANDE DEUS. O SENHOR DIVINO DAS TREVAS E DA LUZ, O DEUS DA MORTE E DE TODAS AS COISAS DO ALÉM, ABENÇOADO SEJA ESTE CÍRCULO SABRADO DO SABBAT EM SEU NOME.
Coloque o punhal de volta em seu lugar no altar. Após acender o incenso e a vela, mais uma vez pegue o punhal com a mão direta. Mergulhe a lâmina no cálice e diga: OH GRANDE DEUSA, MÃE TERRA DE TODAS AS COISAS VIVAS, NÓS NOS DESPEDIMOS, POIS VAMOS DESCANSAR. ABENÇOADO SEJA! E NÓS TE DAMOS AS BOAS-VINDAS, OH GRANDES DEUS DA CAÇA, PAI TERRA DE TODAS AS COISAS VIVAS. ABENÇOADO SEJA! ÁGUA, AR, FOGO, TERRA, NÓS CELEBRAMOS O RENASCIMENTO DO SOL. NESTA NOITE ESCURA, A MAIS LONGA, ACENDEMOS O LUME DAS VELAS SAGRADAS.
Coloque o punhal de volta no altar. Pegue o cálice com ambas as mãos e, enquanto o leva aos lábios, diga: BEBO ESTE VINHO EM HONRA A TI, OH DEUS DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. AGRADECEMOS A TI PELA LUZ DO SOL. SALVE, OH GRANDE CORNÍFERO! (Conífero = PINHEIRO)
Beba o vinho e coloque o cálice no seu lugar no altar. Acenda as 13 velas no ramo da árvore de Natal e encerre o Ritual do Solstício de Inverno, dizendo: O FOGO DO RAMO SAGRADO DO NATAL ARDE, A GRANDE RODA SOLAR GIRA MAIS UMA VEZ. QUE ASSIM SEJA!
Celebre, com alegria, num banquete com a família e os amigos até que a última vela da árvore se apague. 5) Qual a verdadeira data do Natal? Todos devemos lembrar que Jesus nunca comemorou um natal com seus discípulos. Os apóstolos jamais ensinaram acerca do Natal. A noite natalina é exclusivamente idólatra, dentro de um culto pagão e promiscuo espiritualmente. Praticá-lo é pecar contra Deus e buscar sua ira, pois: “Pois quanto vos desviardes do Senhor, O SENHOR não será convosco. O SENHOR está convosco enquanto vós estais com ele, e, se o buscardes o achareis; porém, se o deixardes, vos deixará!” (Numero 14:43; II Crônicas 15:2). O espaço que possuímos nestas anotações é pôr demais exíguo para melhores investigações, todavia algumas perguntas não podem ser esquecidas: Quando Jesus nasceu? Bem possuímos são notórios alguns fundamentos científicos sobre este tema, tais como: · César Augusto decretou o primeiro recenseamento, sendo Cirénio[18] presidente desta região[19] (Lucas. 2:1,2). Provavelmente 4 a.C. · Maria e o seu marido José, subiram a Belém para se recensearem. Jesus nasce em Belém, conforme a profecia[20]. · Não é possível que data fosse em Dezembro, pois haviam pastores no campo, e isto é impossível depois das fortes chuvas de outubro, e os rebanhos não podem sair com a baixa temperatura, sobretudo a noite. · Recenseamos não se realizam no inverno, pois demandam uma enorme peregrinação e os caminhos seriam muito mais longos e difíceis. · De acordo com Lucas 1:5, havia um sacerdote , tempo de Herodes, que era membro da ordem de Abias, cujo nome era Zacarias. A ordem de sacerdotes de Abias era a oitava a servir no templo (I Cron 24:10), servindo oito semanas depois da conclusão da páscoa. Essa ordem aconteceu no mês de JUNHO/JULHO. Seis meses depois (Lucas 1:26) deste ocorrido, o anjo Gabriel aparece à Maria, prima de Isabel. Logo, Jesus foi gerado no mês de Dezembro ou Janeiro no ventre de Maria. Sendo assim, seu nascimento somente é possível entre AGOSTO, SETEMBRO, ou quando muito, inicio de OUTUBRO. · Herodes, foi nomeado rei da Judeia pelo ditador romano em 40 AC. Eram os últimos movimentos da república romana. Antes do império iniciar-se em 27 AC. Rei reinado terminou com a morte no ano 4 AC. Logo, Jesus necessariamente deveria Ter nascido pôr volta do ano 6 ou fim do 7 AC, pois há haviam dois anos que passou seu nascimento, quando Herodes ordena o infanticídio. Logo, observa-se que Nosso Senhor Jesus Cristo jamais nasceu em Dezembro. Essa data é uma construção satanista que visa confundir os cristãos e fortalecer seus laços com a idolatria e a corrupção. A melhor coisa a fazer é vigiar e repudiar. Quando Efésios 5:11 nos diz: “Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, antes condenai-as!” esta querendo nos firmar em I Pedro 5:8, dia após dia: “Sede sóbrios, E VIGIAI, porque Satanás, vosso adversário anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar!”. 6) Quem eram os “magos”? Um fundamento que não pode ser esquecido é que jamais os “magos” ou “videntes”[21] foram até Jesus para “comemorar” seu aniversário. Eles foram honrá-lo como messias que havia de vir (Mt 2:4).Não sabemos quantos eram. A Palavra não relata. A tradição da religião Católica afirma que visitaram Jesus três reis. Mas essa tradição parece não corresponder à realidade. A passagem bíblica de S. Mateus 2:1-12 só nos diz que eram magos do Oriente. Portanto, poderiam ser qualquer tipo de autoridade política de qualquer parte do oriente. Podiam ser reis, governadores, ou magistrados e conselheiros. Representavam os povos gentios diante da chegada do único e suficiente salvador. Uma das mentiras que passou de forma sólida para a imaginação das pessoas é que os representantes de autoridades do oriente encontram Jesus na manjedoura. Quem encontrou o menino na manjedoura foram os pastores que trabalhavam ao redor do local onde o Messias nasceu, mas os “magos” vieram até a casa de Maria (Mt 2:11). Seus presentes eram um reconhecimento da soberania do Messias, eles não trocaram presentes com ninguém naquela casa. Não houve presentes para Maria, para José, ou entre os sacerdotes. Apenas honraram a Jesus. Quanta diferença da ciranda mercantil que hoje se faz com o nome de nosso Senhor! Se demoraram cerca de dois anos para que Herodes (Mat 2:16) percebesse a recusa dos emissários em voltar a sua presença, é perfeitamente admissível que um tempo médio de 15 a 18 meses fosse o tempo normal para ida e vinda da região Oriental até Belém. 7) Qual o significado do Natal? Em primeiro lugar nós cristãos adoramos exclusivamente ao SENHOR Jesus Cristo, e a nenhuma outra divindade, quer esta seja apresentada de forma declarada ou encoberta em festividades ditas cristãs. Sabemos o que significa o aviso de nosso Senhor em Mateus 6:24 : “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.”. Pôr isso não enxergamos alguém sentido espiritual em um festival de mentiras e idolatrias como o natal mercantil do 25 de Dezembro. Mas e, se, um cristão participar de uma festividade natalina em sua família? Ora, não podemos nos esquecer das oportunidades de testemunho que tal confraternização pode tornar-se. Ali temos uma ótima chance para que juntos de nossos entes queridos venhamos a meditar naquilo que o Deus Altíssimo tem para cada coração. Denunciando a hipocrisia idolátrica e apregoando a Palavra de Deus de forma clara e verdadeira. Amando e servindo aos que estão ao nosso redor, sabendo que “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar segundo a sua boa vontade!” Fp 2:13. Jamais devemos nos omitir da chance de festejar em família a comunhão, o carinho, a gratidão, a fé, e isso não está vinculado ao “Natal”. Na verdade todos os dias para nós são dias especiais em que andamos nas pisadas de Jesus. São dias em que estamos preocupados em levar a mensagem de seu nascimento, morte, ressurreição e iminente retorno: ao maior número possível de pessoas. São dias em que estamos dedicando nossas vidas ao amor, à esperança e ao perdão. Cada dia de um cristão é um dia especial para servir ao seu Deus, e ganhar almas para o SENHOR Jesus. Cada cristão é um homem da Palavra. Se não viver realmente como a Palavra aponta, não pode ser cristão[22]. Engana-se a si mesmo, e trará sobre si repentina destruição (Ver João 12:48). E como cristãos somos chamados para aguardar a vinda de Jesus para este mês, esta semana, este dia, e talvez, este momento. Antes de você terminar de ler estas linhas, talvez estará neste terra pôr mais sete anos ou na glória eterna com aquele que vive e Reina para todo sempre. O verdadeiro “natal” chama-se novo nascimento. Ali o homem morto no pecado e na sua imundície alcança o amor de Deus e experimenta uma nova vida. Uma vida cheia de poder e graça. Experimenta o amor e o perdão, para que possa ser instrumento desse amor e perdão entre os outros que vivem ao seu redor. Esse é o sentido não do 25 de Dezembro, que é profano, mas da mensagem de Jesus o ressurrecto. Ele não é apenas um homem que nasceu e foi exemplo de uma grande mensagem. Jesus é a única luz, a única salvação. A única chance de transformação e a certeza de uma vida vitoriosa diante do poder de Deus. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos!” (Atos 4:12) Quem é Jesus? Leia as declarações abaixo, e se alguma delas não se cumprir hoje em sua vida, receba este Jesus como seu salvador e Senhor. Ele quer escrever uma nova história para você: a)Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas mas terá a luz da vida – Jo 8:12 b)Eu sou o pão da vida, aquele que vem a mim nunca terá fome... João 6:35 c)Eu sou a porta da salvação, quem entrar pôr mim salvar-se-á.... João 10:9 d)Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao pai senão pôr mim. João 14:6 e)Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crer em mim ainda que esteja morto, viverá! João 11:25 Não importa ao homem dizer que concorda ou discorda de Jesus. A vontade e a soberania de Deus não são reféns dos sentimentos humanos. Deus não é aquilo que você acredita ou concorda. Não é refém de sua fé, ou consciência. Ele é Deus. Um Deus Vivo e Verdadeiro que julga e executa justiça[23]. Um Deus que não abdica de sua santidade, e prova a nossa fidelidade. E nós quem somos? “...Quando porém vier o filho do homem, porventura, achará fé na terra!” (Lucas 18:8).
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1Sm 17:55-58 55-Quando Saul viu Davi sair e encontrar-se com o filisteu, perguntou a Abner, o chefe do exército: De quem é filho, esse jovem, Abner? Respondeu Abner: Vive a tua alma, ó rei, que não sei. 56-Disse então o rei: Pergunta, pois, de quem ele é filho. 57-Voltando, pois, Davi de ferir o filisteu, Abner o tomou consigo, e o trouxe à presença de Saul, trazendo Davi na mão a cabeça do filisteu. 58-E perguntou-lhe Saul: De quem és filho, jovem? Respondeu Davi: Filho de teu servo Jessé, o belemita. 1- Introdução Havia uma grande batalha travada entre os Israelitas e os Filisteus. No meio da peleja Davi se dispõe a decidir a guerra pelo lado de Israel. Era um costume nas guerras na antiguidade, dois representantes dos povos beligerantes decidirem a vitória nas guerras desta forma. Davi havia se disposto a lutar com Golias e chegou até a se apresentar ao rei Saul. Este inclusive tentou colocar suas armas sobre Davi para pelejar contra Golias, porém Davi as rejeitou porque ele era adestrado em outros tipos de armas, quais sejam: cajado, funda, etc. Mas a grande vitória de Davi foi o fato de ele ter confiado no Senhor e o Senhor lhe deu a vitória. “Mas eu vou a ti em nome do Senhor Deus dos exércitos”. Davi vence o gigante Golias e traz sua cabeça nas mãos como prova da grande vitória alcançada. Todos ficaram admirados com aquele ato heróico de Davi e queriam saber, portanto, de onde vinha aquela capacitação. 2 - Quem era o pai de Davi? Saul queria saber quem era o pai de Davi. Era uma pergunta natural naqueles dias, quando a sociedade era formada pelo sistema de família patriarcal. Era a preocupação de se saber a descendência da pessoa, sua genealogia. Sua origem. Abner era general dos exércitos de Saul, portanto autoridade no assunto de guerra, mas não conhecia nada sobre o pai de Davi. A grande preocupação em saber de quem Davi era filho, era porque os filhos naqueles dias recebiam diretamente dos pais toda a instrução que possuíam. Aquilo que Davi manifestara possuir ali era uma prova de que seu pai era muito mais poderoso do que ele, porque lhe ensinara aquilo.
3 - Davi conhecia muito bem a seu pai “Sou filho de Jessé, o belemita”. Esse era o testemunho que Davi dava de seu pai. Belemita: nascido em Belém. Davi estava dizendo com isso que também era belemita, pois era filho de Jessé. 4 - Quem é o pai ? *Filhos brincando na igreja, tendo toda a liberdade, quem é o pai? O pai é aquele que: ·Dá um nome para a família. ·Dá a identidade a família. ·Deixa uma herança para a família, culto no lar,testemunho,amor ao Senhor - Obra ·Traz segurança para a família ·Dá o sustento, formação, educação, disciplina à família Nota: a figura do pai aqui é no sentido profético, ou seja: apontando para Deus, o pai celestial. 5 - Davi: tipo do Senhor Jesus no VT Jesus conhece bem o Pai: ·Jesus nasceu em Belém (Belém: casa do pão), por isso só Ele podia dizer: “Eu sou o pão da vida”. ·Quando nos ensinou a orar, foi assim: “Pai nosso que está nos céus...” Mandou-nos pedir as coisas ao PAI. ·Desde os 12 anos de idade, quando os seus pais terrenos o deixaram para trás na cidade de Jerusalém, na festa da páscoa: “... negócios de MEU PAI?”. ·Quando ele promete uma salvação eterna para os seus discípulos: “Na casa de MEU PAI há muitas moradas...”. Por fim, sua identidade era exclusivamente com o Pai: “Eu e o PAI somos um”. 6 - A igreja fiel de Jesus também conhece o Pai ·Quando Jesus dirige-se aos seus discípulos, tratando-os como criança, ele diz: “Não vos deixarei órfãos,... mas rogarei ao pai e ele vos mandará outro Consolador”. ·Abner e Saul representavam um grupo de pessoas que não conheciam o Pai de Davi. Há também um grupo de pessoas que não têm conhecimento do Pai, Todo Poderoso, aquele que dá a vitória aos seus servos. As grandes vitórias da igreja se dão porque ela tem a herança de um Pai, Todo Poderoso, de quem ela tem recebido todos os recursos da vitória nas suas lutas. Com quem ela está perfeitamente identificada como filha. ”Sou filho de Jessé, o belemita”. Havia alguns irmãos de Davi que pertenciam ao exército, mas nenhum deles despertara o desejo nas pessoas de conhecer o Pai. O que fez as pessoas desejarem conhecer o pai, foi a prova que Davi tinha nas mãos a grande vitória que alcançara do Pai celestial. 7 - A alma do homem tem sede de um encontro com o Pai ·A maior alegria do filho pródigo, foi quando ele se encontrou com o pai, porque a partir dali, lhe foi restituída toda a herança e toda a identificação com o pai. Em tudo que fizermos na vida, devemos despertar nas pessoas o desejo de conhecer o nosso Pai, e isso só será possível com uma vida de santificação e obediência ao Senhor. Davi leva a cabeça de Golias para Jerusalém – A mentalidade do mundo não pode ficar conosco tem que estar morta na presença do Senhor Jesus. As armas de Golias - Davi levou para a tenda – ficam no coração para lembrar as experiências com o Senhor, se ele nos ajudou a vencer Golias vai nos ajudar sempre a vencer várias batalhas.
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Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma. Livra-me, ó SENHOR, dos meus inimigos; fujo para ti, para me esconder. Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana. Salmos 143:8-10
INTRODUÇÃO: O salmista era um homem sensível, de coração quebrantado, desejoso de desfrutar sempre dos cuidados e da misericórdia de DEUS. Em muitos trechos dos seus escritos ele deixa esse registro, quase como uma marca da sua relação com o Criador. Quantas expressões nós poderíamos usar para corroborar essa afirmação: “A minha tem sede de Deus, do Deus vivo...” Salmos 42; “O Senhor é o meu pastor...” Salmos 23; “Não me lances fora da tua presença, não retires de mim o teu Espírito Santo” Salmos 51; e tantos outros poderíamos citar. Registre-se que o clamor do Salmo 51 é a primeira e a única vez no Velho Testamento que textualmente Deus registra a identidade, a ação do seu Espírito. Santificar o homem convencendo-o do pecado, do juízo e da justiça. Portanto, o salmista observava os estatutos do Senhor, utilizava-os na sua caminhada e não queria deles se afastar. Pelo contrário, no texto acima está expresso o desejo de conhecer ainda mais o seu Criador, desfrutar do seu amor e de sua benignidade.
O importante é observar que o texto também traz uma seqüência de atitudes que interagem para ratificar este desejo. Muitas vezes o ser humano até quer as bênçãos e os cuidados de Deus, mas atitudes, o comportamento e até mesmo o testemunho de muitos que dizem e se auto-apregoam servos de Deus; não confirmam com os atos os seus desejos, os seus sentimentos. Por isso, é importante ler e refletir na Palavra de Deus. Conhecê-la é fundamental para que aprofundados na comunhão com o Pai nós possamos querer com o nosso coração e a nossa mente, mas que o nosso viver confirme a nossa fé. É isto que podemos aprendemos no texto de hoje. Vejamos: Faze-me ouvir à O homem só pode se tornar agradável a Deus se ouvir a sua voz. Saber a sua vontade e praticá-la. Disse o Senhor Jesus: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;” Mateus 7:24
Vejam que dar ouvidos a Deus traz benefícios ao homem. A palavra escrita é a oportunidade dada por Deus ao homem para desfrutar dos benefícios de Deus. É ela que vai nos revelar Jesus, o Salvador do homem. É nela estão registradas as promessas e profecias de Deus. É ela que nos traz esperança e conforto em nossas lutas. É através da palavra que conhecemos o amor, a benignidade e misericórdia de Deus. Nos liberta, transforma, molda e gera a fé em nosso coração. “ De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. Romanos 10:17”. Quando? Em quais momentos o homem precisa de Deus? Sempre, creio eu. Portanto, também precisamos praticar isto: Senhor faça-me ouvir! Ouvir a tua voz, o teu Espírito Santo, os teus profetas, a tua palavra. Por quê? Quanto mais eu ouvir, mais fé, mais benefícios, mais vitórias.
Aprendemos ainda: é mais fácil e melhor ouvir a Deus pela manhã. Enquanto ainda não estamos envolvidos com as lutas do dia, as preocupações dessa vida. Então nos lembramos da promessa: “Provérbios 8:17 - Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão”.
Em te confio à É preciso ouvir, mas é preciso ter fé. Isto é que expressa a nossa confiança na justiça, no poder e amor do Criador. Crer que Ele vai operar e responder a nossa súplica. Quando nós falamos dessa confiança, não estamos falando para Deus, Ele nos conhece, estamos falando para nós mesmo. Lutando contra a nossa natureza imediatista, apressada e ansiosa. Estamos também testemunhando para aqueles que nos ouvem da nossa fé. De quem é o nosso AJUDADOR. “(Salmos 56:11) - Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem. “ Vejam quanta confiança. Não temerei. Não vacilarei. Não desistirei.
Faze-me saberà Deus gosta de ensinar. De mostrar ao homem o seu projeto, a sua vontade. Ele ensinou a Moisés: Falai à Rocha. Estende a tua vara. Só que o salmista nos mostra que o homem precisa ser humilde para aprender. Conhecer o Caminho (Jesus), a Verdade e a Vida. Deus ensinou a Pedro que Jesus é o Filho do Deus Vivo. O profeta Isaías registra este atributo do caráter de Deus. “(Isaías 28:26) - O seu Deus o ensina, e o instrui acerca do que há de fazer.” Deus ensina, mostra, instrui, revela. Daniel aprendeu com Deus e o exaltou por isto: “(Daniel 2:23) - Ó Deus de meus pais, eu te dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.” Porque Tu me ensinaste, me fizeste saber este segredo. Eu te louvo eu te celebro. Daniel estava regozijando de alegria. Estava exultante. Havia aprendido uma coisa impossível ao homem. Todos que haviam vindo do cativeiro estavam ouvindo os sábios da Babilônia. Aprendendo com eles. Daniel foi e aprendeu na fonte, aprendeu com Aquele que tem toda a sabedoria.
Pobre o homem que se julga sábio e despreza o que Deus tanto quer nos fazer saber. Da salvação, da eternidade, da fé, da vida nova, do arrebatamento. A igreja precisa viver como o salmista. SENHOR FAÇA-NOS SABER TUDO!!!!!!!!!!!!! Mostra-nos a tua glória! Leva-nos para a Tua glória! Senhor nos ensina. Queremos e precisamos aprender com o Senhor.
Interessante é que o maior esforço do homem hoje é aprender. Estudar. Graduar. Pós-graduar. Doutorar. Mas o que aprendemos nessa palavra: O HOMEM PRECISA APRENDER UMA COISA. O homem precisa aprender o CAMINHO. O CAMINHO. O CAMINHO. O homem precisa é de JESUS. Uma coisa só. Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. Quem aprende com Jesus, quem conhece Jesus, aprende a boa parte. A boa parte ninguém tira. NINGUÉM tira Jesus do coração daquele que o quer. Só o próprio homem pode fazer isso. Mas Bartimeu viu e seguiu a Jesus. A mulher samaritana, o leproso, Zaqueu e tantos outros quando ficaram sabendo: escolheram JESUS. Senhor eu quero Jesus, quero o Caminho para segui-lo. Quero saber o caminho para andar nele. Para viver nele, com ele e por ele.
Levanto a minha almaà Salvação não pode ser buscada em outro que não o Senhor. Só Ele tem esta benção para o homem. A minha alma está aos teus cuidados. A alma que tem sede, que quer vida precisa ouvir, confiar e aprender. Simeão tomou Jesus nos braços: “Despede o teu servo, os meus olhos já viram a tua salvação..” Que expressão gloriosa de confiança, de certeza de salvação, de eternidade. Está tudo acabado. Leva-me Senhor. João caiu como morto. Daniel também. Quando a nossa alma está com Deus, o que mais importa! Reagir contra Simei? A palavra de Davi foi: deixai-o. A comunhão foi mantida, quando Davi clama: “Senhor, transtorna o conselho de Aitofel...” O Senhor ou ouviu. A alma de Davi está comigo.
Livra-me à Livramento e refúgio só vamos encontrar no Todo-Poderoso. Quando o homem confia busca os livramentos do Senhor ele vence. Paulo foi tido como morto. Deus o arrebatou enquanto o corpo sofria o apedrejamento, a alma estava com o Pai. Viu coisas inefáveis. João estava desterrado. Longe de tudo. Mas estava perto da glória. Perto do conhecimento do Grande Rei, do Senhor da eternidade.
Ensina-me à Toda dependência do servo. Quero fazer a tua vontade. Quero ser agradável. Quero reafirmar que tu és o meu Deus. O meu Senhor. Tudo que importa na minha vida. Ensina-me. Teu Espírito é bom. Livra-me dos obstáculos, do abismo, da morte. Guia-me com um coração equilibrado. Terra plana, sem sobressaltos, sem ódio, sem rancor, sem mágoa. Guia-me em paz, com fé, com alegria.
CONCLUSÃO:Assim com salmista, nós como a igreja do Senhor também precisamos praticar o que a palavra nos ensina. O que Deus nos ensina através da sua palavra. Precisamos deixá-lo cuidar de nós, refugiarmos nele. Entregar a nossa alma. Isto só possível se ouvirmos, confiarmos e seguirmos. Que o nosso clamor seja este: Ensina-me Senhor... Deus quer e vai ensinar a você e cuidar de você, Te dar vida, salvação, eternidade. Ele vai revelar JESUS ao seu coração e prepará-lo para a ETERNIDADE.
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Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; (João 5:39)

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